Osteopatia “Viver uma vida que não é a nossa rouba-nos a energia vital” By Revista Spot | Maio 26, 2025 Maio 27, 2025 Share Tweet Share Pin Email Viver uma vida que não é a nossa rouba-nos a energia vital. Esta frase, tão simples e poderosa, espelha uma realidade vivida em silêncio por milhares de pessoas: a desconexão da própria essência. Num mundo que nos empurra constantemente para fora de nós, para agradar, corresponder, cumprir expectativas, esquecemo-nos de escutar o corpo, de honrar as emoções e de respeitar os nossos limites. E é neste vazio, muitas vezes mascarado por rotinas exaustivas, que a nossa energia vital se esgota. Foi a partir deste reconhecimento profundo que nasceu o Método UNE: uma abordagem integrativa e transformadora que une corpo, mente e energia, ajudando-nos a regressar ao nosso centro. Criado a partir da prática clínica e da sensibilidade da osteopata Sílvia Vida, que percebeu que a verdadeira cura vai muito além do físico, o Método UNE convida-nos a resgatar a autenticidade, a fortalecer a nossa energia e a viver com mais presença, equilíbrio e verdade. O que é, na essência, o Método UNE e como surgiu este método a partir da sua experiência enquanto osteopata? O Método UNE é uma abordagem natural, integrativa e profunda que promove a unidade e o equilíbrio integral do ser humano, com especial foco no fortalecimento da energia vital. Este método reconhece que o bem-estar pleno resulta da integração total do ser e que, para tal, a energia vital deve circular livremente pelos canais do corpo. Ao fortalecer esta energia, o Método UNE potencia uma maior vitalidade, clareza mental e equilíbrio emocional, e ajuda cada pessoa a enfrentar os desafios do dia a dia com maior serenidade, equilíbrio e a viver uma vida mais plena. Ao longo da minha experiência profissional, fui-me apercebendo de que, por detrás da maioria dos sintomas das pessoas que chegavam até mim – fossem eles físicos, mentais ou emocionais – existia um enfraquecimento da sua energia vital. Isto, tornou cada vez mais evidente a necessidade de desbloquear e fortalecer essa energia. Mas cedo entendi que, para chegar a uma conexão mais íntima com a energia vital, seria essencial integrar os fundamentos e práticas da osteopatia com técnicas que atuassem de forma mais direta e profunda sobre essa energia. Esta combinação revelou-se o verdadeiro “xeque-mate” no cuidado integral, permitindo não só restaurar o equilíbrio do corpo, mas também revitalizar a energia vital, proporcionando uma experiência transformadora e duradoura. E assim surgiu o Método UNE, inspirado pelo desejo de oferecer uma abordagem verdadeiramente completa. A infância está a ser, como diz, “consumida por ecrãs”. Como é que o Método UNE pode ajudar pais e filhos a recuperarem o equilíbrio no uso da tecnologia e no bem-estar digital? O impacto da era digital na infância é profundo, podendo estender-se muito além desta fase, e influenciar de forma marcante a vida adulta. Por isso, é fundamental garantir condições que promovam um desenvolvimento saudável. A supervisão parental sobre os conteúdos consumidos pelas crianças, bem como o equilíbrio entre o tempo passado em frente aos ecrãs e a participação noutras atividades, assume um papel crucial neste processo. Contudo, reconhecemos que este é um grande desafio para muitos pais, que diariamente procuram encontrar o equilíbrio entre as exigências do mundo digital e o bem-estar dos seus filhos. O Método UNE, ao promover um maior equilíbrio e alinhamento interno, oferece a pais e mães ferramentas para se sentirem mais confiantes e capazes de estabelecer limites no tempo de exposição dos filhos aos ecrãs. Para além disto, este método incentiva uma presença parental mais consciente: não se trata necessariamente de passar mais tempo com as crianças, mas sim de garantir que o tempo partilhado seja de maior qualidade. Esta atenção e envolvimento reforçados ajudam a reduzir a necessidade de as crianças procurarem tanto tempo nos ecrãs, pois sentem-se mais vistas e acompanhadas pelos pais. Por outro lado, esta proximidade facilita o controlo dos conteúdos consumidos e permite que os pais estejam mais atentos a eventuais sinais de alerta, intervindo de forma mais eficaz sempre que necessário. Muitos adultos vivem num estado quase permanente de cansaço e stress, sem perceberem que isso não é normal. Quais são os primeiros sinais de alerta que o corpo dá e que normalmente são ignorados? O corpo humano é sábio e capaz de nos alertar quando algo não está bem, comunicando connosco através de vários sinais, que, infelizmente, tendemos a ignorar no ritmo acelerado da vida contemporânea. Entre os primeiros alertas que o organismo emite, frequentemente desvalorizados, destaca-se a fadiga persistente: aquela sensação de cansaço que permanece mesmo após uma boa noite de sono. Despertares noturnos frequentes, insónia e tensão muscular ou dores espalhadas pelo corpo que resistem aos tratamentos habituais são igualmente sinais a que devemos estar atentos. Também a mente dá sinais: lapsos de memória, dificuldade em manter o foco e a concentração costumam passar despercebidos no dia a dia. No campo emocional, a irritabilidade, a impaciência e as oscilações de humor são manifestações claras de que o corpo está sobrecarregado e precisa de atenção. Aprender a escutar e a decifrar os sinais do nosso corpo é essencial para preservar o equilíbrio e o bem-estar da nossa saúde física, emocional e mental. Reconhecer a linguagem do corpo é, afinal, um passo essencial para uma vida mais saudável e plena. Fala-se muito em “energia vital”, mas nem todos compreendem o conceito. Pode explicar-nos o que representa esta energia e qual a sua importância no nosso equilíbrio diário? Antes de mais, é fundamental compreender que a energia vital é uma força subtil que permeia todos os seres vivos e está na base de toda a vida. Ela sustenta os processos biológicos. É como um motor que faz o nosso corpo e mente funcionarem bem. Quando esta energia flui livremente, sentimo-nos cheios de vida com saúde e uma sensação de bem-estar. Mas, quando fica bloqueada, começamos a notar que alguma coisa não está bem – podemos sentir ansiedade, falta de ânimo, cansaço persistente, dores físicas sem explicação e até dificuldade em manter uma alimentação equilibrada. Por isso, entender esse conceito é essencial para valorizarmos o papel da energia vital no nosso equilíbrio diário e na nossa qualidade de vida. Como é que a osteopatia integrada com o trabalho emocional e energético ajuda a lidar com sintomas como ansiedade, burnout ou dores físicas crónicas? Equilibrar o sistema nervoso autónomo através de técnicas osteopáticas cranianas e viscerais é essencial para promover a calma, reduzir sintomas de ansiedade e burnout, e melhorar o bem-estar físico. Estas técnicas ao favorecerem o equilíbrio entre o sistema nervoso simpático e parassimpático são essenciais para a regulação das funções corporais e emocionais. Além disso, a osteopatia facilita o desbloqueio físico, permitindo um acesso mais direto à energia vital. Isso potencializa a eficácia das técnicas energéticas, especialmente quando integradas numa abordagem mais profunda, como a do Método UNE, que promove um alinhamento e fortalecimento interno. Este alinhamento torna mais fácil que as pessoas se foquem no presente, evitando perdas energéticas desnecessárias. Para além disto, contribui para uma tomada de decisões mais ajustada, aumentando a motivação, o bem-estar e a qualidade de vida. Este estado de equilíbrio e fortalecimento ajuda também as pessoas a lidarem com os desafios diários com maior leveza, criando condições menos favoráveis para o desenvolvimento de ansiedade, burnout e dores físicas, promovendo, assim, um terreno mais fértil para resultados mais eficazes e profundos. A maternidade, especialmente quando vivida com consciência, pode ser exaustiva. Como é que o Método UNE apoia mães que se sentem sobrecarregadas e desconectadas de si mesmas? O Método UNE ajuda mesmo mães que andam sobrecarregadas e que sentem que se afastaram de si próprias. Porque em vez se de focar nos papéis que têm que cumprir ou nas pressões externas, ele conecta a mãe com a sua essência lembrando-a quem ela é de verdade. Ajuda-a a conhecer-se melhor, a encontrar equilíbrio emocional e a tomar decisões com confiança, tanto para ela como para o seu filho. Com este apoio, a mãe vai aprendendo a cuidar de si, a perceber os seus limites e a lidar com os desafios do dia a dia com mais calma e resiliência. Aos poucos, a maternidade deixa de ser uma correria cheia de dúvidas e preocupações e passa a ser vivida com leveza, presença e satisfação. A menopausa é frequentemente tratada como um tabu ou uma fase de declínio. Como é que a Sílvia e o Método UNE ajudam as mulheres a encararem essa transição como um novo começo? A menopausa é muitas vezes encarada como um fim de uma fase, mas pode, e deve, ser encarada como o início de um novo ciclo cheio de oportunidades e descobertas. O Método UNE, para além de ajudar nos desconfortos típicos desta etapa, convida as mulheres a olharem para esta transição com mais serenidade e autoconhecimento. Em vez de se focarem apenas nas perdas, passam a ver a menopausa como uma oportunidade para voltarem para si mesmas, redescobrirem interesses e prioridades que ficaram perdidos e cultivarem uma nova liberdade e sabedoria que esta etapa traz. No seu trabalho, há uma forte valorização do espaço seguro e da escuta sem julgamento. De que forma esse ambiente favorece a transformação pessoal? A verdadeira transformação pessoal só acontece quando existe uma entrega e confiança total no terapeuta e no processo. Mas para que essa transformação ocorra de forma genuína, é essencial começar por trabalhar o sentimento de segurança interna. Esse sentimento desenvolve-se quando a pessoa se sente acolhida, escutada e não julgada. Só assim é possível abrir espaço para que a pessoa liberte as suas emoções, compreenda melhor a sua história e desenvolva autoconfiança, facilitando mudanças profundas e autênticas que nascem de dentro para fora. Hoje em dia, muitas pessoas sentem que estão constantemente a adaptar-se para agradar aos outros. De que forma o seu trabalho as ajuda a libertarem-se desses padrões e a reencontrarem a sua autenticidade? A tendência de nos adaptarmos para agradarmos os outros nasce, muitas vezes, de uma necessidade interna e inconsciente de pertença. Isto acontece porque grande parte das pessoas vive em modo sobrevivência, acreditando inconscientemente que ser aceite pelo outro é uma forma de garantir a sua própria segurança. Assim, a estratégia mais eficaz parece ser mudar-se a si próprio para corresponder às expectativas dos outros. O resultado é que muitas pessoas acabam por viver uma vida que não é verdadeiramente a sua, o que contribui para uma grande perda de energia vital. No meu trabalho, foco-me em ajudar cada pessoa a fortalecer-se internamente, capacitando a pessoa a passar do modo sobrevivência para o modo vivência. Naturalmente, este processo permite desvincular-se de padrões ligados à necessidade de agradar e começar, finalmente, a viver a sua própria vida. Que papel têm os pequenos hábitos diários na manutenção da energia e do bem-estar? Ter consciência de que tudo o que fazemos no nosso dia a dia tem uma energia inerente e que isso tem um impacto direto na nossa vitalidade e bem-estar é fundamental para perceber a importância de escolher bem os nossos hábitos diários. Se as nossas ações e rotinas diárias estão carregadas de energia negativa – seja stress, má alimentação, estarmos com pessoas que nos fazem mal ou estarmos numa profissão que já não identificamos – isso reflete-se numa diminuição dos níveis de vitalidade e pode afetar o equilíbrio físico e emocional. Por outro lado, quando selecionamos hábitos positivos, como cuidar do sono, integração de alimentos adequados às nossas necessidades, praticar exercício que nos dá prazer ou apanhar sol de uma forma equilibrada, estamos a potenciar a nossa energia vital. Pequenas escolhas, repetidas todos os dias, tornam-se a base para uma vida mais saudável e equilibrada. WhatsApp: +351 939 714 230 Facebook: Sílvia Vida Instagram: @asilviavida Site: asilviavida.pt Há mais um Intimista na cidade e traz comida de conforto num lugar improvável “O nosso estilo de vida pode influenciar a forma como os nossos genes se expressam”
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