Saúde Infantil “Vivemos numa sociedade que quer crianças autónomas depressa, silenciosas e fáceis de gerir” By Revista Spot | Agosto 4, 2026 Agosto 6, 2026 Share Tweet Share Pin Email Ser pediatra ensinou Marlene Rodrigues a conhecer o desenvolvimento infantil. Ser mãe de três, incluindo dois gémeos, ensinou-lhe que nenhuma criança cresce exatamente como outra. Entre a teoria, a rotina familiar e as dúvidas que surgem todos os dias, passou a olhar de forma diferente para os pais que chegam à consulta cansados, inseguros ou com medo de estar a falhar. Nesta entrevista, fala sobre comparação entre crianças, sinais de alerta, ansiedade parental e sintomas que, por vezes, dizem mais do que aquilo que parece. Defende uma Pediatria atenta ao contexto de cada família, capaz de ouvir antes de tranquilizar e de observar antes de corrigir. Porque acompanhar uma criança não é apressá-la nem medir cada conquista. É conhecê-la, respeitar o seu ritmo e perceber quando precisa apenas de tempo, ou quando precisa de ajuda. Que certeza médica caiu primeiro quando se tornou mãe? A primeira certeza que a maternidade colocou em causa na minha vida foi a forma de definir prioridades. A maternidade ensinou-me a olhar para a vida de outra perspetiva e a perceber que aquilo que era importante para mim tinha mudado. Trabalhava como Pediatra num hospital público onde era feliz profissionalmente, mas onde era impossível conciliar, com o equilíbrio que desejava, a vida profissional e familiar. A maternidade obrigou-me a parar e a perguntar a mim própria o que era, de facto, essencial. Tive de reorganizar o meu percurso: mudei de local de trabalho, reduzi o horário, e abracei novos projetos. Não porque deixasse de gostar do que fazia, mas porque percebi que, naquele momento, precisava de fazer escolhas alinhadas com o que verdadeiramente queria construir. Depois vieram todas as outras aprendizagens: perceber que entre o que sabemos ser o ideal e aquilo que é possível existe, muitas vezes, um caminho feito de escolhas, renúncias e adaptação. Isso fez-me muitas vezes sentir angustiada, insegura, com medo de falhar. Mas aprendi a aceitar que nem sempre conseguimos fazer tudo “como manda a teoria” e que isso não significa falhar. Significa cuidar. Cuidar de nós, e dos nossos, com os recursos, o tempo e a realidade que temos em cada momento. Digo muitas vezes aos pais que fazemos o melhor possível, e esse “melhor” não é igual em todos os momentos da nossa vida. A maternidade ensinou-me outra coisa muito importante: colocou-me do outro lado. Deixei de ser apenas a médica e passei a ser também a mãe que espera, que tem dúvidas, que sente medo e que precisa de apoio. Essa mudança ganhou ainda mais significado quando um dos meus filhos precisou de ser internado, com apenas 1 mês de vida. Vivi a experiência como tantas famílias a vivem: com a angústia da incerteza, a exaustão, o medo e a necessidade de encontrar, mais do que respostas, alguém que nos acolha e nos transmita segurança. Foi aí que compreendi verdadeiramente que o conhecimento científico é indispensável, mas a forma como cuidamos das pessoas é igualmente terapêutica. Porque a competência tranquiliza, mas é a humanidade que realmente conforta. Hoje acredito que a maternidade me transformou numa médica mais humana. Fez-me compreender que, por detrás de cada decisão dos pais, existe quase sempre uma tentativa genuína de fazer o melhor que conseguem, mesmo quando esse “melhor” está longe da perfeição. E na verdade, os nossos filhos não precisam de pais perfeitos. Precisam de pais presentes e disponíveis, que façam o melhor que conseguem, com amor. Porque é no amor, e não na perfeição, que os filhos encontram aquilo que verdadeiramente precisam. Ser mãe de gémeos ensinou-lhe que dois filhos da mesma idade nunca são a mesma criança? Ser mãe de gémeos ensinou-me isto de uma forma que nenhum livro consegue ensinar: a mesma idade, a mesma casa, os mesmos pais e ainda assim, duas crianças profundamente diferentes. Costumo dizer que são a prova de que os opostos podem coexistir em perfeito equilíbrio, dentro da normalidade. Um andou primeiro; o outro falou primeiro. Um dorme como um anjo; o outro transformou o sono num verdadeiro campo de batalha. Um come tudo; o outro escolhe muito mais aquilo que aceita provar. Um expressa o afeto em abraços e palavras; o outro procura exatamente o mesmo colo, mas pede-o de uma forma muito mais discreta. As necessidades são semelhantes; a forma de as comunicar é que é diferente. A comparação entre irmãos, e entre crianças em geral, é quase inevitável, mas essas comparações dizem muito pouco sobre quem cada criança realmente é. Hoje, quando um pai ou uma mãe me pergunta se deve preocupar-se porque o filho “ainda não faz o que o primo, o irmão ou o colega já faz”, lembro-me dos meus filhos. Crescem lado a lado e, ainda assim, seguem percursos diferentes. A comparação, mesmo quando nasce da preocupação ou da curiosidade, afasta-nos daquilo que realmente importa: a singularidade de cada criança. Cada um tem o seu ritmo, as suas fragilidades e a sua forma única de estar no mundo. Naturalmente não podemos descurar os limites da normalidade, mas não nos podemos esquecer que a variabilidade interindividual do desenvolvimento é enorme, mesmo dentro da normalidade. Na prática, isso significa treinar o olhar para ver a criança que temos à nossa frente e não a média estatística. O desenvolvimento infantil está a transformar-se numa corrida? Hoje vivemos rodeados de percentis, aplicações que registam tudo, pesquisas instantâneas, grupos de pais e, mais recentemente, ferramentas de inteligência artificial. Nunca tivemos tanta informação disponível e, paradoxalmente, nunca foi tão difícil confiar na nossa capacidade de observar uma criança. Acho que ainda não encontramos o equilíbrio. Na minha opinião, o problema não é a informação, é a forma como a usamos. Um bebé pode andar aos dez meses, outro aos quinze, e ambos podem estar perfeitamente dentro da normalidade. Isso não mudou. O que mudou foi a forma como olhamos para o desenvolvimento. Estas ferramentas podem ser muito úteis quando ajudam a documentar o desenvolvimento ou a identificar sinais de alerta. O problema surge quando transformam cada marco numa meta obrigatória e cada diferença numa fonte de ansiedade. Parece que cada conquista passou a ter prazo e que cada criança tem de cumprir um calendário. Mas as crianças não se desenvolvem ao ritmo de aplicações ou da vontade do adulto. Na consulta sinto que o meu papel, cada vez mais, não é só avaliar; é ajudar os pais a observar sem cronómetro na mão. Acompanhar o desenvolvimento não significa avaliar permanentemente a criança. Significa conhecê-la, respeitar a sua trajetória e saber reconhecer os sinais que justificam uma observação mais cuidadosa. “Cada criança tem o seu ritmo” é uma frase que ouvimos com frequência. Como distingue uma variação normal do desenvolvimento de um sinal que merece investigação? A frase “cada criança tem o seu ritmo” é verdadeira. Mas exige muita responsabilidade, pois pode tornar-se perigosa quando é usada para tranquilizar sem primeiro observar verdadeiramente a criança. O desenvolvimento infantil não se compreende através de um marco isolado, mas da trajetória global da criança. Preocupa-me muito mais uma criança que perde alguma competência que já tinha adquirido, que estagna em vez de progredir, que perde interesse em comunicar, brincar ou relacionar-se, que apresenta alterações persistentes na alimentação ou no comportamento, do que uma criança que simplesmente começou a andar ou a falar um pouco mais tarde. A grande dificuldade está precisamente em distinguir a diversidade normal dos verdadeiros sinais de alerta. E isso exige tempo, observação e contexto. Não há uma aplicação, um vídeo nas redes sociais, uma pesquisa no Google ou uma ferramenta de inteligência artificial que substitua esse olhar. Costumo dizer aos pais que não devemos viver alarmados, mas também não devemos ignorar aquilo que nos causa inquietação persistente. A intuição dos pais merece sempre ser escutada, mas deve ser acompanhada de uma avaliação clínica que procure perceber se estamos perante uma variação do desenvolvimento ou perante um sinal que justifique investigação. No fundo, a tranquilidade não nasce de repetir “cada criança tem o seu tempo”. Nasce de conhecer aquela criança, compreender a sua trajetória e perceber se aquele é, de facto, o seu tempo. Como se tranquiliza uma família sem desvalorizar aquilo que ela está a sentir? Aprendi a não desvalorizar uma preocupação só porque, à primeira vista, parece excessiva ou “coisa de pais de primeira viagem”. Muitas vezes, quem vive com aquela criança todos os dias é a primeira pessoa a perceber que “alguma coisa mudou”, mesmo quando ainda é difícil explicar exatamente o quê. São alterações subtis que, numa consulta, podem não ser imediatamente evidentes para o profissional. A avaliação começa precisamente por ouvir os pais. Pergunto o que mudou, quando começou, em que contexto e o que os levou, naquele momento, a procurar ajuda. Muitas vezes só essa conversa orienta e tranquiliza mais do que qualquer exame. Isso não significa que todas as preocupações correspondam a um problema. Significa apenas que nenhuma deve ser desvalorizada sem ser verdadeiramente ouvida. Quando desvalorizamos demasiado depressa uma preocupação, podemos perder tempo e o tempo, na vida de uma criança, faz toda a diferença. Tranquilizar não é dizer simplesmente que está tudo bem; é ouvir, observar e explicar. O que passou a procurar para além do sintoma e qual a importância de acompanhar a mesma família ao longo do tempo para compreender aquilo que uma consulta isolada não revela? Na Pediatria, e na Medicina em geral, o sintoma físico é muitas vezes apenas a porta de entrada para uma realidade mais complexa. É essencial avaliar cuidadosamente se existe uma causa orgânica, mas também perceber que nem todas as queixas têm origem exclusivamente física. Uma dor abdominal recorrente, uma alteração do sono, uma recusa alimentar ou até perdas de urina podem ser sinais do organismo em “estado de alerta”. Pode ser a forma como uma criança expressa ansiedade, dificuldades na escola, conflitos familiares, mudanças importantes na rotina ou outras situações que ainda não consegue traduzir em palavras. Talvez seja também por isso que a Nefrologia Pediátrica me fascina tanto. Muitas das situações que acompanho, nomeadamente as perturbações de eliminação, obrigam-me a olhar para muito mais do que a bexiga e os rins. Exigem compreender os hábitos da criança, as suas emoções, a dinâmica familiar e o contexto escolar. É uma área em que uma verdadeira abordagem biopsicossocial pode fazer toda a diferença. Por isso, procuro sempre olhar para além do sintoma. Interessa-me compreender o contexto em que a criança vive: como está a correr a escola, como está a família, se houve mudanças recentes, como se encontra emocionalmente e quais são as preocupações dos pais. Muitas vezes, a resposta não está apenas no exame físico ou nos exames complementares de diagnóstico, mas na história que a família vai construindo ao longo das consultas. É precisamente aí que a continuidade dos cuidados faz toda a diferença. Uma consulta isolada mostra-nos uma fotografia; o acompanhamento ao longo do tempo mostra-nos um filme. É esse filme que, muitas vezes, revela o que realmente importa. A Pediatria consegue caber numa consulta de meia hora? Sinceramente, nem sempre e dificilmente cabe tudo com a profundidade que cada tema merece. Crescimento, alimentação, sono, desenvolvimento, comportamento, escola, vacinação, dinâmica familiar e ansiedades dos pais: tudo isto pede espaço, e o tempo de consulta raramente o dá. Numa consulta é impossível observar tudo, antecipar tudo ou responder a todas as questões. Muitas vezes o mais importante não é acertar tudo naquele dia, mas acompanhar ao longo do tempo. Uma consulta não é um exame aos pais nem um teste ao médico. Não serve para encontrar culpados quando alguma coisa não corre como seria esperado, nem para provar quem tem razão. Serve para construir confiança, esclarecer dúvidas, reduzir medos e agir rapidamente quando existe um motivo para preocupação. A Pediatria faz-se de ciência, mas também de relação. A Medicina dá-nos evidência, ferramentas e critérios para reconhecer o que é esperado e o que merece investigação. Mas nenhum livro consegue descrever completamente uma criança, uma família ou a realidade de uma casa. O que se perde quando não há continuidade é justamente a possibilidade de conhecer a família e de perceber padrões que uma única consulta nunca revelaria. A continuidade não é um luxo, é, muitas vezes, a verdadeira ferramenta diagnóstica. Os pais conhecem a criança no quotidiano. O pediatra conhece o desenvolvimento infantil, a doença e os sinais de alerta. Nenhum destes conhecimentos é suficiente isoladamente; é quando se encontram que surgem as melhores decisões. Depois de se tornar mãe de três, passou a querer conhecer melhor a realidade de cada família antes de propor uma estratégia? Antes de ser mãe de três, eu pensava sobretudo em rigor clínico. Hoje, antes de dar um conselho, penso também em viabilidade: esta recomendação encaixa na vida real desta família? Há cansaço? Outros filhos? Rede de apoio? Horários difíceis? A maternidade ensinou-me que, muitas vezes, a melhor orientação é aquela que, mantendo a base científica, consegue ser adaptada à realidade da família. Por isso, passei a perguntar mais sobre o quotidiano antes de propor qualquer estratégia: Tem ajuda em casa? Como são as noites? O que já tentaram? O que sentem que seria possível mudar neste momento? Porque, na verdade, um conselho só é útil quando pode ser colocado em prática. A Medicina baseada na evidência continua a orientar todas as minhas recomendações. O que mudou foi a forma de as adaptar à realidade de cada família. Não basta saber o que é mais correto; é preciso encontrar em conjunto aquilo que é possível. No fundo, o objetivo é que pais e profissionais deixem de sentir que estão em lados opostos e passem a trabalhar como uma verdadeira equipa. Porque quando isso acontece, estamos a ajudar cada criança a crescer com saúde, segurança, bem-estar e felicidade. Há crianças que não comunicam por palavras, mas o seu corpo fala todos os dias. Saberão os adultos interpretar corretamente esses sinais? Há crianças que não conseguem explicar por palavras aquilo que o corpo lhes diz todos os dias. O corpo fala através de comportamentos. Reter urina, adiar repetidamente a ida à casa de banho, fazer força para urinar, ter perdas de urina ou fezes, viver com obstipação não são apenas “maus hábitos”. São, muitas vezes, sinais de um corpo que deixou de ser ouvido, frequentemente lidos como distração, preguiça ou falta de autonomia. É importante as crianças aprenderem a conhecer as mensagens do próprio corpo: perceber quando a bexiga está cheia, quando o intestino pede para evacuar, quando têm sede, quando precisam de parar. Este autoconhecimento constrói-se com tempo, segurança e adultos que validam e tentam compreender esses sinais. O problema é que, na correria do dia a dia, nem sempre isto acontece. “Agora não”, “espera mais um bocadinho”, “acaba primeiro o que estás a fazer”. São frases ditas sem maldade, mas que, repetidas diariamente, ensinam muitas crianças a colocar as exigências do ambiente acima das necessidades do próprio corpo. Aos poucos deixam de ouvir a bexiga, ignoram a vontade de evacuar e acabam por normalizar a retenção, perdendo progressivamente a capacidade de consciência corporal. É precisamente aqui que um comportamento aprendido pode transformar-se numa disfunção. Com o tempo, estes comportamentos podem consolidar-se. O cérebro aprende a ignorar determinados sinais, os mecanismos de controlo vesical e intestinal deixam de funcionar de forma coordenada e pode instalar-se uma verdadeira disfunção, com consequências importantes. Em vez de se assumir que a criança é distraída, preguiçosa ou pouco autónoma, deveríamos antes perguntar: o que está o corpo desta criança a tentar dizer-nos? O corpo comunica, o problema é que, muitas vezes, nós não o sabemos ouvir. As crianças não nascem a conhecer o seu corpo; aprendem a conhecê-lo quando os adultos que as rodeiam lhes dão tempo para o ouvir e validam aquilo que sentem. E quando aprendemos a interpretar esses sinais precocemente, conseguimos prevenir problemas que podem ter um impacto significativo no bem-estar da criança. A sua investigação de mestrado incidiu precisamente sobre a literacia de pais e profissionais escolares relativamente às disfunções miccionais na infância. O que continuamos a não reconhecer em casa e na escola? Aquilo que mais me marcou na investigação que realizei foi perceber que o problema nem sempre é a falta de informação. É transformar esse conhecimento em prática. Por exemplo, cerca de 98% dos participantes afirmavam saber identificar sinais de prontidão para o desfralde, mas apenas 14% responderam adequadamente às questões que avaliavam esse conhecimento. Isto mostra-nos que informar é importante, mas não chega. Porque o conhecimento só faz diferença quando se transforma em comportamento. Precisamos de ajudar as famílias e os profissionais a transformar esse conhecimento em decisões do dia a dia. Isso implica também adaptar o ambiente onde vivem as nossas crianças. Precisamos de escolas onde ir à casa de banho não seja um incómodo, onde beber água seja incentivado, onde a criança possa interromper uma atividade quando o corpo lhe pede, sem sentir que está a fazer algo errado. Educar também é ensinar uma criança a reconhecer e confiar nas mensagens do seu corpo. Porque uma criança que aprende a ouvir o seu corpo terá mais ferramentas para cuidar de si ao longo da vida. O problema é que o ritmo acelerado em que vivemos, a pressão social, as rotinas, as expectativas que colocamos sobre as crianças fazem com que, muitas vezes, façamos o contrário daquilo que sabemos ser o mais adequado. Vivemos numa sociedade que espera que as crianças sejam autónomas depressa, que não incomodem, que estejam quietas, que não façam barulho, que não façam birras, que não deem trabalho. Que caibam na expectativa dos adultos. No fundo, pedimos-lhes que deixem de ser crianças! E, enquanto isso, nós próprios passamos horas absorvidos pelos ecrãs, cada vez menos disponíveis para observar aquilo que elas nos estão a tentar dizer. É preciso que nós, adultos, deixemos de comparar crianças entre si, de acelerar processos apenas porque “está na idade”, porque “dá jeito”, e de corrigir comportamentos antes de tentar perceber a sua origem. O corpo da criança comunica antes das palavras e a missão dos adultos é aprender a ouvi-lo, em vez de o moldar à sua conveniência. Se há algo que estes anos de estudo e dedicação à Pediatria me têm ensinado é que precisamos de ouvir mais, observar melhor e apressar-nos menos. Precisamos de dar espaço às crianças para serem crianças: para crescerem, experimentarem, falharem, sentirem e aprenderem ao seu próprio ritmo. É urgente deixarmos de silenciar a infância das nossas crianças. E, talvez, um dos maiores desafios da Pediatria seja também ajudar os adultos a reconciliar-se com a sua própria infância. Instagram: marlenerodriguesped Marcação de consultas: Dra. Marlene Rodrigues | Lusíadas Saúde “Na Medicina Dentária, o resultado de hoje não pode comprometer os próximos vinte anos” “A casa certa é aquela onde conseguimos imaginar a vida que ainda não aconteceu”
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