Eventos Vila Verde volta a declarar-se ao país: Fevereiro Mês do Romance, um mês pequeno no calendário, enorme no território By Revista Spot | Janeiro 28, 2026 Janeiro 28, 2026 Share Tweet Share Pin Email A sala da Aliança Artesanal – Centro de Dinamização Artesanal encheu-se como quem entra num lugar familiar. Com imprensa, parceiros, escola, cultura e comércio lado a lado, Vila Verde apresentou o Fevereiro 2026 – Mês do Romance, uma programação que transforma o Lenço de Namorados em agenda viva e motor económico. Na conferência de imprensa, Júlia Fernandes, Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, resumiu a ambição com a clareza de quem sabe o que está a construir: “Em Vila Verde, Fevereiro é mais do que uma data, é uma declaração de identidade. Sendo o mês mais pequeno do ano no calendário, é um mês enorme, feito de encontros, de criação e de movimento, capaz de trazer milhares de pessoas ao concelho, através de um programa rico e diversificado.” Mais de 100 parceiros: quando o concelho se organiza em rede O impacto mede-se, desde logo, pela escala da mobilização. Júlia Fernandes destacou que estão envolvidos mais de 100 parceiros, entre instituições, agentes turísticos, empresas e associações, num trabalho que convoca escolas, cultura, comércio e turismo para uma mesma narrativa. A presença da Escola Secundária de Vila Verde ganhou especial relevo durante a conferência de imprensa, não só pela participação no programa, mas pelo gesto que marcou a apresentação, com uma surpresa preparada por alunos de Artes, oferecida à presidente, como sinal de ligação entre identidade e juventude. Essa ligação às escolas estende-se também ao Centro Escolar e à dimensão musical e cultural do concelho, com a Academia de Música e várias associações a assumirem um papel dinamizador. O que se sente é uma ideia de continuidade, o romance como tradição que passa de mão em mão. Um programa com escala: 64 iniciativas para viver em quatro semanas A programação de 2026 chega com números que justificam a ambição. Júlia Fernandes apresentou um mês desenhado “em semanas temáticas” e, no total, com 64 iniciativas, incluindo cinco exposições e quatro ações de natureza mais profissional, para além de um eixo muito forte de produtos e experiências. A lógica é simples e estratégica: distribuir o interesse ao longo do mês, para que o território não viva apenas de um dia, mesmo que o dia 14 seja, inevitavelmente, o grande pico emocional. Ao longo das semanas, o cartaz cruza workshops e oficinas, apresentações de produtos, concertos, saraus, feiras e propostas ligadas à natureza. A autarca sublinhou ainda o carácter participado destas atividades, lembrando que muitos dos promotores colocam o seu conhecimento ao serviço do público: há experiências com lotação limitada e inscrição, porque a promessa não é “assistir”, é “aprender”, “tocar”, “fazer”. Novos produtos Namorar Portugal: duas entradas com nome próprio e uma linha de chocolates que abre o mês A presidente descreveu a Marca Namorar Portugal como um projeto já consolidado, com promotores que foram integrando a marca ao longo dos anos e que escolhem Fevereiro para apresentar novidades: “este ano vão ser apresentadas dezenas de novos produtos e novas linhas de produtos”. Entre esse universo alargado, Júlia Fernandes fez questão de destacar duas novas entradas na programação e na coleção de 2026. Uma delas é “Amor da Terra”, da Espinhosa & Anton, cerâmica artística, com uma assinatura muito própria e um vínculo direto à ideia de objeto identitário. A outra é a coleção “Maria da Fonte”, de Luciana Castelli, uma linha de sapatos especialmente pensada para o universo do casamento e da alta-costura, reforçando o lado mais contemporâneo e aspiracional do Mês do Romance”. E, como já se tornou tradição na conferência de imprensa, o primeiro “brinde” do mês chegou em forma de chocolate: a Linha de Chocolate Namorar Portugal 26, apresentada com uma prova de bombons. A Chocolate com Pimenta apresentou os bombons de frutos vermelhos e laranja com gengibre, e a presidente sublinhou o valor desta parceria e do processo criativo anual, lembrando como estas linhas têm marcado o imaginário do público, ano após ano. Vila Verde dentro e fora de portas: Braga, Porto e Romance Palaciano A estratégia de visibilidade volta a ultrapassar fronteiras concelhias. Júlia Fernandes salientou a importância de ocupar espaços de circulação e de encontro, reforçando ações em Braga, no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, e no Romance Palaciano, no Palácio da Brejoeira, em Monção. Para a presidente, o aeroporto tem uma função crucial: “o Porto é uma porta de entrada fantástica, os turistas entram e são logo brindados com uma belíssima exposição”, numa parceria que tem servido para atrair visitantes para Vila Verde e para a região. A lógica é assumidamente territorial: quem vem não chega apenas para um workshop ou um concerto, chega para fazer roteiro, para conhecer o Minho, para somar experiências. E é nesse efeito dominó que a marca procura ganhar escala e permanência. Sabores do Romance: quando a cultura enche mesas, camas e montras Se o Lenço de Namorados é o símbolo, a economia local é o motor. Júlia Fernandes insistiu na dimensão prática do evento: “estamos a envolver toda a nossa restauração, o alojamento local, o nosso comércio local”, com apoio da Associação Empresarial do Vale do Homem, nomeadamente através do Concurso de Montras e de iniciativas que empurram o comércio para o centro da experiência. “A presença da Escola Secundária de Vila Verde ganhou especial relevo durante a conferência de imprensa, com uma surpresa preparada pelos alunos de Artes, oferecida à presidente” A adesão é expressiva: nove restaurantes e dezoito espaços de alojamento apresentam propostas e condições especiais ao longo do mês, com menus, descontos, ofertas e ambientes dedicados ao romance. A ideia, disse a presidente, é atrair “cada vez mais visitantes” e garantir que, no “nosso mês mais romântico”, Vila Verde recebe “milhares de pessoas”. E deixou um detalhe que vale como indicador de impacto: no dia 14, “os nossos espaços de restauração e alojamentos estão completos”. A noite de São Valentim e o XXII Concurso Internacional de Criadores de Moda Se há um momento que funciona como bússola emocional e mediática do programa, é, sem dúvida, a noite de 14 de Fevereiro. Júlia Fernandes apresentou o XXII Concurso Internacional de Criadores de Moda como um dos pontos chave da programação e como prova de que a marca sabe renovar-se sem perder identidade. A edição de 2026 chega com uma dimensão expressiva: serão 67 coordenados em desfile, incluindo propostas individuais e escolares, com a participação de 15 escolas vindas de vários pontos do país e da Galiza, mantendo a componente transfronteiriça que tem ajudado a consolidar a relevância do concurso. A presidente realçou ainda o reforço dos prémios, com o 1.º prémio de 1.500€ assegurado pelo Município de Vila Verde, um 2.º prémio de 1.000€ atribuído pela Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, e um 3.º prémio de 500€ apoiado pela Associação Empresarial do Vale do Homem, além de outras distinções que alargam o leque de reconhecimento. A gala, na Adega Cultural, volta a chamar público e notoriedade. O júri reúne nomes de referência no universo da moda e do design, como Ana Sousa, Hugo Filipe, Sylvie Castro e Rafael Freitas. E a noite ganha dimensão de grande evento com a apresentação de João Manzarra e a atuação de Ana Bacalhau, acompanhada pela Orquestra VIV’Arte, numa parceria que sublinha o lado artístico e comunitário do espetáculo. Júlia Fernandes apontou ainda a dimensão juvenil como uma “aposta ganha”: envolver escolas, talentos emergentes e o sonho de uma carreira tem sido, de facto, uma aposta ganha”. Combater a sazonalidade: quando Fevereiro deixa rasto para o resto do ano No encerramento, a presidente voltou àquilo que, no fundo, organiza tudo: a capacidade de transformar um mês tipicamente baixo em turismo num mês de alta energia, com efeitos que não se esgotam em 28 dias. “É de facto um belíssimo combate a esta sazonalidade turística”, afirmou, defendendo que este posicionamento de Vila Verde como destino de romance “dá frutos”, consolida a marca e reforça a atratividade do concelho, não apenas para visitantes ocasionais, mas também para setores como a indústria dos casamentos, cada vez mais internacional. Fevereiro, em Vila Verde, não é só um calendário de eventos. É uma estratégia de território com rosto humano, uma comunidade inteira a bordar, em conjunto, a mesma mensagem, capaz de pôr o concelho no mapa e de fazer o mapa caber num lenço bordado. “A missão da Therapy Viana é acompanhar a mulher em todas as fases da vida” “Mais do que o tipo de nariz, é a forma como ele se integra e se torna harmonioso no rosto, que determina a naturalidade do resultado”
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