Imobiliário/PRONUNCIA DO NORTE “A verdadeira revolução no imobiliário não será digital, será ética” By Revista Spot | Agosto 4, 2025 Agosto 6, 2025 Share Tweet Share Pin Email Álvaro Pinto e Gonçalo Silva estão a reinventar o imobiliário a partir de uma convicção simples, mas poderosa: hoje não se compram apenas casas, compram-se formas de viver. Na Floresta Imobiliária, cada imóvel é visto como parte de um ecossistema mais vasto onde mobilidade, cultura, comunidade e bem-estar contam tanto como os metros quadrados. O consultor imobiliário deixa de ser apenas um vendedor para se tornar um curador urbano, alguém que compreende estilos de vida e transforma decisões imobiliárias em experiências com propósito. Em Braga, cidade-laboratório, testam uma nova visão para o setor: ética, disruptiva e centrada nas pessoas. Aqui, vender não é o fim, é o início de uma transformação no território e na vida de quem o habita. De que forma a vossa abordagem responde às novas exigências dos consumidores? Hoje, o cliente não compra um imóvel, investe num estilo de vida. O foco deixou de ser o espaço físico e passou a ser a qualidade da vivência: mobilidade, serviços, comunidade, bem-estar. A experiência começa muito antes da visita e prolonga-se depois da escritura. O imóvel é parte de um ecossistema mais vasto, onde o que está à volta passou a ser tão relevante como o que está dentro. O imobiliário tornou-se um ecossistema e motor de desenvolvimento territorial. Qual é o papel da imobiliária neste contexto? A imobiliária deixou de ser apenas um intermediário de imóveis para se tornar um agente de transformação urbana. Está no cruzamento entre investimento, habitação, cultura, planeamento e impacto social. Num mercado cada vez mais interligado, as imobiliárias que assumem esta responsabilidade estratégica estão a posicionar-se como facilitadoras de desenvolvimento sustentável e não apenas de transações. As imobiliárias, nesse contexto, atuam como facilitadoras essenciais, interligando compradores, vendedores e investidores, além de impulsionar a criação de emprego e o desenvolvimento de novas infraestruturas. Que competências esperam de um consultor imobiliário de nova geração? A figura do vendedor tradicional está ultrapassada. O consultor de nova geração é um curador de território, um intérprete de estilos de vida, um embaixador da marca e da cidade. Exige-se sensibilidade urbana, competências digitais, capacidade de escuta ativa e pensamento estratégico. A mediação moderna é mais sobre relações humanas e conhecimento profundo do território do que sobre mostrar casas. Como empoderam os consumidores com conhecimento? A literacia imobiliária continua a ser baixa e isso cria vulnerabilidades. Muitos consumidores tomam decisões com base em perceções erradas ou informações incompletas. O setor tem a responsabilidade de contribuir para um mercado mais transparente, acessível e mais informado, seja através de conteúdos educativos como blogs, consultoria preventiva ou utilizar uma linguagem simples e clara. Os consumidores bem informados tomam decisões mais conscientes e mais seguras. Assim, procuramos dar ao mercado conteúdos informativos através das redes sociais e do nosso blog, que foi especificamente criado para o efeito. Quais são os erros mais comuns que os consumidores ainda cometem quando entram no mercado imobiliário, seja para comprar, vender ou arrendar, e de que forma os ajudam a evitá-los? Um dos erros mais recorrentes, e mais prejudiciais, é a ideia de que trabalhar com várias imobiliárias ao mesmo tempo aumenta as probabilidades de sucesso. Esta perceção é intuitiva, mas errada. Ao multiplicar os interlocutores, perde-se controlo sobre a informação, consistência na comunicação e foco na estratégia de venda. O mercado responde mal à sobreexposição: quando um imóvel aparece repetido, com diferentes descrições, fotografias e até preços, transmite-se falta de profissionalismo e desvaloriza-se o ativo. Além disso, nenhuma das partes envolvidas tem verdadeira motivação para investir na promoção ou qualificar os potenciais compradores, afinal, o risco de perder a venda para o concorrente é elevado. Outro erro comum é avançar para uma transação sem compreender plenamente os impactos fiscais, jurídicos ou financeiros do processo. Ainda há pouca cultura de planeamento no imobiliário: compram-se casas sem ter feito uma análise de médio prazo, vendem-se imóveis sem pensar nas implicações de mais-valias, e assinam-se contratos sem saber o que realmente está em causa. A solução passa por dois caminhos: mais educação do lado do consumidor e mais transparência do lado dos profissionais. O imobiliário não é apenas uma transação, é uma decisão patrimonial com impacto duradouro. E deve ser tratada como tal. O vosso conteúdo vai além do “metro quadrado”. Isto é uma estratégia de marketing ou uma nova forma de fazer mediação? Mais do que uma estratégia de marketing, é uma nova forma de pensar o setor. Falar de impostos, sucessões, cultura local ou mobilidade é reconhecer que o imobiliário não existe isolado. Cada imóvel é um nó numa rede de relações humanas, legais e urbanas. Ao integrar estes temas na comunicação, vamos responder à vida real das pessoas e contribuir para um mercado mais consciente e informado. Todos temos de reconhecer que o mercado imobiliário está a passar por uma transformação significativa, onde a simples comercialização de imóveis está a ser substituída pela oferta de experiências completas aos clientes. Isso sim, representa uma mudança de paradigma, onde o marketing tradicional está a dar lugar a estratégias mais inovadoras e focadas no cliente. Braga é hoje um laboratório urbano de inovação e qualidade de vida com capacidade para se posicionar como voz nacional? Braga é hoje uma cidade-laboratório: jovem, tecnológica, conectada e com uma qualidade de vida em ascensão. É um exemplo de como as cidades médias podem liderar pelo conteúdo e pela inovação, e não apenas pela escala. O futuro do imobiliário não se escreve apenas em Lisboa ou no Porto. Braga tem todas as condições para ser uma referência nacional, e até europeia, de urbanismo inteligente e bem-estar urbano. Que produto imobiliário ainda falta em Braga? Falta um verdadeiro “bairro do futuro”: desenhado com base nas novas formas de viver e trabalhar. Um espaço com habitação acessível, soluções de co-living, coworking integrado, zonas verdes, mobilidade suave e comércio de proximidade. Um bairro onde o foco não seja o carro ou o metro quadrado, mas sim o tempo de qualidade com família, a relação entre vizinhos e a sustentabilidade. Braga tem escala e talento para ser pioneira nesta visão. Além disso, apesar de existirem espaços verdes agradáveis na cidade, falta um verdadeiro parque de lazer com infraestruturas completas, com áreas de lazer infantil, equipamentos desportivos e espaços para convívio. O que é uma imobiliária eticamente disruptiva? É aquela que coloca o interesse público ao nível do interesse privado. Que sabe dizer “não” quando uma venda entra em conflito com valores de justiça ou transparência. Que trabalha com verdade, mesmo quando a verdade atrasa a comissão. Que não alimenta bolhas especulativas nem participa em práticas que alimentam a desigualdade. A grande disrupção no imobiliário não será digital, será ética. O que deveria incluir o manifesto do novo imobiliário? O manifesto do novo imobiliário deve assentar em princípios claros e compromissos sólidos. A transparência deve deixar de ser exceção para se tornar norma em todas as etapas do processo, garantindo uma relação honesta e aberta com todos os envolvidos. É fundamental que todos os profissionais do setor tenham formação obrigatória e contínua, pautada pela idoneidade, para elevar a qualidade e a ética do mercado. Para um desenvolvimento equilibrado, devem estabelecer-se alianças efetivas entre promotores e municípios, visando a regeneração urbana que respeite tanto o crescimento como a preservação das comunidades. Incentivar modelos habitacionais alternativos e mais acessíveis é essencial para responder às necessidades reais da população. Um código de conduta nacional, com aplicação prática e sanções reais, deve assegurar o cumprimento rigoroso de normas que protejam tanto clientes como agentes. A fiscalidade precisa de ser mais justa e ajustada à realidade socioeconómica atual, enquanto a fiscalização deve ser de proximidade, proativa, orientadora e de apoio. O novo imobiliário representa assim um pacto: entre mercado e sociedade, entre desenvolvimento e inclusão, entre inovação e proteção do que é valioso. Morada: Rua do Taxa nº 5, 4710-448 BRAGA Contacto: +351 253 254 081| +351 918 022 382 | +351 918 022 389 Facebook: floresta Imobiliária Instagram: @florestaimobiliaria www.florestaimobiliaria.pt Muito antes da cárie, há uma história para ouvir. No consultório da Dra. Didi fala-se de parentalidade consciente, vínculo familiar e desenvolvimento infantil “A amamentação é saúde pública, não é capricho individual”
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