EMPRESAS & EMPRESÁRIOS Uselabel: Quando a publicidade passa a ser laboratório de criação By Revista Spot | Dezembro 21, 2025 Dezembro 21, 2025 Share Tweet Share Pin Email Há empresas onde a publicidade se faz em campanhas. E há empresas onde a publicidade é um laboratório de criação: no som de uma CNC a abrir caminho, no cheiro limpo de um vinil acabado de cortar, no toque de a tinta que transforma, como se a ideia, de repente, ganhasse pele. No fim deste ano, a Uselabel chega a esse lugar raro em que a evolução já não é só catálogo, é ambiente. É a forma como se entra, como se conversa, como se decide. “Evoluímos bastante. Crescemos também fisicamente. Criámos um novo espaço para receber amigos, clientes e fornecedores.”, conta João Luís Peixoto, rosto e alma da empresa. E, num setor onde tudo é urgente, esta é uma vantagem competitiva invisível, um lugar para pensar antes de produzir. “Porque, hoje, publicidade não é só visibilidade. É experiência e tempo de atenção”, garante. Um lugar de decisões importantes A mudança sente-se logo à entrada. Nos últimos meses, a Uselabel redesenhou o próprio espaço, não por vaidade, mas por estratégia. Num setor viciado em urgência, ter um lugar onde se recebe com calma, onde se explica com rigor, onde se pensa antes de produzir, é quase um luxo silencioso. João fala dessa evolução como quem fala de casa: mais confortável, mais bonita, mais preparada para acolher clientes, parceiros e fornecedores. Um lugar para construir relações. E isso, no universo da publicidade, vale ouro. Porque a publicidade é uma área de confiança, “o cliente não compra apenas uma peça; compra a capacidade de alguém resolver (e, idealmente, surpreender). A sala de reuniões deixa de ser formalidade e torna-se naquilo que realmente importa, um lugar de escuta e de decisão criativa.”, partilha João. A nova dinâmica interna diz muito do que a Uselabel se tornou ao longo de mais de duas décadas: um farol de inovação e evolução tecnológica, com uma cultura de brainstorming onde “diversas vozes se unem para criar soluções” que surpreendem o cliente. E é aqui que a publicidade mostra o seu lado mais bonito, não como um “produto” massivo, mas como uma resposta que se desenha em conjunto, o fato à medida, como João diz. Brainstorming pragmático Há uma imagem romantizada do mundo da publicidade: mentes brilhantes, ideias no ar, o instante de génio. É bonita e incompleta. A parte mais adulta (e mais fascinante) é outra, a criatividade como músculo técnico, como linguagem comum entre pessoas diferentes, como uma espécie de “pensar com as mãos”. É olhar para um pedido e perguntar, não “o que vendemos?”, mas “o que podemos criar?”. João tem uma obsessão saudável por isto: a empresa existir para desenhar soluções, não para empurrar catálogo. Por isso é que cada projeto tem a sua gramática própria. E por isso é que, muitas vezes, os clientes entram a pedir uma coisa pequena e saem com uma resposta maior, mais inteligente e mais completa do que imaginavam. A viragem tecnológica: 3D, mesa plana e o “ciclo fechado” O que mudou, de forma muito visível, foi o território tecnológico. A Uselabel alargou competências. Entrou no 3D, reforçou capacidade de produção e investiu em equipamento pensado para autonomia. O objetivo não é colecionar máquinas; é fechar o ciclo, reduzir dependências externas, encurtar prazos, controlar qualidade, prototipar mais depressa. A estrela desta fase é uma mesa plana com impressão UV, que chega como um motor de possibilidades: “imprimir em suportes rígidos, criar camadas, brincar com texturas, simular materiais, testar acabamentos, produzir peças que parecem cenografia e, na verdade, são comunicação.” Este tipo de tecnologia responde a uma tendência muito atual: a publicidade a aproximar-se do design industrial e da arquitetura efémera, onde o que conta não é só a imagem, mas a presença física, a luz, o relevo, o detalhe que o telemóvel apanha e transforma em conteúdo. Quando o briefing se torna invenção De acordo com João Luís Peixoto, hoje as marcas estão a pedir soluções cada vez mais híbridas: “um stand que é instalação, um evento que é storytelling, uma montra que é experiência, uma ativação que tem textura, luz, movimento, volume, surpresa.” E é nestes pedidos, muitas vezes improváveis, que a Uselabel parece divertir-se mais. A lógica é quase cinematográfica: chega uma fotografia, um rabisco, uma ideia meio louca e a equipa começa a desmontar o problema em soluções. “O que corta? O que molda? O que imprime? O que ilumina? O que aguenta? O que dura? O que é seguro? O que fica bonito de perto e de longe?” A beleza está nesse momento em que a imaginação é traduzida em engenharia. Em que a criatividade não é apenas “fora da caixa”, é dentro da matéria. João dá um exemplo delicioso (e muito revelador): alguém chega com uma ideia que nem vem “do mundo da publicidade”, uma secretária feita a partir de uma asa de avião. A equipa olha, desmonta mentalmente a peça e começa o mapa: “isto corta na laser, isto vai à CNC, isto imprime no UV, isto molda, isto fixa…” E, no fim, a conclusão que alimenta o vício criativo: a obra nasce. A magia está nas pessoas (e na rede que entra para somar) Outro traço muito contemporâneo da Uselabel é perceber que a criatividade é uma construção coletiva. A empresa abre-se à colaboração com agências, equipas criativas e parceiros que trazem conceitos e narrativas. A Uselabel entra como quem traduz isso para o mundo real, com capacidade de execução e obsessão pelo detalhe. Isto é maturidade de mercado: em 2025, ninguém faz tudo sozinho. O que faz a diferença é a capacidade de juntar talento e garantir que, no fim, o resultado tem acabamento, coerência e alma. As pessoas continuam a ser o coração da Uselabel. 2026 no horizonte: mais produção, mais escala, sem perder o “fato à medida” Se 2025 foi um ano excelente, 2026 aparece como ano de afinação comercial e de escala: “Temos máquinas de referência para produção em grande escala e vamos aproveitar todo este know-how.” Mas, curiosamente, o discurso não muda: “queremos crescer para manter as nossas pessoas felizes e realizar os sonhos dos nossos clientes.”, partilha João. Num setor onde a tentação é correr atrás do volume, a Uselabel parece querer outra coisa: volume com assinatura. E talvez seja isso que define as marcas que ficam, não é o que mostram, é o que deixam na cidade, mesmo quando quase ninguém sabe que foram elas. Porque há um prazer particular nesta área: passar por um trabalho feito, reconhecer o traço e pensar, como um arquiteto diante de uma obra, “isto já faz parte da paisagem.” E a publicidade, quando é bem feita, é exatamente isso, paisagem emocional, um “wow” que dura mais do que o instante. Morada: Travessa do Pinheiro, Pav. C 4715-225 Nogueira, Braga Contactos: 253 681 250 Email: geral@uselabel.pt Facebook: Uselabel Publicidade Instagram: @uselabel_bonecos Site: uselabel.pt “A rinoplastia entrou na era da precisão e o grande salto foi o conhecimento” Grupo Jota: quando a tecnologia deixa de ser “gadget” e passa a ser forma de viver
EMPRESAS & EMPRESÁRIOS PRIAC: As vozes que dão vida aos smart buildings Em 2025, a inteligência de um edifício já não se avalia pelo número de sensores, mas pelo que acontece quando…
EMPRESAS & EMPRESÁRIOS Repaper:A fábrica que está a redesenhar o consumo descartável na saúde com circularidade e private label Há um tipo de indústria que só se torna visível quando falha. Na saúde, essa invisibilidade é um indicador de…
EMPRESAS & EMPRESÁRIOS / Mobilidade Da mobilidade elétrica à bilhética digital: 12 meses TUB contados na primeira pessoa Em 2025, os Transportes Urbanos de Braga viveram um ano de decisões técnicas, gestos humanos e escolhas que mudam, diariamente,…