EMPRESAS & EMPRESÁRIOS/ÉS DE BRAGA “A School House Braga nasce com a ambição de aproximar formação, pessoas e empresas” By Revista Spot | Junho 24, 2026 Junho 25, 2026 Share Tweet Share Pin Email Mudar de profissão, regressar à formação, ganhar competências práticas ou recomeçar com mais confiança tornou-se uma realidade cada vez mais presente no mercado de trabalho. Foi a partir desta leitura que Ana Pereira e Ivo Martins, diretores da School House, olharam para Braga como o próximo passo de uma rede nacional de formação profissional certificada pela DGERT. Com mais de 50 cursos, 24 áreas certificadas e 10 linhas de formação, a marca tem construído o seu percurso assente na ideia de que a formação só faz sentido quando aproxima as pessoas do mercado e cria oportunidades concretas. A nova unidade, em Gualtar, quer responder a uma cidade jovem, ativa e empresarial, mas também a profissionais que procuram um caminho mais alinhado com as suas ambições. Com uma oferta alargada nas áreas da saúde, geriatria, medicina dentária, estética, fisioterapia, veterinária, marketing, administração e bem-estar, a School House Braga nasce com a ambição de ligar formação, pessoas e empresas através de cursos práticos, estágios e uma relação direta com as necessidades reais da região. Como nasce a vossa ligação à School House e à área da formação profissional? Ana Pereira: A minha ligação à formação nasce muito antes da School House. Fiz a minha formação académica na área da Educação, na Universidade do Minho, sempre com uma visão muito orientada para a formação. Na altura, procurei o meu próprio estágio profissional nessa área, fiz cerca de seis meses e, quando terminei, percebi que aquilo que estava a fazer para outros também poderia fazer por mim. Esse passo foi muito impulsionado pelo Ivo, que me incentivou a avançar com um projeto próprio. Foi assim que, em 2014, abrimos a primeira unidade, em Famalicão, ainda como franchisados da rede. Mais tarde, em 2018, acabámos por adquirir a marca e a própria rede, iniciando uma fase de reformulação e consolidação do projeto. Ivo Martins: Eu venho de uma área completamente diferente. Sou formado em Engenharia e Gestão Industrial e trabalhei cerca de dez anos em contexto fabril, como responsável de produção. A minha entrada na formação acontece muito por influência da Ana. Via-a a gerir um centro de formação que não era dela e percebi que fazia todo o sentido criarmos algo nosso. Durante alguns anos, conciliei o trabalho na indústria com o apoio à Ana na School House, sobretudo em horário pós-laboral. Em 2021, passei a dedicar-me a 100% à rede, assumindo uma vertente mais ligada ao marketing, às vendas, à operação e à expansão. A Ana manteve-se mais focada na coordenação pedagógica e na qualidade da formação. Hoje sentimos que o mercado valoriza cada vez mais a formação. Durante muito tempo, era vista quase como uma obrigação. Agora, cada vez mais pessoas e empresas olham para a formação como um caminho concreto para crescer, mudar de área, ganhar competências e alcançar objetivos profissionais. Porque é que Braga fazia sentido nesta fase de expansão da marca? Ivo Martins: Braga fazia sentido por várias razões. Desde logo, pelo perfil da cidade, dinâmica, em crescimento e com uma forte componente jovem, académica e empresarial, muito próxima da realidade que conhecemos em Famalicão, onde está a nossa sede. A proximidade geográfica também foi determinante. Estando tão perto de Famalicão, conseguimos partilhar estrutura, recursos e conhecimento, sem perder aquilo que para nós é essencial: acompanhar de perto a implementação e o desenvolvimento da nova unidade. Não queríamos abrir em Braga apenas como mais um ponto no mapa, mas garantir uma presença próxima, sólida e alinhada com a identidade da School House. Além disso, a escolha de Gualtar foi estratégica. Não queremos atuar apenas no centro da cidade, mas chegar também à zona norte do distrito, nomeadamente a concelhos como Vila Verde, Amares ou Póvoa de Lanhoso. A zona sul de Braga já está, de certa forma, mais próxima da nossa estrutura de Famalicão; com esta unidade, conseguimos alargar a nossa intervenção e criar novas oportunidades de formação, estágio e integração profissional. Braga junta-se, assim, às unidades de Famalicão, Porto, Penafiel, Coimbra, Lisboa, Setúbal e à estrutura que operacionaliza a formação 100% online. Que perfil de formandos esperam receber nesta nova unidade? Ivo Martins: O nosso público é, sobretudo, composto por pessoas que procuram uma recompensa profissional maior. Muitas vezes são adultos com o 12.º ano, já inseridos no mercado de trabalho, mas que não se sentem totalmente realizados naquilo que fazem e procuram um novo caminho, mais alinhado com os seus interesses, ambições ou necessidades de vida. Sentimos que Braga tem exatamente esse perfil: uma cidade com pessoas qualificadas, ativas, exigentes e disponíveis para se reinventarem profissionalmente. A oportunidade está aí, em oferecer formação prática, ajustada à realidade do mercado e capaz de criar novas possibilidades. É esse impacto que queremos ter em Braga: ajudar pessoas a transformar uma vontade de mudança numa oportunidade concreta. Como é que a School House se posiciona para não ser apenas mais um centro de formação, mas uma ponte real entre pessoas, competências e empresas? Ana Pereira: A nossa preocupação é que as formações estejam verdadeiramente alinhadas com as necessidades reais do mercado de trabalho. Por isso, não nos limitamos a trabalhar apenas formações do Catálogo Nacional de Qualificações. Procuramos perceber o que as empresas precisam, que competências procuram nos seus colaboradores e que perfis estão em falta. A partir daí, construímos programas de formação ajustados, práticos e orientados para a empregabilidade. Queremos ser uma ponte entre quem procura uma nova oportunidade e as empresas que precisam de pessoas preparadas, motivadas e com competências aplicáveis no terreno. Para nós, a formação só faz sentido quando tem ligação à realidade. Do ponto de vista técnico e pedagógico, o que distingue uma formação verdadeiramente transformadora de uma formação que fica apenas pelo certificado? Ana Pereira: Acredito que uma das grandes diferenças está na componente prática e, em particular, nos estágios. A formação em sala é essencial, porque dá a base teórica e técnica, mas o estágio permite que o formando contacte diretamente com a realidade da profissão, perceba o ambiente de trabalho e teste as suas competências no terreno. Para as empresas, também é uma mais-valia, porque lhes permite conhecer potenciais candidatos num contexto real. Para os formandos, é a oportunidade de perceberem se aquela área corresponde às suas expectativas e de desenvolverem competências que vão muito além da teoria. Na School House trabalhamos os três saberes: o saber-saber, o saber-fazer e o saber-ser. Ou seja, não queremos apenas transmitir conhecimento. Queremos que os formandos saibam aplicar esse conhecimento, desenvolvam postura profissional, proatividade, responsabilidade e capacidade de adaptação. Uma formação transformadora é aquela que não termina no certificado; continua na forma como a pessoa se apresenta ao mercado e constrói o seu percurso. A School House trabalha mais de 50 cursos em 24 áreas certificadas, com um foco muito claro na empregabilidade. Que áreas chegam com mais força a Braga e que necessidades concretas do mercado local procuram responder? Ivo Martins: As áreas que chegam com mais força a Braga são precisamente aquelas em que sentimos uma maior necessidade por parte do mercado. Desde logo, a área da saúde, em particular o curso de auxiliar de saúde com vertente geriátrica, e também o curso de auxiliar de medicina dentária, ou auxiliar de fisioterapia onde existe uma procura muito significativa por profissionais preparados e com contacto prático com a realidade do setor. Depois, temos também uma forte oferta na área administrativa, com cursos ligados ao secretariado, apoio à gestão, recursos humanos, marketing e contabilidade. São áreas muito transversais, necessárias em diferentes tipos de empresas, e onde continua a existir procura por profissionais qualificados. Outra área muito importante é a estética, beleza e bem-estar. É um setor em crescimento, cada vez mais procurado por mulheres e também por homens, e onde há uma necessidade constante de formação, atualização e especialização. Além dos cursos de formação profissional com componente de estágio, temos ainda cursos de especialização, pensados para profissionais que já estão no mercado e querem adquirir novas competências ou aprofundar conhecimentos. E temos também formações de certificação, como a Formação Pedagógica Inicial de Formadores, destinada a quem pretende dar formação certificada. Essa é outra área que queremos implementar com força em Braga. Como é preparado o estágio para que não seja apenas uma formalidade, mas uma verdadeira oportunidade de aprendizagem, confiança e integração? Ana Pereira: O estágio é preparado como uma parte essencial do percurso formativo, e não como uma etapa meramente formal. Queremos que seja um momento em que o formando entra em contacto com a realidade da profissão, percebe as exigências do mercado, ganha confiança e consegue aplicar aquilo que aprendeu em sala. Uma das nossas grandes vantagens é trabalharmos em rede, com uma estrutura nacional. Isto significa que um formando pode fazer a formação em Braga e, se entretanto, se mudar ou tiver interesse noutra zona do país, poderá realizar o estágio noutro local, por exemplo em Lisboa. Não estamos limitados à cidade onde a formação acontece fisicamente. Que tipo de parcerias querem desenvolver em Braga e que papel podem ter as empresas locais na formação, no estágio e na contratação dos formandos? Ivo Martins: A relação com as empresas é absolutamente central para nós. Só conseguimos perceber as reais necessidades do mercado se estivermos próximos das entidades empregadoras, se entrarmos nas empresas, se ouvirmos aquilo de que precisam e se percebermos que perfis procuram. Os estágios são uma das formas de criar essa ligação, mas não são a única. Através do contacto com as empresas, conseguimos também recolher feedback sobre as formações, perceber que conteúdos ou módulos podem ser ajustados e adaptar os programas às necessidades concretas de cada área profissional. Essa parceria é uma mais-valia para todos. Para as empresas, porque facilita o recrutamento e permite conhecer potenciais candidatos num contexto real. Para os formandos, porque cria uma ponte direta com o mercado de trabalho. E para a School House, porque nos permite manter uma formação atual, prática e alinhada com aquilo que as empresas efetivamente procuram. Nas cidades onde já estamos presentes, muitas empresas já nos contactam diretamente quando precisam de recrutar. Perguntam-nos se temos formandos disponíveis para estágio ou candidatos que já tenham concluído o percurso. Isso acontece porque reconhecem a qualidade do nosso método de formação. Em Braga, queremos construir exatamente esse caminho: sermos reconhecidos pelas empresas e pelos formandos como uma ponte facilitadora da empregabilidade. Que critérios são essenciais na escolha dos formadores e na construção dos conteúdos? Como garantem que a formação se mantém atualizada, prática e alinhada com aquilo que as empresas realmente procuram? Ana Pereira: Somos muito exigentes na escolha dos formadores. Sempre que possível, procuramos profissionais que estejam no ativo e que trabalhem diretamente na área em que vão formar. Isso faz toda a diferença, porque trazem para a sala de formação uma experiência real, atual e muito próxima daquilo que os formandos vão encontrar no mercado de trabalho. Um formador que está no terreno consegue transmitir mais do que teoria. Consegue partilhar situações reais, desafios concretos, exigências da profissão e competências que muitas vezes não aparecem nos manuais, mas que são fundamentais no dia-a-dia. Essa experiência também é essencial na construção dos conteúdos. Os programas são desenvolvidos em articulação entre os formadores e a nossa equipa pedagógica, com base na visão que os próprios profissionais têm do mercado e das necessidades atuais das empresas. Por isso é que não seguimos apenas formações pré-definidas ou demasiado fechadas. Procuramos criar formações ajustadas, práticas e feitas à medida daquilo que o mercado procura naquele momento e naquela função. A formação só é verdadeiramente útil quando prepara as pessoas para a realidade que vão encontrar. A expansão de uma rede nacional obriga a crescer sem perder identidade. Como se mantém a consistência da marca, da experiência do formando e da qualidade pedagógica quando se abre uma nova unidade? Ivo Martins: Mantém-se, acima de tudo, com processos bem definidos. Neste momento, estamos muito empenhados no mapeamento de todos os processos da rede, precisamente para garantir que a experiência School House é consistente, independentemente da cidade onde estamos presentes. Essa consistência passa pela área pedagógica, pela relação com os formandos, pela escolha dos formadores, pela organização logística, pela comunicação e pela forma como acompanhamos cada unidade. Quando se cresce, é fundamental que a marca não perca aquilo que a distingue. Por isso, fizemos também uma alteração estratégica na forma como queremos expandir. Neste momento, a nossa aposta passa sobretudo por unidades próprias e não pelo modelo de franchising, como aconteceu no passado. Acreditamos que, desta forma, conseguimos ter um maior controlo sobre os processos internos e garantir uma maior proximidade com cada unidade. Essa estratégia está também ligada ao plano de expansão da marca. Nos próximos três anos, a School House quer abrir novas unidades e reforçar a sua presença nacional. Numa primeira fase, a prioridade será a Zona Norte, pela proximidade à estrutura master, em Famalicão, o que permite acompanhar cada unidade de forma mais próxima e consistente. Depois, o objetivo passa por alargar a rede para sul e chegar também às ilhas. A ambição é clara: cobrir progressivamente todo o país, mas sem transformar o crescimento numa perda de controlo, identidade ou qualidade pedagógica. No fundo, crescer não é apenas abrir novas portas. É garantir que cada nova unidade mantém a mesma exigência, o mesmo acompanhamento e a mesma qualidade pedagógica que queremos associar à School House. Que impacto gostariam de deixar na cidade, nos formandos e nas empresas da região? A palavra que melhor resume esse impacto é empregabilidade. O nosso objetivo é chegar, em primeiro lugar, às pessoas que neste momento não se sentem realizadas profissionalmente e que procuram uma alternativa, um novo caminho ou uma oportunidade para recomeçar. Queremos falar com esses adultos que já estão no mercado de trabalho, mas sentem que podem fazer mais, mudar de área ou construir um percurso mais alinhado com aquilo que desejam para a sua vida. Se conseguirmos ajudá-los a adquirir competências, ganhar confiança e entrar numa área com procura real, estaremos a cumprir a nossa missão. Ao mesmo tempo, queremos que as empresas de Braga e da região nos reconheçam como um parceiro credível. Um parceiro capaz de formar bons profissionais e de os aproximar das necessidades concretas do mercado. Daqui a dois, três ou dez anos, gostaríamos que a School House Braga fosse vista como uma ponte efetiva entre pessoas que querem mudar de vida e empresas que procuram profissionais preparados. Esse é o impacto que queremos deixar: transformar formação em oportunidade real. Além da expansão física, a School House tem também uma unidade de formação online. Que papel pode ter o digital no futuro da formação profissional? Ivo Martins: A formação online é hoje uma parte importante da nossa rede, mas não acreditamos num modelo em que o formando fica sozinho perante manuais ou conteúdos gravados. Mesmo no online, queremos garantir contacto direto com os formadores, momentos síncronos, partilha entre colegas e acompanhamento real. Para nós, a aprendizagem também acontece nas dúvidas, nas conversas, nas experiências partilhadas e no contexto de turma. Ana Pereira: Por isso, procuramos equilibrar sessões síncronas e assíncronas. A flexibilidade é importante, mas não pode substituir a proximidade pedagógica. O nosso objetivo é que a formação online mantenha a mesma exigência, a mesma qualidade e a mesma capacidade de desenvolver competências práticas. Morada: Praceta Amândio Ferreira Pinto, nº 17 Gualtar, Braga, Portugal 4710-074 Instagram: @schoolhouse_braga Site: braga.schoolhouse.pt Lado Beta: O podcast que dá voz às histórias marcadas pela infertilidade “Quando a Odontopediatria, a Otorrinolaringologia e a Terapia da Fala se juntam numa mesma consulta, a criança passa a ser vista como um todo”
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