CLÍNICAS DENTÁRIAS/SAÚDE ORAL “Quando um paciente regressa com os filhos, percebemos que construímos mais do que uma clínica” By Revista Spot | Agosto 7, 2026 Agosto 10, 2026 Share Tweet Share Pin Email Uma clínica também pode ajudar a mudar a geografia da saúde. Quando Emílio Esteves abriu o primeiro centro clínico em Arcos de Valdevez, em 2007, não estava a construir uma marca. Estava a criar o seu próprio lugar enquanto médico dentista e, ao mesmo tempo, a tentar aproximar da região cuidados de saúde que muitas pessoas procuravam nas cidades mais próximas. Hoje, enquanto Diretor-Geral da Saúde Global XXI, lidera uma estrutura que reúne dezenas de profissionais e múltiplos serviços de saúde, com presença em Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Correlhã (Ponte de Lima). Pelo caminho, houve crescimento, decisões familiares, investimento e uma convicção que se manteve: viver longe dos grandes centros urbanos não deve significar ter menos acesso a cuidados diferenciados. Quase vinte anos depois, talvez a verdadeira dimensão desse percurso esteja nas famílias que continuam a entrar pela porta, nas crianças que cresceram e regressam agora com os próprios filhos e numa relação de confiança que tem atravessado gerações. Antes de a Saúde Global XXI existir como a conhecemos hoje, houve o Centro Clínico de Arcos de Valdevez, projeto iniciado por si, enquanto médico dentista. O que ambicionava construir naquele momento? Tudo começou no ano de 2007, em Arcos de Valdevez, quando tinha apenas 26 anos e uma enorme vontade de me instalar na minha terra natal e criar o meu posto de trabalho no âmbito de um projeto diferente. Na altura, enquanto médico dentista, procurava encontrar o meu espaço no mercado e, para tal, escolhi um local para construir o primeiro Centro Clínico, onde ambicionava exercer como médico dentista, mas, desde logo, oferecer outros serviços médicos, assim como exames complementares de diagnóstico e ainda terapias alternativas. O Centro Clínico de Arcos de Valdevez foi a primeira etapa da Saúde Global XXI. Naquela altura, não existia sequer o vislumbre de criar uma marca. Só mais tarde, com a edificação do Centro Clínico de Ponte da Barca, em 2009, é que se tornou na agora conhecida Saúde Global XXI. A Medicina Dentária foi o ponto de partida, mas o projeto rapidamente ganhou outra dimensão. Em que momento percebeu que havia necessidade de criar uma resposta de saúde mais ampla para a comunidade? Naturalmente, pelo facto de ser médico dentista, o caminho inicial foi a Medicina Dentária. No entanto, o projeto foi sempre pensado de uma forma global e, desde o início, esta ideologia foi sendo desenvolvida e ganhando cada vez mais presença na estrutura. À medida que o tempo passava, percebíamos que eram muitos os serviços de saúde que levavam os nossos pacientes para as cidades mais próximas. Era evidente a necessidade de encontrar respostas mais completas, mais próximas e mais articuladas a nível de saúde. A edificação dos restantes Centros Clínicos, o de Ponte da Barca e o da Correlhã, bem como as sucessivas ampliações e remodelações, foram consequência dessa visão e da crescente procura dessa resposta. Crescemos porque os nossos pacientes nos mostravam diariamente as suas necessidades, tinham expectativas cada vez mais elevadas e uma confiança crescente depositada em nós. Ao projeto juntou-se mais tarde o seu irmão, Guillaume Esteves, também médico dentista e sócio, e por trás da sociedade esteve sempre o vosso pai, José Esteves. De que forma esta dimensão familiar marcou a identidade e o crescimento da empresa? A Saúde Global XXI tem uma forte componente familiar e isso marcou e marca profundamente a sua identidade. O meu pai foi, de certa forma, a primeira pessoa a trabalhar para este projeto. Foi ele, com a sua experiência como empresário em diversos setores, quem identificou o espaço onde o projeto se iniciou. Como ex-emigrante, o meu pai sempre desejou que os filhos conseguissem singrar no seu país e esta poderia ser uma oportunidade para nos fixarmos na nossa terra. O meu irmão Guillaume juntou-se muito cedo a esta aventura e aceitou todos os desafios, responsabilidades e sacrifícios que um projeto desta dimensão exige. Ao longo destes anos, partilhámos decisões difíceis, muitas horas de trabalho e também muitas conquistas. Ao longo dos anos, novas pessoas foram assumindo responsabilidades importantes no projeto, entre elas a sua esposa Raquel Dias, hoje diretora de serviços. Como se cresce, se criam equipas e se aumenta a dimensão de uma organização sem perder aquilo que esteve na sua origem? Esse talvez seja o maior desafio de qualquer organização. Quando começámos, éramos apenas três pessoas. Hoje somos uma equipa enorme, composta por dezenas de profissionais. Naturalmente, perde-se alguma da proximidade que existia quando éramos poucos, mas ganha-se muito através do talento, da dedicação e das diferentes competências de cada colaborador e de cada prestador de serviço. A Raquel teve um papel absolutamente determinante neste percurso. Além da coordenação das operações da empresa, foi sempre um apoio incondicional, alguém que acreditou no projeto desde o primeiro momento e que me incentivou continuamente a transformar ideias em realidade. Temos também colaboradores que estão connosco desde o primeiro dia. Pessoas que nos acompanharam em todas as fases de crescimento da empresa e ajudaram a construir a cultura que hoje nos carateriza. Creio que a base familiar nos ajudou a construir uma empresa onde as relações humanas continuam a ser tão importantes como os resultados. Quando muitos projetos de saúde se concentram nos grandes centros urbanos, decidiram crescer a partir de Arcos de Valdevez e do Alto Minho. O que vos fez acreditar que era possível construir aqui uma referência clínica? Sempre acreditámos que era possível construir um projeto de qualidade fora dos grandes centros urbanos. Nunca vimos o Alto Minho como uma limitação, mas sim como uma oportunidade. As pessoas desta região mereciam e merecem ter acesso a cuidados de saúde diferenciados sem terem de percorrer grandes distâncias. Sinto-me privilegiado por viver e trabalhar nesta região tão linda de Portugal. A qualidade de vida, a proximidade entre as pessoas, a beleza do território e o dinamismo dos nossos concelhos reforçaram sempre a convicção de que esta era a escolha certa. Empreender a partir da terra que me viu crescer foi uma escolha consciente e é, para mim, um enorme motivo de orgulho. Enquanto médico dentista, o que mais mudou na Medicina Dentária e nas expectativas dos pacientes ao longo da sua carreira? A Medicina Dentária evoluiu profundamente nestes últimos anos. Hoje dispomos de técnicas menos invasivas, tecnologias muito mais avançadas e soluções que permitem devolver função, conforto e estética com resultados muito previsíveis. Os pacientes também evoluíram. Estão mais informados, mais exigentes e com expectativas cada vez mais elevadas, mas também valorizam cada vez mais a prevenção e compreendem que investir na saúde oral é investir na sua saúde geral e na qualidade de vida. Hoje sabemos que a saúde oral tem impacto na saúde geral, na autoestima e na qualidade de vida. Ainda falta compreender que a boca não pode ser tratada de forma isolada do resto do organismo? Hoje sabemos que a saúde oral influencia diretamente muitas outras áreas da saúde. Ainda existe trabalho de sensibilização a fazer, mas a consciência das pessoas é hoje muito maior. A boca não pode ser vista como uma realidade isolada. Faz parte do organismo e influencia o bem-estar físico, emocional e social. Essa visão integrada na Medicina Dentária, que hoje envolve uma equipa de 16 profissionais com diferentes áreas de especialização, esteve sempre na base da filosofia da Saúde Global XXI. A Saúde Global XXI reúne Medicina Dentária, dezenas de especialidades médicas, enfermagem, exames complementares, terapias e outras áreas clínicas. O crescimento das valências foi uma estratégia empresarial ou nasceu sobretudo daquilo que foram percebendo serem as necessidades reais das pessoas? O crescimento das diferentes valências nunca foi um objetivo em si mesmo. Foi sobretudo uma resposta às necessidades que fomos identificando junto dos nossos pacientes. Queríamos que encontrassem num único espaço respostas integradas para os seus problemas de saúde, evitando deslocações e facilitando a articulação entre profissionais. Hoje reunimos Medicina Dentária, múltiplas especialidades médicas, enfermagem, terapias alternativas, exames complementares de diagnóstico, incluindo análises clínicas, medicina estética e antienvelhecimento, entre muitos outros serviços, porque acreditamos que uma oferta abrangente permite prestar melhores cuidados de saúde a quem nos procura. Há pessoas que chegam à clínica em criança e famílias acompanhadas em diferentes momentos da vida. O que significa conquistar uma relação de confiança com famílias acompanhadas ao longo de diferentes gerações? É provavelmente uma das maiores recompensas deste percurso. Ver aqueles que foram nossos pacientes em criança chegarem, hoje, já acompanhados pelos seus próprios filhos, ou famílias inteiras que continuam a confiar em nós, ao longo de diferentes gerações, demonstra que construímos relações baseadas na confiança. Isso não se conquista de um dia para o outro; conquista-se com consistência, proximidade e respeito pelas pessoas. É essa confiança que nos motiva diariamente e nos deixa a sensação de gratidão por nos permitirem cuidar de um bem tão precioso, que é a sua saúde. Sentem que a Saúde Global XXI contribuiu não só para aproximar especialidades das populações, mas também para criar emprego e atrair ou fixar profissionais de saúde na região? Quando olha para os próximos anos, qual é hoje a maior ambição para o projeto? Acredito que, ao longo destes anos, fomos responsáveis pela aproximação de cuidados de saúde diferenciados às populações nos concelhos onde estamos inseridos. A criação de emprego é significativa, pois já contamos atualmente com mais de 40 colaboradores diretos e ainda reunimos um corpo clínico constituído por mais de 60 profissionais de saúde em torno do nosso projeto. A dimensão da estrutura física do projeto Saúde Global XXI é atualmente de 1700 m², dimensão esta que jamais imaginaríamos alcançar há quase 20 anos. Estamos hoje num patamar de consolidação de tudo o que alcançámos até agora. Mas, ao mesmo tempo, este é apenas o início de uma nova etapa. Continuamos de olhos postos no futuro, estamos sensíveis às mudanças no setor da saúde e ao impacto que a Inteligência Artificial terá, num futuro próximo, na forma como as pessoas se comportam e monitorizam o seu estilo de vida. Cientes da posição privilegiada em que nos encontramos e da responsabilidade que a mesma acarreta, acreditamos que continuaremos a dar a melhor resposta aos nossos pacientes. Se há uma ideia que resume estes anos de percurso, é precisamente aquela que se tornou no slogan da marca, Crescemos Consigo e Para si: crescemos com os nossos pacientes e para os nossos pacientes. Foi assim que chegámos até aqui e continuará a ser esse o princípio que orientará o futuro da Saúde Global XXI. Instagram: @saudeglobal21 Facebook: Saúde Global XXI Site: saudeglobal.com.pt Arcos de Valdevez: Rua Soares Pereira, n.º 279, 4970-465 Arcos de Valdevez | Tel. 258 518 130 (chamada para a rede fixa nacional) Ponte da Barca: Rua Dr. Carlos Araújo, n.º 95, 4980-631 Ponte da Barca | Tel. 258 488 622 (chamada para a rede fixa nacional) Correlhã, Ponte de Lima: Rua da Vila Corneliana, n.º 1850, 4990-306 Correlhã | Tel. 258 941 517 (chamada para a rede fixa nacional) Serviços Administrativos: 258 009 440 (chamada para a rede fixa nacional) “E se a próxima vantagem competitiva fosse uma inteligência artificial adaptada à sua empresa?” “Uma marca não pode comunicar uma realidade que o cliente nunca irá encontrar”
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