PRONUNCIA DO NORTE “Os prémios e a internacionalização do OFFA atelier são um lembrete para nunca nos esquecermos de fazer arquitetura coerente com os nossos ideais” By Revista Spot | Outubro 9, 2025 Outubro 10, 2025 Share Tweet Share Pin Email Há ateliers que desenham formas. O OFFA desenha uma visão de futuro. Entre Braga, e o mundo, Armando Amaro, Vítor Marques e Miguel Ribeiro defendem uma arquitetura que pensa, sente e comunica. O OFFA é uma linguagem em construção permanente, onde Arte, Vontade, Expressão e Sentimento são matéria-prima de um pensamento crítico e contemporâneo. Cada projeto é uma pergunta sobre o lugar, o tempo e o humano: Como habitar? Como sentir? Como transformar? Na sua obra, a tecnologia e a emoção coexistem. O BIM e a Inteligência Artificial não substituem o gesto, amplificam-no. As casas nascem do terreno, não contra ele; a luz é desenhada como um material vivo. A cada traço, o OFFA desafia fronteiras e cria novas centralidades, sem medo de tocar o instável. Mais do que um atelier, é um manifesto: o de uma arquitetura que pensa o mundo para o reinventar. O OFFA nasceu com uma filosofia muito própria: Arte, Vontade, Expressão e Sentimento. Como é que estes quatro pilares se refletem hoje na vossa forma de desenhar e construir? São a essência de tudo o que projetamos. Desde o início do atelier, a nossa premissa foi sempre a de ser uma referência na arquitetura. E, para que isso aconteça, não podemos descurar os ideais que estiveram na base da criação do projeto e do próprio atelier, do OFFA. Hoje, somos reconhecidos pela irreverência e pela visão fraturante que trazemos à arquitetura. Mas, mesmo com essa reputação, cada vez que nos pedem para ser audazes, sentamo-nos diante de uma folha em branco e pensamos de que forma poderemos ultrapassar os limites de hoje. Só assim se consegue ser verdadeiramente vanguardista. A casa “Eruption of a Dreaminess”, em Guimarães, valeu-vos distinções internacionais. Que impacto teve esse reconhecimento no vosso percurso e que aprendizagens dessa obra continuam presentes nos projetos que estão a desenvolver? É um reconhecimento que nos deixa orgulhosos, mas sobretudo satisfeitos por confirmar que estamos no caminho certo e que as nossas ideias conseguem atravessar fronteiras. Sempre que iniciamos um novo projeto, surge a enorme vontade de acrescentar algo de valor, algo que enriqueça a nossa linguagem arquitetónica e, consequentemente, a própria arquitetura. Os nossos limites estão constantemente a ser postos à prova. Por isso, se nos perguntarem de que forma os prémios e distinções influenciam a nossa forma de projetar, diríamos que são um lembrete constante para nunca esquecermos de fazer arquitetura de forma coerente com os nossos ideais. Entre a unidade hoteleira no Baixo Alentejo e o complexo habitacional em Gaia, trabalham em realidades muito diferentes. Quais são os maiores desafios quando passam de um contexto rural para um urbano e denso? Esse contraste de realidades é semelhante ao que enfrentamos quando projetamos para um país que não é o nosso de origem, Portugal, neste caso. O que queremos dizer é que mudam os locais de intervenção, mudam as tipologias programáticas, mudam os países e as culturas, mas mantém-se a metodologia de trabalho. O objetivo é sempre o mesmo: responder a uma necessidade programática com coerência, sensibilidade e rigor. No projeto “Symbiotic Jag”, em Braga, transformaram a topografia num elemento central da habitação. Que lições tiraram desta experiência sobre como aproveitar o próprio terreno como parte da arquitetura? A arquitetura tem a capacidade não apenas de transformar o espaço privado de um indivíduo, o cliente, mas também toda a envolvente onde esse espaço se insere. Por isso, a relação entre o objeto arquitetónico e o local onde está implantado é indissociável. O projeto é o que é precisamente porque pertence àquele lugar. É essa simbiose que o torna autêntico e é também por isso que cada projeto de arquitetura deveria ser sempre único. No espaço comercial “Dicotomia do Instável”, também em Braga, criaram uma experiência sensorial com luz, cor e madeira. Esta procura por provocar emoção nos espaços interiores é hoje uma assinatura do OFFA? Sem dúvida. Para nós, não há outra forma de trabalhar. Não vemos a arquitetura apenas como um meio de responder a necessidades programáticas, porque acreditamos que ela tem uma responsabilidade social. Está inserida num espaço público, numa sociedade que, direta ou indiretamente, usufrui daquele objeto arquitetónico. Esse diálogo sensorial e íntimo entre o espaço e o indivíduo acaba por interferir na vida de cada pessoa, fazendo-a sentir-se bem, ou não, num determinado ambiente, muitas vezes sem compreender exatamente porquê. A tecnologia está a redesenhar a arquitetura, do BIM às casas impressas em 3D. Que ferramentas já utilizam no dia-a-dia e de que forma estas inovações ajudam a evitar desperdícios, otimizar recursos e comunicar melhor com clientes e parceiros? Desde o início do atelier que trabalhamos em 3D, e desde então temos acompanhado a constante evolução dos programas a esse nível. O BIM é hoje uma ferramenta essencial para garantir maior controlo sobre as diversas especialidades de um projeto e uma melhor rentabilidade do tempo. Atualmente, com a Inteligência Artificial, conseguimos dar um passo ainda mais significativo nessa otimização, encurtando processos que antes exigiam várias etapas até chegar ao resultado final. Recorremos à IA, por exemplo, para auxiliar na produção de imagens fotorrealistas, bem como na análise e estudo de terrenos e de mercado. Os vossos projetos conceptuais e presença digital revelam uma forte componente visual e quase artística. Até que ponto a imagem, seja render, vídeo ou maquete digital, influencia decisões ainda antes da primeira pedra ser colocada? Essa relação faz parte do nosso processo criativo, são dimensões indissociáveis. As primeiras imagens nascem do traço no papel e, a partir daí, com o 3D, começamos a perceber a dinâmica do objeto com a envolvente e com a sua materialidade. O digital é, para nós, uma extensão da mão: uma ferramenta que nos permite visualizar ideias com maior precisão e rapidez, tornando o processo mais incisivo e eficaz. É através dessa simbiose entre o analógico e o digital que conseguimos fazer as melhores escolhas. O conceito “Natural Rise Skyscraper”, em Mumbai, explorava a verticalidade e a cidade do futuro. Essa experiência internacional alterou a forma como olham hoje para a densidade urbana e para a criação de novas centralidades em Portugal? Sim, obviamente. Estamos a falar de densidades populacionais e de culturas completamente distintas, mas o objetivo permanece o mesmo: criar um espaço adaptado a cada indivíduo e a cada necessidade tipológica. Embora estejamos ainda longe da realidade de Mumbai, as grandes cidades portuguesas já se deparam com uma escassez de espaços habitacionais, por múltiplas razões. As novas centralidades não são hoje uma exigência, mas uma necessidade. Para manter viva a vontade de investimento estrangeiro e nacional, que tem contribuído para revitalizar os núcleos urbanos, é essencial propor novas centralidades inseridas num desenho urbano coerente e coeso com a malha existente, evitando os erros do passado que levaram à criação de guetos sociais. O OFFA nasceu da união de três arquitetos fundadores. Como é que gerem diferentes visões criativas dentro do atelier sem perder uma identidade coerente? Como diz, o OFFA nasce da vontade de três intervenientes em criar, desde o início, um conceito arquitetónico bem definido e assim se mantém até hoje. Tal como no início, estamos sempre todos a par dos projetos em desenvolvimento. Naturalmente, com a quantidade de obras que temos em simultâneo, cada um acaba por assumir a liderança de determinados projetos, mas as dúvidas conceptuais, a produção inicial e as decisões de maior impacto são sempre discutidas em conjunto. Tudo parte da mesma essência, a do Office of Feeling Architecture, que nos permite preservar uma identidade coerente, mesmo com diferentes olhares criativos. Nos últimos anos, receberam distinções internacionais que projetaram o vosso trabalho além-fronteiras. O que acreditam que os júris mais valorizam na vossa arquitetura e que motivação retiram destes prémios para continuar a inovar? Sem dúvida, a verdade arquitetónica. O OFFA tem, desde a sua fundação, uma linguagem forte e irreverente. Mas, se observar com atenção, perceberá que ao longo dos anos temos sentido uma constante necessidade de explorar novos paradigmas, novas materialidades e novas dinâmicas, desafios que exigem sempre mais de nós e que alimentam a nossa evolução contínua. O cliente procura o OFFA porque sabe o que quer e porque o OFFA sabe quem é. Esses prémios e distinções deixam-nos ainda mais motivados para fazer bem e fazer mais. Continuamos diariamente focados no mesmo objetivo que tínhamos quando fundámos o atelier: levar o OFFA aos grandes palcos internacionais da arquitetura e alcançar reconhecimento mundial. Morada: Avenida da Liberdade nº434 piso 3 Sala 1, 4710-249 Braga Email: geral@offa.pt Contacto: +351 253 466 20 Facebook: OFFA Arquitectura Instagram: @offa_arquitectura Site: offa.pt No Porto, há uma consulta integrada que está a transformar a saúde materno-infantil e o rumo de centenas de famílias “A ‘quiet beauty’ celebra a beleza autêntica e subtil, sustentada por hábitos saudáveis e bem-estar emocional”
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