SAÚDE “O conhecimento é a primeira forma de tratamento” By Revista Spot | Setembro 29, 2026 Setembro 29, 2026 Share Tweet Share Pin Email A Uffizi Clinic podia ser apenas mais uma clínica com várias especialidades. Não quis ser. Desde o início, a enfermeira Cíntia Oliveira procurou criar um lugar onde diferentes áreas comunicassem entre si e onde a pessoa não fosse reduzida ao motivo que a levou à consulta. Pelo caminho, trouxe para o espaço referências pouco habituais numa clínica: Florença, o Renascimento, Leonardo da Vinci, livros, arte, música e uma ideia de hospitalidade mais próxima de um boutique-hotel. Mas a diferença mais interessante talvez esteja na capacidade de parar antes de fazer. Questionar, avaliar, encaminhar, informar e, quando necessário, dizer “não”. Porque, na Uffizi, o conhecimento não é apenas discurso, é parte do tratamento. A Uffizi Clinic nasceu de quase duas décadas de trabalho em Enfermagem Estética e acompanhamento pós-cirúrgico. Em que momento percebeu que cuidar bem de alguém exigia saber quando envolver outros profissionais? Terminei a licenciatura em Enfermagem em 2008 e, nos últimos meses do curso, surgiu a oportunidade de começar a trabalhar numa clínica que reunia Medicina Estética, Enfermagem Estética e Spa. Fiz formação interna e acabei por ficar. Desde então, trabalho nesta área. Foi também nessa clínica, que tinha uma componente de Cirurgia Plástica, que comecei a acompanhar pacientes no pós-operatório. Lembro-me particularmente de uma mulher que tinha feito uma lipoaspiração abdominal e que foi encaminhada para um tratamento com uma tecnologia que combinava radiofrequência, infravermelho e vacuoterapia. Pareceu-me excessivo para um abdómen operado há tão poucos dias. Tinha acabado o curso há muito pouco tempo, mas recusei fazer o tratamento e propus uma abordagem mais adequada àquela fase, com drenagem linfática manual, mobilizações e orientações para casa. Foi uma situação marcante porque me obrigou, muito cedo, a confiar no conhecimento que tinha adquirido. A partir daí, dediquei-me cada vez mais ao acompanhamento pós-cirúrgico, numa altura em que esta área ainda era pouco desenvolvida em Portugal. E fui percebendo outra coisa igualmente importante: eu não tenho de atuar em tudo, nem quero, nem é suposto. Um bom profissional não tem de saber fazer tudo; tem de saber reconhecer quando precisa de outro profissional. Antes de existir a Uffizi, já articulava o meu trabalho com médicos, nutricionistas, fisioterapeutas e outros profissionais. A clínica nasce também dessa realidade: se já trabalhávamos em conjunto e nos complementávamos, porque não reunir essas competências no mesmo espaço e facilitar esse percurso a quem nos procura? Por que razão quis que entrar na Uffizi Clinic se assemelhasse à experiência de entrar num hotel? A Uffizi nasceu em plena pandemia. Na altura, eu tinha dois consultórios alugados numa clínica que funcionava neste espaço. Com o confinamento, a clínica fechou e acabou por não reabrir. Fiquei sem local para trabalhar. Foi então que falei com o meu marido, o João, e lhe perguntei: “Porque é que não ficamos nós com a clínica toda e chamamos os profissionais com quem já trabalho?” Ele, provavelmente mais louco do que eu, aceitou. Desde o início, tivemos uma certeza: queríamos que as pessoas sentissem que estavam a fazer um check-in num hotel e não simplesmente a entrar numa clínica. O João trabalha como consultor na área da gastronomia e tem o projeto Flavors and Senses desde 2011, ao qual também me liguei mais tarde. Ao longo dos anos, escrevemos sobre hotéis, restaurantes e experiências e fomos percebendo a importância que o ambiente tem na forma como vivemos um lugar. Trouxemos essa preocupação para a Uffizi. Fugimos da imagem tradicional da clínica branca e quase hospitalar, escolhemos cores menos habituais e pensámos em pequenos detalhes: a forma como recebemos a pessoa, o café, o chá, o chocolate, os livros de arte e História ou a música. Queremos que as pessoas se sintam bem e percebam que existe uma história por trás das escolhas que encontram aqui. A ida à Uffizi não deve resumir-se a entrar, sentar-se num sofá, esperar por uma consulta e sair. Como se transforma a multidisciplinaridade em algo real e não apenas numa lista de especialidades? A saúde está naturalmente organizada por especialidades e nós não fingimos que na Uffizi fazemos tudo de forma completamente diferente. O que procuramos garantir é que, dentro dessa organização, existe comunicação. Temos reuniões, discutimos casos e fazemos brainstorming, mas há uma coisa aparentemente simples que também faz uma enorme diferença: convivemos muito. Às vezes estamos na copa a tomar um café e a rir, e nós rimo-nos mesmo muito na Uffizi, e acabamos a discutir questões importantes relacionadas com os nossos pacientes. Essa proximidade facilita a articulação. Um profissional pode perceber determinada necessidade e conversar imediatamente com outro colega. Na saúde mental, por exemplo, nem sempre é fácil encaminhar alguém. Posso sentir que existe uma necessidade e pedir a um dos nossos profissionais estratégias que me ajudem a abordar aquela pessoa até que esteja preparada para aceitar esse acompanhamento. O objetivo nunca é diagnosticar ou tratar aquilo que não nos compete. É reconhecer uma necessidade e saber encaminhar. Tentamos também tornar essa articulação prática. Se uma pessoa está numa consulta de Endocrinologia ou Nutrição e o profissional percebe que seria útil uma avaliação de Enfermagem Estética, estando eu na clínica, não faz sentido obrigá-la a ir à receção, marcar outra consulta e voltar noutro dia. Se posso estar ali dois minutos depois, faço essa avaliação. No fundo, tentamos facilitar a vida às pessoas. Multidisciplinaridade, para nós, não é multiplicar consultas. É conseguir pôr as diferentes competências a comunicar quando são realmente necessárias. Quando alguém chega por causa do peso, da pele, da queda de cabelo ou do cansaço, até que ponto o problema pode estar noutro lugar? Muitas vezes sou o primeiro contacto que a pessoa tem com a Uffizi. Há quem nos procure porque sabe que alguma coisa não está bem, mas não sabe exatamente de que profissional precisa. Nesses casos, posso fazer uma primeira avaliação. Gosto de fazer uma anamnese muito completa. Preciso de perceber as queixas, mas também como é o dia a dia daquela pessoa, como dorme, como se alimenta, como trabalha, qual é o contexto familiar e aquilo que consegue ou não consegue fazer. Um problema aparentemente isolado pode estar relacionado com fatores hormonais, metabólicos, nutricionais, emocionais ou com determinados hábitos. Mas também pode não estar. E esta distinção é muito importante. Existe uma tendência para atribuirmos demasiadas coisas ao comportamento individual. Ouvimos muitas vezes que “todos temos 24 horas por dia e decidimos o que fazemos com elas”. Para mim, isso é uma falácia. Não temos todos a mesma disponibilidade. Há pessoas com filhos pequenos, pessoas que cuidam de familiares, que trabalham por turnos, que têm dificuldades económicas ou simplesmente outras prioridades que não podem desaparecer para poderem ir ao ginásio às oito da manhã ou preparar todas as refeições da semana. Falar de um estilo de vida saudável implica, primeiro, conhecer a vida daquela pessoa. Não se trata de lhe dizer como deveria viver uma vida ideal, mas de perceber o que é possível fazer dentro da vida que realmente tem. E também não podemos assumir que tudo depende do comportamento. Algumas situações exigem avaliação médica e exames que permitam perceber se existe uma alteração hormonal, metabólica ou outra condição. Primeiro percebemos o que está a acontecer. Só depois decidimos o caminho. Saúde da mulher, saúde do homem, menopausa, fertilidade ou longevidade continuam muitas vezes separadas por rótulos. O que significa, para si, olhar para estas fases de forma integrada? Continuamos a compartimentar demasiado as coisas. Gostamos de criar nomes e conceitos para realidades que são muito mais abrangentes. Na própria Uffizi criámos uma área a que chamámos Well Aging e, por vezes, tenho alguma dificuldade com estes termos, Well Aging, Slow Aging, Smart Aging, longevidade, porque não podemos fingir que não são também designações comerciais. Chamam a atenção e ajudam a comunicar uma determinada abordagem, mas não podem simplificar realidades complexas. Quando falamos de saúde da mulher ou de saúde do homem, estamos a falar das diferentes fases do crescimento, desenvolvimento e envelhecimento da mesma pessoa. A puberdade, a fertilidade, a gravidez, o pós-parto ou a menopausa não são acontecimentos isolados. Fazem parte da mesma história. Podemos e devemos olhar para essa história de forma conjunta. O que não podemos é confundir uma visão integrada com a ideia de que existe um único profissional capaz de acompanhar todas essas dimensões. Uma mulher pode ter, em determinada fase, necessidades ginecológicas, hormonais, nutricionais, psicológicas ou relacionadas com a sexualidade. Um homem pode ter questões hormonais, metabólicas, urológicas ou ligadas à saúde sexual. A multidisciplinaridade não significa que todas as pessoas tenham de ser acompanhadas por cinco profissionais. Significa existir uma equipa capaz de perceber quando é necessário envolver outra competência e de comunicar para que esse acompanhamento faça sentido. Integrar não é simplificar. É juntar diferentes competências em torno da mesma pessoa, respeitando os limites de cada área. O acompanhamento pós-cirúrgico marcou o seu percurso. Ainda olhamos demasiado para a cirurgia como um momento isolado? Sem dúvida. É provavelmente uma das áreas que mais marcou o meu desenvolvimento profissional. Depois de quase 20 anos a trabalhar neste campo, é muito interessante assistir à evolução que teve. Hoje existem mais protocolos, mais técnicas e uma preocupação muito maior com o acompanhamento depois de uma cirurgia. Há práticas que agora aparecem como novidade e que já utilizávamos há muitos anos, como o taping, naturalmente quando existia indicação. O mais importante, para mim, é ver esta área ganhar finalmente o peso que sempre defendi que deveria ter e ser cada vez mais assegurada por profissionais com formação e responsabilidade, nomeadamente enfermeiros e fisioterapeutas. Uma cirurgia não começa quando a pessoa entra no bloco operatório e também não termina quando sai. Existe preparação antes e todo um processo posterior de cicatrização, regeneração e recuperação que deve ser acompanhado. E há uma dimensão humana muito importante. Depois de uma cirurgia, a pessoa continua naturalmente a ser seguida pelo cirurgião, mas o enfermeiro ou o fisioterapeuta pode estar com ela duas ou três vezes por semana. Essa proximidade permite acompanhar a evolução, explicar o que está a acontecer, orientar aquilo que pode fazer em casa e identificar precocemente alterações que devam ser avaliadas. Também ajuda a pessoa a compreender que tem um papel ativo na própria recuperação. Por isso, para mim, o acompanhamento pré e pós-cirúrgico não é um complemento. Faz parte do processo. Numa área dominada por tendências, o que é mais difícil: informar sem vender ou dizer “não” ao tratamento que todos estão a pedir? As duas coisas estão muito ligadas. “Conhecimento é a primeira forma de tratamento” não é apenas uma frase bonita que colocámos na comunicação da Uffizi. É algo em que acreditamos verdadeiramente. Começámos há cerca de um ano a terminar os nossos vídeos com essa frase porque acreditamos que pessoas mais informadas conseguem tomar melhores decisões sobre a própria saúde. Não queremos dizer às pessoas que têm de fazer A, B ou C. Queremos dar-lhes conhecimento suficiente para poderem decidir, conscientemente, se querem fazer A, B ou C. Isso é particularmente importante numa altura em que a desinformação, a pseudociência e os mitos circulam nas redes sociais a uma velocidade enorme. Um conteúdo sem fundamento pode tornar-se viral e ter consequências reais. Foi também por isso que reduzimos a componente mais comercial da nossa comunicação. Muitos conteúdos poderiam terminar com um “marque já a sua consulta”, mas preferimos que tenham valor por si próprios. Claro que somos uma empresa. Uma clínica privada precisa de faturar e não tenho qualquer problema em assumir isso. Mas também tem de existir transparência, honestidade e ética na forma como esse negócio é feito. Na estética, todos os anos surgem novos tratamentos acompanhados por uma enorme exposição nas redes sociais. O problema é que a evidência científica nem sempre evolui à mesma velocidade das tendências. Há procedimentos que decidimos não disponibilizar porque consideramos que ainda não existem evidência ou segurança suficientes ou porque não encontramos benefícios que justifiquem o investimento do paciente. E isso pode significar perder negócio. Sabemos que, se não fizermos determinado tratamento, a pessoa pode procurá-lo noutra clínica. Tem toda a liberdade para isso. Mas prefiro dizer: “Neste momento, não fazemos porque não estamos suficientemente convencidos dos benefícios ou da segurança” do que disponibilizá-lo apenas porque está a ser muito procurado. Podemos mudar de opinião quando muda a evidência. O que não queremos é mudar de princípios só porque apareceu uma nova tendência. Na Uffizi trabalham casais, amigos e pessoas que já se conheciam antes da clínica. Amor e trabalho podem, afinal, misturar-se? Acho que desafiámos um bocadinho aquela máxima de que amor e trabalho não se misturam, ou de que amor e dinheiro não se misturam. Eu acho que é mentira. Misturam, sim! Eu e o meu marido somos sócios e gerimos a clínica em conjunto. Temos também vários casais na equipa e muitas relações de amizade que já existiam antes da Uffizi. Muita gente olha para isto e diz imediatamente que marido e mulher não devem trabalhar juntos porque vão acabar por se zangar. Eu, sinceramente, acho que funciona lindamente. Há uma ligação emocional entre nós e acredito que isso pode melhorar o trabalho: aumenta a confiança, a disponibilidade para nos envolvermos e até a forma como estamos quando recebemos e acompanhamos alguém. Obviamente que nos chateamos. Mal seria se não acontecesse. A vida seria muito aborrecida se estivéssemos sempre de acordo. Mas conversamos e resolvemos, como em qualquer relação. Não posso dizer que esta seja uma forma mais eficaz de gerir uma clínica porque nunca geri uma equipa composta por pessoas que não se conheciam anteriormente. Não tenho esse termo de comparação. Sei apenas que este é o nosso modelo e que, ao fim de seis anos, funciona muito bem. Existe confiança, proximidade e uma relação muito forte entre a equipa. Espero que continue assim durante muitos anos. O Uffizi Renascimento nasceu de uma história individual. Quando é que essa história se transformou num projeto de responsabilidade social? Acredito que as entidades privadas de saúde têm responsabilidade social e acredito também que muitas já a assumem, mesmo quando não o comunicam. Não considero que a Uffizi esteja a fazer algo único ou extraordinariamente diferenciador por ter um projeto social. Acho que todos nós, enquanto sociedade, temos alguma responsabilidade em contribuir. O Uffizi Renascimento nasceu de uma situação muito concreta. Conheci a Catarina Tavares num evento e ela acabou por partilhar comigo parte da sua história. Depois da gravidez, tinha tido um aumento significativo de peso e estava com dificuldade em conseguir fazer essa mudança sozinha. Percebi que talvez pudéssemos ajudá-la e decidimos proporcionar-lhe um acompanhamento multidisciplinar na Uffizi. Inicialmente pensámos num ano, mas rapidamente percebemos que um processo desta natureza não termina simplesmente quando se atinge determinado objetivo. A Catarina continua connosco numa fase de manutenção. O sistema público de saúde é fundamental, mas sabemos que nem sempre consegue responder de imediato a todas as necessidades. Acredito que, nesse espaço, também existe responsabilidade por parte das entidades privadas. Foi a partir da história da Catarina que percebemos que podíamos estruturar melhor esta vertente e criar um projeto que gostaríamos de repetir todos os anos. Começámos com uma pessoa porque é um acompanhamento muito próximo e prolongado. Com o tempo, esperamos conseguir chegar a mais. O nome Uffizi leva-nos a Florença, ao Renascimento e ao estudo do corpo humano. O que revela essa escolha sobre a forma como olha para a saúde? Tem uma componente muito pessoal. Florença é a minha cidade favorita no mundo e o Renascimento é o meu período favorito da História. Quando pensámos no nome da clínica, essa ligação teve naturalmente muito peso. Uffizi remete diretamente para a Galleria degli Uffizi, em Florença, e existe também uma ligação ao corpo humano que sempre me interessou muito. O Renascimento foi um período extraordinário no estudo da anatomia e das proporções humanas. Artistas e estudiosos procuraram compreender o corpo de forma cada vez mais rigorosa para o conseguirem representar com maior realismo e precisão. O nosso logótipo nasce precisamente dessa ideia. São linhas contemporâneas inspiradas no Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci, desenhadas pela nossa amiga Alejandra Jaña. Mas quisemos trazer essa referência para a atualidade. Na Uffizi, queremos estudar o corpo, mas também a mente, o comportamento e tudo aquilo que influencia a saúde de uma pessoa. Não procuramos proporções perfeitas como se estivéssemos perante uma obra de arte. Procuramos conhecimento suficiente para proporcionar o melhor acompanhamento possível a cada pessoa. E acho que, nesse sentido, cuidar de alguém também é uma forma de arte. Quando lançámos a Uffizi, a nossa primeira frase era “A arte de cuidar de si”. Entretanto, a comunicação evoluiu e hoje dizemos “Conhecimento é a primeira forma de tratamento”, porque sentimos que representa melhor aquilo que fazemos. A arte continua, no entanto, muito presente na clínica. Temos obras de artistas portugueses e internacionais e peças com uma ligação pessoal à nossa história. Não estão ali apenas porque ficam bonitas numa parede. Queremos que despertem curiosidade e que exista uma narrativa por trás delas. Talvez seja essa a melhor forma de explicar a Uffizi: pegar numa referência ao Renascimento, ao estudo minucioso do corpo humano e à arte e trazê-la para um espaço onde procuramos cuidar da pessoa na sua plenitude, corpo e mente, com conhecimento, rigor e, espero, também alguma beleza no processo. Morada: Rua Pedro Homem de Melo, 415, 4150-600 Porto Contactos: 22 010 2974 | 936 061 586 E-mail: uffiziclinic@gmail.com Facebook: Uffizi Clinic Instagram: @uffiziclinic Site: uffiziclinic.pt Desfolhar o milho, pisar uvas e fazer broa como os nossos avós faziam. De 7 a 11 de outubro, a Festa das Colheitas está de regresso a Vila Verde “Uma ruga na testa pode começar num problema de visão”
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