SAÚDE/Saúde Infantil A nova clínica da Fadinha Flor, em Braga, ensina-nos que o amor é o melhor amigo da saúde oral das crianças By Revista Spot | Dezembro 23, 2025 Dezembro 23, 2025 Share Tweet Share Pin Email Quando se empurra a porta da nova clínica da Fadinha Flor entramos no mundo da infância. Tudo parece mais leve, como se alguém tivesse soprado pó de estrelas sobre o medo e as paredes são da cor do algodão-doce em dias de festa e dos sonhos que embalam. As borboletas pousam nas paredes como ideias boas que decidiram ficar. E há dentes fofinhos onde nos sentamos, como pequenos tronos de coragem, feitos para corpos pequenos e histórias grandes. A parede “Parede das Zero Cáries” é um lugar onde se celebram superpoderes. E, como no mundo da Alice no País das Maravilhas, percebe-se depressa que aqui os objetos não assustam, explicam. A consulta é uma travessia bonita. E a Fadinha Flor, com a delicadeza de quem sabe o peso dos medos pequenos, guia esta travessia como se dissesse, sem dizer, “estás seguro, eu vou contigo”. No mundo da Fadinha Flor Há crianças que entram num consultório como quem entra num sítio desconhecido: a mão presa à do pai, o olhar a medir distâncias, o corpo a perguntar, em silêncio, se ali vai doer. E há lugares que começam por desfazer esse nó antes de qualquer cadeira reclinar. Na história da Fadinha Flor, a diferença sempre esteve nos detalhes que parecem pequenos, mas mudam tudo: instrumentos com nomes inventados, uma “tempestade” para afastar os “bichinhos” dos dentes, um crocodilo pronto a enfrentar as cáries, uma roleta no fim, a parede de mérito e, sobretudo, a certeza de que ali ninguém era apressado. Porque, quando se trabalha com crianças, a informação e o carinho não gostam de pressa. Agora, essa filosofia ganhou casa própria, em Braga. Uma clínica com o nome e a visão da odontopediatra, nascida de um percurso feito de rigor, empatia e propósito e de uma ideia que atravessa tudo: a saúde oral infantil não é um recorte do corpo, é um cruzamento. Crescimento, respiração, sono, alimentação, hábitos, emoções. E, no centro, a criança inteira. Uma clínica onde a coragem das crianças é tratada com tempo Há inaugurações que são apenas mudanças de morada. E há outras que são uma espécie de declaração: um “agora” dito com mãos firmes, depois de anos a cuidar em silêncio, consulta após consulta, medo após medo, sorriso após sorriso. “Depois de tantos anos de aprendizagem, de prática clínica e de crescimento humano e profissional, dar este passo significa assumir, com inteira consciência, quem sou enquanto profissional”, diz Fadinha Flor. A frase tem o peso de quem sabe que a competência não se mede só por diplomas: mede-se pela responsabilidade de estar à altura da confiança de uma família e de proteger, com delicadeza firme, a memória que uma criança levará daqui. Abrir uma clínica com o seu nome e a sua visão é mais do que um projeto; é um compromisso. “É dedicar amor e aconchego, é a conquista de um percurso feito com rigor, empatia e propósito.” E há, nesta decisão, uma liberdade serena: a de trabalhar com coerência, de investir na equipa, na formação contínua e em abordagens baseadas na evidência. Identidade: segurança, transparência e amor genuíno Numa área em que muitos espaços tentam “distrair” o medo, esta clínica escolhe algo mais profundo: construir confiança. “Quero que sintam segurança, confiança e o amor genuíno.” Para os “pequenos príncipes e princesas”, o objetivo é claro: um lugar onde se sintam respeitados, escutados e tranquilos; onde o medo dá lugar à curiosidade, e a ida ao dentista pode ser vivida de forma positiva e feliz. Para as famílias, a identidade passa por transparência, proximidade e coerência. Há tempo para explicar. Há espaço para dúvidas. Há decisões partilhadas, sem a pressão do relógio. Num tempo em que tantos cuidados de saúde se tornaram um circuito rápido, esta escolha tem qualquer coisa de contracorrente e de essencial. Inovação: diagnosticar cedo, tratar com leveza, acompanhar o crescimento A palavra “inovação” anda gasta. Mas, em odontopediatria, inovar pode ser muito concreto: diagnosticar mais cedo, intervir no momento certo, tratar de forma mais conservadora e acompanhar o desenvolvimento com rigor, como quem protege uma casa antes de aparecer a primeira fissura. No ADN da clínica, Fadinha Flor destaca tecnologias de diagnóstico precoce e acompanhamento digital: documentação fotográfica e digital sistemática, planeamento individualizado e seguimento rigoroso da evolução do crescimento orofacial. Isto permite decisões mais ajustadas e, muitas vezes, menos invasivas, mais leves no corpo e mais suaves na memória. A grande diferença, porém, não está apenas no digital: está na visão funcional e interdisciplinar. A aposta numa abordagem miofuncional, a ortopedia funcional dos maxilares em fase precoce com aparelhos ortopédicos removíveis, a integração da terapia miofuncional orofacial e a avaliação criteriosa dos freios orais apontam para uma odontopediatria que quer “tratar a causa e não apenas a consequência”. Em vez de esperar pelo problema, lê-se o corpo com antecedência: respiração, postura da língua, mastigação, deglutição, hábitos que podem marcar o desenvolvimento craniofacial e, com ele, a qualidade de vida. A experiência infantil: do consultório a um lugar seguro “Foi pensada a partir do olhar da criança.” O objetivo não foi disfarçar o consultório, mas transformá-lo num ambiente onde a criança se sente segura, respeitada e envolvida. O espaço privilegia luz natural, cores suaves, materiais quentes e uma escala desenhada para os mais pequenos, sem excesso de estímulos, sem o frio típico do “ambiente clínico”. A experiência começa antes de sentar na cadeira: há tempo para explorar, perguntar e ganhar confiança. A comunicação é adaptada à idade, simples e honesta. Aqui, a criança é parte do processo. Do ponto de vista clínico, a abordagem passa por protocolos de odontopediatria minimamente invasiva e técnicas de controlo da dor e da ansiedade ajustadas ao ritmo individual. “Não forçamos, não apressamos, e valorizamos cada pequena conquista.” Para quem conhece o impacto de uma má primeira experiência, e como ela pode marcar anos de evitamento, esta é talvez a inovação mais valiosa: cuidar da memória. Deixar a porta aberta para o regresso. Boca, corpo e desenvolvimento: uma visão integrativa Na Fadinha Flor, a saúde oral infantil é entendida como parte de um sistema maior e isso, na prática, significa olhar para além das cáries e dos dentes a nascer. Desde a primeira avaliação, observa-se não só dentes e gengivas, mas também padrões de respiração, mastigação, deglutição, postura lingual e qualidade do sono. Sinais tantas vezes desvalorizados, respiração oral, ronco, cansaço diurno, dificuldades de mastigação, seletividade alimentar, são lidos como indicadores clínicos relevantes. Porque são. E porque, quando se intervém cedo, a criança pode ganhar não apenas um sorriso mais saudável, mas também um sono melhor, uma respiração mais eficiente e um desenvolvimento mais equilibrado. A nutrição entra aqui sem moralismos e com pragmatismo: consistência alimentar, desenvolvimento mastigatório, impacto dos hábitos no crescimento orofacial e na saúde oral. E, sempre que necessário, existe articulação com outros profissionais de saúde, porque a boca não vive isolada do resto do corpo. Equipa-família: uma cultura que se sente no atendimento Abrir uma clínica é também liderar pessoas. E a forma como uma equipa se sente por dentro revela-se por fora: na paciência, na consistência, na calma que não se finge. “Mais do que profissionais competentes, o propósito é construir uma equipa que se sinta em casa, unida e verdadeiramente comprometida com o projeto.” Confiança, apoio mútuo e partilha; um lugar onde se pode pedir ajuda, aprender, errar e crescer. Os valores são diretos, empatia, respeito, responsabilidade e coração, e isto, com crianças, não é detalhe: é estrutura. Uma criança percebe tudo. E uma clínica que cuida da sua equipa quase sempre cuida melhor das famílias. Educação em saúde: a consulta que continua em casa A clínica nasce também como espaço de educação contínua, não apenas de tratamento. A missão formativa começa no acolhimento e prolonga-se em cada consulta, conversa e gesto. Pais informados sentem-se mais seguros; crianças compreendidas tornam-se participantes ativas do seu cuidado. Aqui, prevenção não é um folheto entregue à saída: é explicada, mostrada e treinada, com linguagem simples, sem julgamentos, com orientações claras e tempo para dúvidas. “Mais do que transmitir informação, o objetivo é criar consciência, autonomia e confiança.” E isso é transformador: quando a clínica educa, o cuidado ultrapassa as paredes do consultório e instala-se na rotina, no lavatório, antes de dormir, todos os dias. A empreendedora: entusiasmo, medo e uma responsabilidade nova Há uma honestidade bonita na forma como Fadinha Flor descreve a transição: “um misto de entusiasmo e medo que ainda se mantém.” O sonho a ganhar forma e, ao mesmo tempo, o peso de fazer tudo acontecer. Já não se cuida apenas de crianças; cuida-se de pessoas, processos, equipa e propósito. Mas é também crescimento: aprender a delegar, errar, ajustar. Trocar a segurança do “já sei” pela coragem do “vou aprender”. E descobrir que empreender, quando alinhado com valores, pode ser uma das formas mais bonitas de exercer a medicina, cuidando e construindo algo que fica. Uma clínica com lugar na cidade A dimensão comunitária faz parte do horizonte e não é uma ideia abstrata: programas em escolas sobre higiene oral e hábitos já existiam antes e a vontade é expandir, criar protocolos com instituições e levar conhecimento e orientação prática a mais famílias. A clínica quer ser também isso: educação, apoio e transformação social. Porque há cuidados que são também justiça. O futuro: mais prevenção, mais função, mais humanidade Nos próximos 10 anos, a odontopediatria tenderá a ser cada vez mais preventiva, mais personalizada e mais integrada com o desenvolvimento orofacial e o bem-estar global. A clínica prepara-se para esse futuro com protocolos de prevenção, tecnologia digital, trabalho interdisciplinar e ações educativas. Mas o futuro não se mede apenas pelo que a tecnologia consegue fazer. Mede-se pelo que a experiência consegue evitar: medo, trauma, adiamento, dor desnecessária. Se esta clínica tiver sucesso, será por isto, por ensinar uma geração de crianças que cuidar da boca pode ser leve e que a saúde, muitas vezes, começa numa consulta onde alguém teve tempo. Onde a coragem foi tratada com doçura, como se fosse uma coisa frágil e preciosa. Morada: Rua da Restauração 115, 4710-428 Braga Contacto: 928 470 765 (chamada para a rede móvel nacional) Facebook: Fadinha Flor Instagram: @fadinha_flor www.fadinhaflor.com “O que a pessoa vive como ‘emoção’ pode ser, na base, um estado fisiológico crónico” “Existem mais de 4000 doenças dermatológicas. A pele é um órgão, não uma tendência de skincare”
NUTRIÇÃO Eat Fit lança refeições funcionais, prontas a comer, para gestão de peso, intestino e inflamação Há uma pressa diferente em Portugal, a pressa de viver bem. Entre reuniões, filhos, trânsito e compromissos, muitas pessoas não…
Psicologia “O que a pessoa vive como ‘emoção’ pode ser, na base, um estado fisiológico crónico” Há um cansaço que não cabe na palavra “stress”. Não vem apenas do trabalho, mas de um quotidiano desenhado para…
DERMATOLOGIA “Existem mais de 4000 doenças dermatológicas. A pele é um órgão, não uma tendência de skincare” Hoje, a pele é tratada como montra: “glow”, “anti-age”, rotinas de 12 passos, ácidos que se compram como se fossem…