Construção/Decoração/Materiais E se no futuro todos tivéssemos um spa em casa? O Wellness 2.0 não é apenas uma tendência, é a verdadeira revolução do bem-estar By Revista Spot | Maio 12, 2025 Maio 13, 2025 Share Tweet Share Pin Email Como viver em harmonia num mundo em constante mudança? Para Valter Mergulhão, CEO da Living Pool & Wellness, a resposta está no conceito de Wellness 2.0, uma nova forma de encarar o bem-estar. Esta abordagem propõe uma reconfiguração dos espaços que habitamos, criando ambientes que favorecem o equilíbrio, a saúde e o autocuidado. Imagine, por exemplo, ter um home spa em casa, onde cuidar do corpo e da mente deixa de ser um luxo ocasional para passar a fazer parte da rotina diária. Numa sociedade cada vez mais acelerada e imprevisível, o segredo está em saber adaptar o nosso ambiente às nossas necessidades. “O Wellness 2.0 é uma pausa necessária, que nos ajuda a reconectar com o que realmente importa. Ao integrar soluções inovadoras no dia-a-dia, melhoramos a qualidade de vida e desenvolvemos a resiliência necessária para enfrentar os desafios. Vivemos tempos exigentes, mas a verdadeira transformação começa dentro de casa e dentro de nós, no espaço onde nos permitimos ser autênticos”, afirma Valter Mergulhão. O que é que despertou a sua paixão pelo universo do wellness e em que momento percebeu que queria transformar este setor? Na verdade, foi um processo bastante orgânico, não houve um momento específico ou uma epifania clara. Sempre senti, desde muito cedo, que tudo aquilo em que me envolvesse, especialmente a nível profissional, teria de ser vivido com autenticidade, coerência e verdade. Isso é uma parte inegociável da minha personalidade. Ao olhar para trás, percebo que tudo o que fui fazendo ao longo da vida contribuiu para este percurso. Mesmo quando as escolhas não pareciam totalmente racionais na altura, hoje tudo faz sentido. É como se o wellness, enquanto estilo de vida, filosofia e prática, estivesse sempre presente, mesmo antes de eu lhe dar esse nome ou esse propósito mais estruturado. Transformar este setor não veio de um impulso comercial, mas sim de uma vontade genuína de melhorar a forma como as pessoas vivem, sentem e se relacionam com o seu corpo, mente e espaço. Após décadas de experiência na indústria de spa e bem-estar, tive o privilégio de explorar inúmeras experiências ao redor do mundo que me mostraram que o wellness em Portugal precisa de ser revitalizado. Que aprendizagens ou visões mais impactantes trouxe da sua experiência internacional? Viajar sempre foi uma das minhas grandes paixões e, por natureza, sou extremamente curioso. Gosto de perceber como os outros vivem, o que valorizam, como integram a natureza, o silêncio, os rituais e até o tempo nas suas rotinas de bem-estar. Essa curiosidade levou-me a desenvolver um espírito crítico e uma sensibilidade para identificar o que é autêntico, o que é imposto e o que é adaptado com respeito. Uma das aprendizagens mais valiosas que trouxe foi a importância do aculturamento dos projetos, ou seja, respeitar o lugar, as pessoas e a história antes de intervir. Por exemplo, no México, visitar um cenote foi uma experiência marcante. Não se trata apenas de beleza natural, mas da forma como aquele espaço milenar foi integrado num conceito de bem-estar com respeito e simplicidade. O mesmo se aplica aos temazcals (saunas tradicionais), ou ao hotel na Suécia que visitei, imerso na floresta, onde a arquitetura não invade, mas quase desaparece, permitindo que a natureza seja a verdadeira protagonista. Foram imensas as viagens em que uni investigação, lazer e trabalho. Tive uma experiência numa sauna na Finlândia, partilhada com desconhecidos, seguida por um mergulho num lago gelado, que me mostrou, por exemplo, a dimensão social e quase espiritual do wellness nórdico, algo que vai muito além do ‘produto’ e que toca verdadeiramente na essência do ser humano. A abordagem centrada no utilizador é uma das marcas da Living Pool & Wellness? Sem dúvida. Não consigo conceber um projeto que não parta do ponto de vista do utilizador. A nossa abordagem é completamente centrada no ser humano. Muitas vezes, os espaços de wellness são desenhados com uma lógica puramente estética ou técnica, mas esquecem-se do essencial: como é que as pessoas vão sentir-se ali? O que é que vão ouvir, cheirar, tocar, experimentar? Que tipo de emoções vai despertar aquele espaço? Portugal é um país que vive do turismo, quase 18% da economia está ligada direta ou indiretamente a este setor, mas muitas vezes não desenvolvemos infraestruturas pensadas verdadeiramente para o bem-estar humano. Falta-nos uma arquitetura emocional, sensorial, desenhada com empatia. E é aí que procuramos fazer a diferença: escutando, observando e cocriando experiências transformadoras. O setor do wellness é uma tríade entre emoção, estética e funcionalidade. É um desafio equilibrar investigação, disrupção, criatividade e estratégia? Completamente. Esta pergunta capta precisamente uma das maiores tensões internas que sentimos enquanto empreendedores no setor do wellness: a de equilibrar visão e viabilidade. É essa aparente contradição, entre sonhar e agir, entre criar e sustentar, que torna o nosso trabalho desafiante, mas também profundamente significativo. Portugal não é, estruturalmente, um país com capacidade de massificação a nível industrial ou económico. E, nesse sentido, o caminho passa pela segmentação, pela diferenciação e pela especialização com identidade. A nossa vantagem competitiva está na autenticidade, na capacidade de criar experiências personalizadas, sustentadas em conhecimento, ciência, tradição e inovação e não em replicar modelos internacionais baseados na escala. O wellness é um setor profundamente sensível às tendências, mas também muito permeável a modas. E isso traz um risco: a padronização do que deveria ser profundamente pessoal. Por vezes, o mercado global impõe narrativas e inunda-se o mercado com soluções padronizadas, desvalorizando aquilo que é verdadeiramente necessário para o consumidor real, no seu contexto. É por isso que trabalhar com wellness é, mais do que vender produtos ou serviços, é, acima de tudo, desenvolver consciência. Muitas vezes o trabalho passa por desconstruir ideias pré-concebidas, quase impostas pelo marketing ou pelo ruído digital, e reconstruir relações mais genuínas com o bem-estar. O conceito de slow living desafia a sociedade acelerada em que vivemos. Como é que os espaços de wellness podem evoluir para serem vistos como parte essencial do dia-a-dia? O slow living é, cada vez mais, um ato de resistência. Numa sociedade que glorifica o ‘estar ocupado’, aprender a abrandar tornou-se uma competência essencial, não apenas para a saúde mental, mas para a nossa longevidade física e emocional. O wellness já não é apenas um spa, uma massagem ou um batido verde. Hoje, fala-se de wellness em múltiplas dimensões: física, emocional, espiritual, ocupacional, social, intelectual e ambiental. Um cabeleireiro pode ser um espaço de wellness. Um pequeno café com menus sazonais e saudáveis também. A nutrição funcional, o exercício físico consciente, a saúde mental preventiva, tudo isto se interliga num ecossistema de bem-estar integral. O desafio está em democratizar o acesso sem banalizar a experiência. Para isso, precisamos de repensar o próprio modelo de vida urbana: promover a arquitetura do descanso, criar rotinas de reconexão, e oferecer soluções acessíveis que respeitem o tempo e o corpo de cada um. O nosso corpo dá sinais. Sempre deu. A nossa intuição fala connosco, mas perdemos o hábito de escutar. E quando nos voltamos a ouvir, seja através da meditação, do silêncio, da atividade física ou simplesmente de uma pausa consciente, percebemos que o bem-estar não é um extra, é uma base. Associamos frequentemente o wellness à silver economy, mas o bem-estar não tem idade. A saúde e o bem-estar serão a grande moeda de troca do futuro? Não só do futuro, já o são no presente. A diferença é que agora temos mais consciência disso. Vivemos mais, mas queremos, acima de tudo, viver melhor. E isso exige uma mudança profunda no paradigma da saúde: da resposta à prevenção, da doença à vitalidade, do tratamento ao equilíbrio. Portugal tem uma oportunidade única na economia do envelhecimento. O chamado turismo sénior, por exemplo, pode ser um pilar estratégico, não só pelo potencial económico, mas também pela valorização do território, da tradição termal, da gastronomia e do nosso clima. Já fomos referência: o primeiro hospital termal do mundo foi em Caldas da Rainha. Temos herança, mas precisamos de reaprender a usá-la. Contudo, para que isso aconteça, é essencial abandonar a visão geriátrica estigmatizada. Os espaços para envelhecimento ativo não podem ser tristes, clínicos, desatualizados. Devem ser vibrantes, integradores, centrados na autonomia e na dignidade. A silver economy é um setor que cresce de forma acelerada, e quem souber acolher esta geração com qualidade, respeito e inovação estará a investir no futuro do país. O conceito de Wellness 2.0 está a redefinir o setor? O conceito de Wellness 2.0 está a marcar uma nova era no setor do bem-estar. Já não se trata apenas de espaços bonitos ou experiências pontuais, mas de uma abordagem integrada e centrada no utilizador. Esta nova geração de wellness vai muito além do luxo, foca-se na funcionalidade, na sustentabilidade, na personalização e na eficácia dos serviços e infraestruturas. Enquanto profissional da área, senti necessidade de compreender a evolução histórica das práticas de bem-estar e isso levou-me a estudar o conceito de Wellness 2.0, que emerge numa fase em que deixamos de falar de massificação (como no Wellness 1.0) e passamos a exigir soluções mais criteriosas, com impacto real na qualidade de vida das pessoas. Estamos numa fase de transição. É preciso formar decisores, arquitetos, hoteleiros e equipas de gestão para que compreendam que um spa ou zona de bem-estar não é um acessório decorativo, mas sim um verdadeiro ativo estratégico, com impacto direto na reputação e na fidelização dos clientes. Que transformações são essenciais para acompanhar as novas exigências dos clientes? As principais transformações passam pela educação e consciencialização do cliente. Ainda existe uma enorme lacuna entre aquilo que se idealiza visualmente (inspirado por redes sociais ou IA generativa) e o que é possível executar de forma tecnicamente viável, segura e sustentável. É urgente ensinar o cliente a pensar o wellness não só como uma tendência estética, mas como uma experiência funcional, com manutenção a longo prazo e coerência entre forma e uso. Além disso, há um desafio sério relacionado com a escassez de mão-de-obra qualificada, tanto na construção como na operação dos espaços. As fábricas enfrentam dificuldades por falta de matérias-primas e recursos humanos, e isso afeta toda a cadeia, desde o projeto até à manutenção. Estamos a entrar numa fase onde a procura já ultrapassa claramente a capacidade de execução. Isso traz implicações: os custos vão aumentar e será cada vez mais comum ver clientes dispostos a pagar mais para garantir prioridade de entrega. O futuro exigirá calendarização, planeamento e uma mudança profunda de mentalidade por parte do consumidor. O conceito de home spa cresceu imenso nos últimos anos. Como acredita que será o spa residencial do futuro? O home spa está a deixar de ser um luxo e a tornar-se uma extensão natural da casa de quem valoriza o bem-estar. E isso tem um motivo muito claro: as pessoas experienciam sensações agradáveis em hotéis e spas, e querem transportar esse sentimento de conforto, calma e regeneração para o seu dia-a-dia. Curiosamente, hoje em dia, há quem tenha em casa instalações de wellness melhores do que em algumas unidades hoteleiras de 4 e 5 estrelas. Isto revela um desalinhamento grave entre o que os hotéis oferecem e o que o cliente atual espera. Muitas vezes falta visão de longo prazo. Investe-se na estética, mas negligencia-se a experiência do utilizador, a manutenção e a formação da equipa. O spa residencial do futuro será inteligente, eficiente em termos energéticos, fácil de manter, e completamente adaptado ao estilo de vida de quem o utiliza. E, acima de tudo, terá de ser funcional. Porque de nada serve ter um projeto visualmente incrível, se depois não se consegue operar, manter ou sequer usar da forma correta. A sustentabilidade já não é uma opção, mas um pilar essencial no design wellness. Como é que a Living Pool & Wellness integra esse compromisso nos seus projetos? Hoje, mais do que nunca, percebemos que o design para o bem-estar não pode estar dissociado da responsabilidade ambiental. Na Living Pool & Wellness, integramos a sustentabilidade de forma transversal, desde a conceção à execução dos projetos. Apostamos na utilização de materiais locais sempre que possível, reduzindo a pegada ecológica associada ao transporte e apoiando a economia circular. Além disso, evitamos materiais altamente poluentes, como o betão em excesso, que é uma das indústrias mais emissoras de CO₂,. Optamos por soluções alternativas, mais sustentáveis, mesmo que isso implique maior investimento de tempo e esforço. Acreditamos que cada decisão, por mais pequena que pareça, contribui para um impacto positivo. Por fim, damos grande ênfase à durabilidade e à manutenção consciente: um projeto bem pensado desde a origem, com formação adequada ao cliente para o uso e conservação, será naturalmente mais sustentável a longo prazo. Fugimos do descartável, do imediatismo, e promovemos uma cultura de longevidade e de escolhas conscientes. O que distingue um projeto de wellness excecional de um projeto apenas funcional? Um projeto excecional de wellness é aquele que, no final, faz sentido para quem o vive. Não é apenas funcional, é emocionalmente envolvente, é duradouro, é intencional. Quando um cliente olha para o resultado e sente um brilho nos olhos, sente que o investimento valeu a pena, é porque conseguimos entregar algo que transcende o material. Criámos uma experiência que promove bem-estar físico, mental e emocional. Na nossa visão, um projeto verdadeiramente diferenciador tem uma alma. Envolve o utilizador, adapta-se à sua cultura, valores e estilo de vida. Trabalhamos frequentemente com clientes internacionais — norte-americanos, nórdicos, asiáticos — e é essencial desconstruir ideias preconcebidas para criar algo que, mesmo com influências globais, esteja profundamente enraizado nas necessidades do cliente. É esse o nosso objetivo: sermos parceiros críticos e conscientes do cliente, mesmo que isso implique dizer ‘não’ a ideias mal fundamentadas. Preferimos perder um negócio a comprometer a qualidade ou a coerência do projeto. As futuras gerações vão valorizar mais experiências do que bens materiais. Como imagina a experiência de wellness daqui a 10 anos? As gerações mais novas já mostram sinais de quererem mais tempo de qualidade, mais conexão, menos ruído. E o wellness vai evoluir nesse sentido: será cada vez mais integrador, mais familiar, mais ligado ao essencial: ouvir o corpo, abrandar o ritmo, valorizar o momento. Imagino espaços de wellness projetados para serem vividos em família, com filhos, desde cedo. É curioso como hoje ainda é difícil, por exemplo, uma criança usufruir de uma sauna num hotel, as regras muitas vezes proíbem. Mas porquê? Se bem orientada, a experiência pode ser educativa, saudável e marcante para os mais novos. Pessoalmente, tive de construir uma sauna em casa para poder partilhá-la com a minha família. É o nosso ritual de conexão, de pausa, de equilíbrio. Tal como antigamente se reunia a família à volta de uma refeição ao domingo, hoje podemos promover esses encontros em torno da saúde e do bem-estar. O futuro do wellness passará por criar ambientes que acolhem o humano na sua totalidade — corpo, mente, emoções e relações. E isso, para mim, é o verdadeiro luxo: viver com intenção, rodeado de experiências que alimentam, cuidam e conectam. No futuro, acredita que o wellness será integrado no urbanismo e na arquitetura das cidades? Sim, acredito sinceramente que essa integração é inevitável e, mais do que isso, necessária. Já começamos a ver uma maior sensibilidade por parte de urbanistas e arquitetos em relação ao bem-estar das pessoas. A pandemia da COVID-19 trouxe consigo uma grande tomada de consciência: fomos obrigados a parar, a olhar para dentro, a reconhecer a importância da saúde mental, da conexão com a natureza e do equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Neste contexto, o conceito de wellness deixou de ser um luxo ou tendência e passou a ser um pilar essencial na forma como queremos viver. Os arquitetos começam a desenhar espaços que favorecem a luz natural, a ventilação cruzada, o silêncio, a presença do verde, a biofilia. E a sustentabilidade, nesse panorama, não pode ser esquecida, ela é parte integrante deste ecossistema de bem-estar. Portanto, acredito, e espero, que o futuro do urbanismo caminhe lado a lado com o wellness. Que legado gostaria de deixar na indústria do bem-estar? Gostava de deixar um legado simples, mas verdadeiro: contribuir com aquilo em que acredito, com aquilo que faz sentido para mim e para os que me rodeiam. Fui escoteiro durante muitos anos e há um princípio que ficou comigo para a vida: “deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrámos.” Tento aplicar isso diariamente, seja com a minha família, com os meus filhos, seja com as pessoas com quem trabalho. Tenho um espírito de cuidado e de proteção que me leva a desejar que os meus filhos cresçam num mundo que os saiba acolher, respeitar e cuidar. O meu filho vive com diabetes tipo 1, e esse desafio, que é imenso, deu ainda mais profundidade ao meu propósito. Aquilo que construímos com esta empresa tem como missão criar consciência e educação para o bem-estar, sem imposições, sem dogmas. Só sensibilização. Aqui em casa, por exemplo, os meus filhos fazem sauna, utilizam o gelo, experimentam infravermelhos, não porque os obriguei, mas porque se sentiram bem, perceberam os benefícios e criaram uma relação com essas práticas. Isso, para mim, é educação: dar mundo, oferecer possibilidades e ajudar a tomar decisões com autonomia e espírito crítico. O que significa, para si, criar um espaço de wellness verdadeiramente transformador, seja num hotel, num centro urbano ou em casa? Para mim, um espaço de wellness transformador tem de ser, acima de tudo, personalizado. Tem de respeitar a individualidade de cada pessoa. O verdadeiro impacto vem dessa escuta ativa: perceber quem está à nossa frente, que necessidades tem, e o que realmente o faz sentir-se bem. Claro que desejava que o futuro do wellness fosse assim: mais tailor-made, mais à medida. Mas há aqui um dilema. O mercado global tende a uniformizar e isso, honestamente, assusta-me. Vivemos num mundo em que quem tem mais poder económico dita as regras. E muitas vezes, essas regras ignoram por completo a diversidade cultural, os contextos locais e as necessidades reais das pessoas. Estamos a caminhar para uma espécie de ‘wellness fast food’: tudo padronizado, massificado, formatado para escalar rapidamente, mas com pouco conteúdo real. E isso é um risco. Corremos o perigo de perder o espírito crítico, de seguir tendências sem perguntar se fazem sentido para nós. E de transformar o bem-estar num produto aborrecido, sem alma. Gosto de usar a analogia da restauração: podemos ir a um restaurante de comida rápida ou podemos escolher um espaço onde nos oferecem uma verdadeira experiência gastronómica. O bem-estar é igual. E Portugal, sendo um país pequeno em escala, precisa de apostar mais na qualidade do que na quantidade, mais na experiência do que no volume. Trabalhei muitos anos numa multinacional americana e vi bem a diferença entre lideranças humanizadas e lideranças focadas apenas em números. Durante uma década, tive o privilégio de ter uma CEO europeia, com visão global, mas gestão local, onde havia espaço para pessoas, cultura e equilíbrio. Quando essa gestão mudou, tudo se tornou puramente operacional. E percebi que já não me encaixava nesse modelo. Fundar esta empresa foi, em parte, uma resposta a isso. Um projeto que me permite viver de acordo com os meus valores, mesmo que o caminho seja mais duro. Passa muito por formar, educar, contrariar a corrente. Mas é esse o desafio. E acredito verdadeiramente que vale a pena. Facebook: Living Pool & Wellness Instagram: @living_pool_and_wellness Site: livingpoolportugal.com www.wsgroup.pt “Consultar um podologista deve ser uma atitude preventiva e não uma opção de último recurso” “O meu filho cresceu a ver-me trabalhar com amor e esse é um dos legados mais importantes que lhe posso deixar”
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