SAÚDE/Saúde Infantil “A natureza é o maior recreio do mundo. É nela que as crianças crescem mais livres, saudáveis e felizes” By Revista Spot | Setembro 30, 2025 Outubro 1, 2025 Share Tweet Share Pin Email Fisioterapeuta pediátrica, com especialização em osteopatia infantil e Pilates clínico, Joana Maia acredita que a saúde das crianças começa muito antes do primeiro choro. O corpo guarda memórias desde a gravidez, e cada toque pode ser reparador. No seu consultório, o ambiente é pensado para acolher: bebés que adormecem em segurança, mães que encontram apoio e famílias que descobrem novas formas de se relacionar com o cuidado. Do seu olhar nasceu o projeto “Cuidar em Família”, que vai muito além da prática clínica. É um convite a olhar para o todo físico, emocional, social e relacional e a recuperar o essencial: escolhas conscientes, sustentabilidade, o brincar sem excessos, e, sobretudo, o tempo partilhado. No fundo, trata-se de devolver às famílias aquilo que realmente importa, presença, vínculo e amor. “Porque saúde é, acima de tudo, movimento vital em ligação com o outro”, sublinha. Que caminhos a levaram até à Fisioterapia e à Osteopatia Pediátrica e o que é que a levou a criar o projeto Cuidar em Família? Quando refletimos sobre o que sustenta a vida, percebemos que existem dois pilares essenciais: as relações de vinculação que criamos ao longo do tempo e o movimento vital que mantém o corpo em funcionamento. Movimento cardíaco, neural, respiratório… todos ligados às funções vitais. Até a própria Terra está em constante movimento. Acredito também que cada pessoa tem um propósito e que o caminho se vai revelando à medida que avançamos. Desde muito cedo, a palavra “cuidar” esteve presente no meu quotidiano. Com o tempo, o cuidado pelos “mais pequeninos” tornou-se uma paixão crescente. Acompanhar o desenvolvimento infantil é uma experiência extraordinária, cheia de descobertas e colo. Confesso que estar diariamente com a minha afilhada alimenta ainda mais este amor pela pediatria e enche-me de alegria. Deste percurso nasceu naturalmente o projeto “Cuidar em Família”: uma iniciativa que surge da união de duas mãos que cuidam e da vontade de partilhar esse cuidado com as famílias. Para mim, “cuidar” está intrinsecamente ligado à saúde, entendida não apenas como ausência de doença, mas como um estado pleno de bem-estar físico, mental, social e emocional. Assim, cuidar em família significa promover, em conjunto, uma vivência integral do cuidado, que envolve o corpo, a mente, as relações e, sobretudo, o amor. O lema “o toque do amor e o movimento vital” traduz exatamente esta visão: o toque simboliza presença, afeto e ligação; o movimento vital representa a vida em fluxo, em crescimento e em constante transformação. É no encontro entre amor e movimento que encontro o verdadeiro sentido da saúde e do cuidado. Quais considera serem os maiores desafios atuais da fisioterapia pediátrica e como tem evoluído a ciência no apoio a bebés e crianças com atrasos no desenvolvimento ou necessidades específicas? Um dos maiores desafios atuais da fisioterapia pediátrica é a perceção que as pessoas têm desta área. Muitas vezes, ainda se pensa que fisioterapia é apenas gelo ou TENS aplicados em sessões rápidas. Além disso, há quem acredite que a fisioterapia pediátrica se destina exclusivamente a bebés e crianças com disfunções neurológicas, quando na realidade o seu alcance é muito mais amplo e essencial desde os primeiros dias de vida. É fundamental desmistificar esta visão e evidenciar o papel crucial da fisioterapia desde o nascimento, destacando a importância de uma abordagem multidisciplinar. Tenho o privilégio de fazer parte da equipa da Clínica Madrialli, num espaço acolhedor e dedicado ao cuidado. No meu consultório, por exemplo, substituímos a secretária por um tapete de atividades, a cadeira por uma bola, e ajustamos todo o ambiente às necessidades do bebé. É frequente os recém-nascidos e bebés adormecerem na consulta. Este é um dos resultados do conforto transmitido por um ambiente silencioso, iluminação suave e técnicas manuais que vou aplicando durante a sessão. O meu enfoque principal são recém-nascidos e bebés, desde check-ups pós-parto e seguimento de prematuros, até ao acompanhamento do desenvolvimento em várias fases da infância. Também atuo no tratamento de diversas disfunções, sendo as mais procuradas: cólicas, refluxo gastroesofágico, obstipação, torcicolo muscular, plagiocefalia, problemas respiratórios e dificuldades na amamentação. Além disso, a minha abordagem vai muito além do momento clínico. Ofereço suporte contínuo às famílias através do WhatsApp, através de estratégias, exercícios e produtos que podem ser aplicados em casa ou na creche. Garantindo assim a continuidade e eficácia do cuidado. De que forma o seu conhecimento em fisioterapia pélvica influencia a sua abordagem? Tal como a grávida e o bebé estão ligados através do cordão umbilical, também na minha prática vejo esta conexão como algo profundo e inseparável. O conhecimento e a experiência que adquiri na área da fisioterapia pélvica, acompanhando a gravidez, o parto e o pós-parto, dão-me uma perceção muito mais completa do bebé. A história de cada bebé não começa apenas no nascimento, mas logo após a fecundação. A posição embrionária, as vivências da mãe durante a gestação, o parto em si e até o seu estado físico e emocional ficam registados e refletem-se no pós-parto. O parto é um momento transformador para ambos, mãe e bebé. Quando abordo este tema com os pais, consigo muitas vezes identificar marcas que aquele parto deixou no bebé e compreender de que forma isso pode influenciar o seu desenvolvimento e bem-estar. Este conhecimento também me dá uma bagagem valiosa para cuidar da mãe. Afinal, cuidar do bebé sem olhar para a mãe é cuidar apenas de metade da história. É por isso que muitas vezes realizo atendimentos ao domicílio, sobretudo aos bebés: não só pela comodidade, mas porque compreendo a fase de recuperação em que a mãe se encontra e sei como é importante que tanto ela como o bebé se sintam apoiados e, acima de tudo, confortáveis no seu próprio lar. Porque é que o check-up pós-parto, tanto para a mãe como para o bebé, deve ser encarado como uma prioridade e não apenas como um complemento opcional? O parto é um verdadeiro momento de metamorfose, tanto para a mãe como para o bebé. Representa uma adaptação física e emocional intensa e, ao mesmo tempo, um dos episódios mais marcantes da vida. Cada gravidez, cada parto, cada mamã e cada bebé são únicos. É fundamental respeitar essa individualidade, adaptando a abordagem às necessidades específicas de cada família. O check-up pós-parto deve, por isso, ser uma prioridade. Ele permite avaliar não só a recuperação física da mãe, mas também o seu bem-estar emocional e a saúde do bebé. É o espaço ideal para esclarecer dúvidas, promover a relação de vinculação e, sobretudo, olhar para as verdadeiras causas das dificuldades que possam surgir, sem cair em radicalismos ou soluções simplistas. Um exemplo muito comum é a recomendação precoce de fórmula quando se verifica que o bebé não está a ganhar peso como o esperado. Em Portugal, apenas cerca de 20% dos bebés mantêm aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses, muito abaixo da média mundial (48%). Porém, na maioria dos casos, as dificuldades de amamentação não estão relacionadas com “falta de leite” da mãe. Podem dever-se a uma má pega, alterações no freio da língua, limitações da cervical ou tensões em estruturas do bebé. Nestes casos o meu trabalho assim como o da consultora de amamentação e da terapeuta da fala têm uma enorme relevância. Neste momento eu e a enfermeira e consultora de amamentação Patricia Cardoso temos ajudado muitas famílias nesse sentido. É importante lembrar que a introdução precoce de fórmulas pode desencadear um ciclo de cólicas, refluxo e obstipação, levando muitas vezes ao uso excessivo de fármacos e, consequentemente, a um maior desconforto para o bebé. Essa dor gera níveis elevados de cortisol, que podem agravar processos inflamatórios. Nestes casos, abordagens que considerem as estruturas comprometidas, o sistema nervoso autónomo, o microbioma intestinal e até o momento prazeroso da massagem infantil, como no protocolo SubtilTouch, podem fazer toda a diferença. Em suma, o pós-parto deve ser encarado como uma etapa prioritária e não opcional. Não podemos normalizar a dor da mãe, as dificuldades na amamentação, as cólicas, o refluxo ou o desconforto do bebé. Cada família merece acompanhamento, escuta ativa e soluções verdadeiramente adequadas às suas necessidades. As doenças respiratórias continuam a ser muito prevalentes nas crianças. De que forma a fisioterapia respiratória pode ser um aliado essencial não só no tratamento, mas também na prevenção? Os mais pequeninos são particularmente vulneráveis às doenças respiratórias, devido à imaturidade da sua biomecânica respiratória e ao facto de muitas estruturas anatómicas ainda estarem em desenvolvimento. No entanto, apesar desta maior predisposição, não devemos normalizar que um bebé esteja constantemente doente ou que passe por múltiplos ciclos de antibióticos logo nos primeiros anos de vida. É aqui que a fisioterapia respiratória assume um papel essencial, tanto no tratamento como na prevenção. No tratamento, ajuda a mobilizar secreções, melhorar a ventilação pulmonar e diminuir o desconforto respiratório, reduzindo a necessidade de medicação ou até de internamentos. Já na prevenção, o impacto pode ser ainda maior: através do ensino de técnicas de higiene brônquica, da orientação aos pais sobre exercícios respiratórios simples e da promoção de hábitos que favorecem a saúde pulmonar. Pequenas mudanças fazem a diferença, evitar fumo e ambientadores em casa, reduzir a exposição a pessoas doentes e estimular a mobilidade global do bebé e da criança. Outro ponto fundamental é compreender a ligação entre os diferentes sistemas. As estruturas cranianas, o trato digestivo e o sistema respiratório estão intimamente relacionados. Por exemplo, bebés com refluxo apresentam maior risco de desenvolver asma, e aqueles que têm limitações na respiração oral podem ter mais episódios respiratórios. É aqui que a osteopatia acrescenta uma visão complementar, ajudando a identificar e tratar restrições que muitas vezes estão na origem das dificuldades. E é importante sublinhar: a tosse não é uma doença, mas sim uma consequência. Ela é um sinal do corpo, um alerta que nos convida a olhar para a causa em vez de apenas silenciar o sintoma. O Pilates Clínico nasceu de uma experiência pessoal de superação sua. Como é que esta prática pode ser integrada na vida das famílias para promover bem-estar físico, emocional e até relacional? O Pilates Clínico teve um impacto enorme na minha vida: permitiu-me recuperar qualidade de movimento e evitar uma cirurgia que teria repercussões significativas, tanto pessoais como profissionais. A partir dessa experiência, tornou-se evidente para mim o valor terapêutico desta prática, algo que hoje é cada vez mais reconhecido e recomendado por médicos em várias áreas da saúde. O que distingue o Pilates Clínico é o facto de ser um exercício terapêutico, personalizado e adaptado a todas as idades. Cada aula é adaptada não só às capacidades físicas e limitações da pessoa, mas também ao seu estado emocional naquele dia. Confesso que não sigo uma programação de aula: observo, escuto e ajusto. Por isso, numa mesma aula com três alunos, é natural que cada um esteja a realizar exercícios diferentes, porque as suas necessidades também o são. Na gravidez e no pós-parto, por exemplo, conseguimos adaptar posições e movimentos, sempre com segurança e eficácia. Esta modalidade assenta em princípios fundamentais como a respiração, o foco, o centro e a harmonia. Estes pilares não trabalham apenas o corpo, mas também a componente mental e emocional. Vivemos num ritmo acelerado, marcado pelo stress, e isso leva muitos de nós a respirar de forma superficial e rápida, o que só alimenta ainda mais a tensão. O Pilates Clínico ajuda a reeducar esse padrão respiratório, devolvendo calma e equilíbrio. Gosto de propor um exercício simples: inspirar profundamente, como se estivéssemos a cheirar uma flor, e expirar devagar, como se estivéssemos a apagar uma vela. Um gesto tão pequeno e simples, mas capaz de trazer uma sensação imediata de bem-estar. Para além dos benefícios físicos e emocionais, o Pilates Clínico também promove o convívio e melhora as relações interpessoais. Quando estamos mais equilibrados, em harmonia connosco, refletimos isso no modo como nos relacionamos com os outros, dentro da família, no trabalho e na vida social. O Cuidar em Família liga saúde e sustentabilidade. De que forma as escolhas conscientes, desde os brinquedos até à forma como nos relacionamos com a natureza, impactam o desenvolvimento saudável das crianças? Os mais pequeninos são o futuro e, para que esse futuro seja o melhor possível, é fundamental fazermos uma gestão consciente do presente. Cada escolha que fazemos, desde os brinquedos até à forma como nos relacionamos com a natureza, tem impacto não só na qualidade de vida atual, mas também no bem-estar das próximas gerações. Hoje em dia, em Portugal, a área da puericultura apresenta uma oferta muito vasta. Alguns produtos são realmente úteis e recomendáveis, mas muitos outros são desnecessários e até prejudiciais. Vejo, cada vez mais, bebés com pele atópica ou superestimulados, o que é muitas vezes reflexo do marketing agressivo e do fácil acesso a todo o tipo de artigos. Sempre que possível, devemos optar por produtos naturais e biológicos, é essa a minha escolha também na prática clínica. Óleos de qualidade, por exemplo, têm efeitos positivos não apenas na pele, mas também em sistemas intimamente relacionados, como o sistema digestivo. A composição da roupa do bebé é outro ponto essencial: tecidos naturais e respiráveis fazem toda a diferença. Quanto aos brinquedos, devem ser adaptados à fase de desenvolvimento da criança, mas também escolhidos pela sua composição e durabilidade. Na fase oral, por exemplo, o bebé leva tudo à boca, e é essencial garantir que não está a ingerir toxinas. Brinquedos de qualidade duram anos e podem, depois de bem higienizados, passar de irmãos para primos, vizinhos e amigos. Reutilizar brinquedos, acessórios e roupas é uma forma prática de unir sustentabilidade e cuidado. Mas não podemos esquecer o mais importante: o melhor brinquedo de uma criança é a companhia de um adulto. Mais do que objetos, o que cria memórias e vínculos são experiências e momentos felizes partilhados. Confesso que, como madrinha, sou bastante exigente nesse ponto. A Kika já recebeu de mim uma torre de aprendizagem, uma bicicleta, uma bola, livros, uma cozinha de brincar onde prepara refeições imaginárias para mim e, acima de tudo, muitas experiências ao ar livre. Gostava que ela, e todas as crianças, tivessem memórias tão ricas como as da minha infância, onde o materialismo não tinha lugar e a verdadeira riqueza estava nas brincadeiras ao ar livre, no contacto com a natureza e na simplicidade da vida. Foi precisamente por isso que criei a rubrica “Anda daí”. A ciência confirma os benefícios do contacto com a natureza para o bem-estar físico, mental e social. Como é que as famílias, num quotidiano cada vez mais urbano e acelerado, podem garantir que não perdem essa ligação essencial? No último Caminho de Santiago que fiz, cruzei-me com várias famílias a caminhar com os seus filhos. Levavam apenas uma mochila com o essencial, mas traziam consigo uma bagagem imensa de momentos, simplicidade e valores. Não digo que todos tenham de fazer o Caminho, mas acredito que há dois princípios básicos para manter viva a ligação com a natureza: ter tempo e sair de casa, seja por breves minutos ou por dias inteiros. Pode ser um campo, uma montanha, um parque, uma praia ou até um lugar especial, como este em que estamos agora a contemplar juntos. Agradeço, desde já, à gerência do Bamboo & Coconut a cedência do espaço A natureza tem o poder de nos recentrar e devolver equilíbrio. Mostra-nos a simplicidade da vida: ouvir os pássaros, observar as flores, sentir o cheiro a verde ou a água fresca. Nós, e sobretudo as crianças, precisamos muito disso. Precisamos, tal como os pássaros, de abrir as asas, voar e sonhar. O meu quotidiano também é acelerado, entre deslocações a centros urbanos e exigências profissionais, e, como qualquer pessoa, enfrento momentos de stress. Mas assumi um compromisso comigo mesma: desligar desse ritmo sempre que possível. Nas férias e em momentos de família, afasto-me completamente das redes sociais e dedico-me ao presente. Todas as semanas, reservo minutos ou horas para estar em contacto com a natureza. E, claro, adoro partilhar esses momentos com a minha afilhada, como explorar um parque, sentir a relva sob os pés descalços, observar cada detalhe da natureza ao nosso redor. São pequenos instantes que nos permitem respirar, desacelerar e simplesmente estar juntos. Muitos testemunhos revelam que os pais se sentem acompanhados não só do ponto de vista técnico, mas também emocional. Qual é a importância da empatia, do toque e da escuta ativa na prática clínica com bebés e famílias? A empatia é a base de qualquer cuidado em saúde, porque nos permite compreender as necessidades reais de quem está à nossa frente. O exemplo mais simples é o choro de um bebé: é a sua primeira e mais poderosa forma de comunicação. Cabe-nos colocar-nos no lugar do bebé e tentar perceber qual a necessidade que está por detrás daquele choro. No fundo, trata-se de escutar sem julgamentos e responder com presença. E quanto a isso, deixo uma nota, nos próximos meses vai ser lançado algo sobre este tema e que acredito que vai ajudar muitas famílias. Essa empatia e escuta ativa não se limitam ao bebé, mas abrangem toda a família. Muitas vezes, o meu acompanhamento vai além da consulta formal: pode ser a resposta a uma dúvida enviada por mensagem, um vídeo partilhado pelos pais a mostrar uma conquista no desenvolvimento, ou até um momento simples e celebrado em conjunto. São pequenas vitórias que reforçam o vínculo e trazem confiança à família. Quanto ao toque, é ele que permite a cura. Como descrevem Ozolins, Hörberg e Dahlberg: “Através do toque, o paciente é mantido num encontro com outro ser humano. O significado de interação e coexistência torna-se tangível.” Se pensarmos na próxima década, como imagina a evolução da fisioterapia pediátrica e das práticas integrativas no apoio às famílias? Vejo o futuro com muita esperança, porque felizmente já temos em Portugal profissionais de saúde com uma visão mais integrativa e uma sociedade cada vez mais consciente. Gostaria que o papel da fisioterapia fosse reconhecido como já acontece noutros países da Europa, e acredito que tanto a Ordem como muitos fisioterapeutas estão a trabalhar nesse sentido. Também considero essencial que as leis relacionadas com a maternidade e a família sejam mais centradas nas reais necessidades das pessoas e não em suposições. No Sistema Nacional de Saúde, é urgente reforçar o acompanhamento obstétrico e pediátrico: os profissionais desempenham um trabalho de excelência, mas não conseguem chegar a tudo sem recursos humanos suficientes e condições adequadas. Para além da dimensão clínica, acredito que precisamos de promover mais espaços de convívio em família, em contacto com a natureza, rodeados de amigos e menos condicionados pelo marketing digital. Mais toque humano e menos olhares em ecrãs. E, olhando ainda mais longe, sonho com um mundo onde todas as pessoas, incluindo as crianças, tenham acesso aos mesmos direitos humanos e cuidados essenciais que aqui em Portugal já são garantidos. O trabalho de associações humanitárias, como a Humanitave, tem sido fundamental nesse caminho. A minha experiência como voluntária nesta associação tem-me proporcionado uma visão muito clara sobre o valor da vida humana e sobre como é urgente garantir igualdade no acesso à saúde e aos cuidados básicos. Instagram: @cuidar_emfamilia Facebook: Cuidar Em Família Site: cuidaremfamilia.com Agendamentos: https://linktr.ee/joanamaiafisioterapeuta “Da reconstrução de tecidos ao tratamento do linfedema, o futuro da cirurgia plástica já acontece nas salas de operações” Depois de viver na pele os desafios do lipedema, a nutricionista Diana Silva criou um novo caminho para milhares de mulheres
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