FISIOTERAPIA/Osteopatia/Psicologia “Na maternidade, no envelhecimento, na lesão ou no cansaço silencioso dos dias, a FisioMov cuida das histórias que o corpo conta” By Revista Spot | Dezembro 7, 2025 Dezembro 7, 2025 Share Tweet Share Pin Email A FisioMov trata pessoas em movimento. Cátia Sousa percebeu cedo que a saúde não é uma soma de técnicas, mas a arte de ler o ritmo e a história de vida de cada pessoa. Num país cada vez mais sedentário, onde a dor se tornou linguagem quotidiana e as crianças crescem entre ecrãs, a FisioMov defende um princípio essencial: prevenir antes de doer, integrar antes de separar, escutar antes de intervir. Da Reabilitação ao Pilates Clínico, da Fisioterapia Pélvica ao Apoio Psicológico, cada área funciona como um instrumento numa mesma orquestra. O objetivo não é apenas recuperar função, mas devolver autonomia, confiança e futuro. Na maternidade, no envelhecimento, na lesão ou no cansaço silencioso dos dias, a clínica trabalha como um organismo vivo: interdisciplinar, atento e humano. “Porque cuidar do movimento é cuidar da vida que ainda queremos viver”, garante a responsável. A FisioMov acompanha as pessoas em todas as fases da vida. Quando olha para o vosso percurso, qual foi o princípio fundador que quis imprimir desde o início? Desde o primeiro dia, a FisioMov nasceu com a intenção clara de promover um movimento consciente, sustentado por uma abordagem profundamente humana. Acreditamos que cada utente traz consigo necessidades, ritmos e objetivos singulares, e é a partir dessa individualidade que construímos todo o nosso trabalho. Ao longo do caminho, consolidámos quatro pilares que orientam a nossa prática: o movimento como base da saúde, do bem-estar e do desempenho; a humanização, que garante intervenções feitas com proximidade, escuta ativa e respeito; a prevenção, entendida como a melhor estratégia para agir antes da lesão ou do declínio funcional; e a autonomia, que capacita cada pessoa a compreender o seu corpo e a cuidar dele ao longo da vida. O propósito mantém-se inalterado: acompanhar cada utente para além da condição clínica, contribuindo para uma saúde mais longa, consciente e verdadeiramente sustentável. Ainda existe resistência à ideia de “check-ups” posturais e funcionais? Como podemos educar melhor a população para a prevenção? Sim, ainda existe alguma resistência. Vivemos numa sociedade que, de certa forma, passou a aceitar a dor, a rigidez e o incómodo físico como parte “normal” da rotina. Ao normalizarmos estes sinais, muitas pessoas só procuram ajuda quando o desconforto já limita o dia a dia ou compromete a qualidade de vida. A ausência de sintomas imediatos é muitas vezes interpretada como sinónimo de saúde, o que afasta a prevenção do lugar de prioridade. Para educar, precisamos de comunicar de forma clara e acessível, explicando que pequenas alterações de postura ou sintomas aparentemente insignificantes podem evoluir para lesões mais complexas e que a prevenção permite agir antes de existir dano. Integrar estes cuidados na rotina é essencial: tal como fazemos revisões do carro ou check-ups médicos, o acompanhamento postural e funcional deveria ser visto como manutenção do corpo. Na FisioMov sentimos que esta mensagem já está a ganhar espaço entre os nossos utentes. Prevenir é, no fundo, investir na própria saúde, garantindo mais conforto, mais liberdade e melhor qualidade de vida. Portugal é um dos países mais sedentários da Europa. Que tipo de dores e disfunções estão a crescer de forma mais evidente? Na FisioMov observamos que o sedentarismo não se traduz apenas em dor, mas sobretudo numa perda gradual da capacidade funcional e da qualidade do movimento. Muitos dos casos que recebemos refletem o impacto acumulado de anos de posturas prolongadas e baixos níveis de atividade física. O maior desafio é que estas alterações são silenciosas e progressivas, tornando-se visíveis apenas quando já condicionam o quotidiano. Entre as disfunções mais comuns destacam-se as tendinopatias, as dores lombares e cervicais, entre outras condições associadas à falta de mobilidade e ao enfraquecimento muscular. Por isso, a nossa abordagem vai muito além do simples alívio da dor. Focamo-nos na educação motora, na promoção de hábitos ativos e no reforço da autonomia, ajudando cada pessoa a recuperar, e sobretudo a manter, uma relação consciente, informada e sustentável com o movimento e o exercício. “Muitos dos casos que recebemos refletem o impacto acumulado de anos de posturas prolongadas e baixos níveis de atividade física” Muitos confundem dor muscular de treino com dor de lesão. Outros ignoram sinais durante meses. Como explica esta diferença aos seus pacientes e qual é o caminho mais eficaz para evitar a dor crónica? A distinção entre dor muscular de treino e dor de lesão é, muitas vezes, pouco intuitiva para a maioria das pessoas. Na FisioMov explicamos aos nossos utentes que a dor muscular típica do esforço – chamada “dor de adaptação” – surge de forma gradual, é difusa, melhora com o movimento e desaparece em poucos dias. Já a dor de lesão tende a ser localizada, persistente, por vezes aguda, e agrava-se com determinados gestos ou cargas específicas. O problema é que muitos ignoram estes sinais durante semanas ou meses, permitindo que uma disfunção simples evolua para um quadro persistente. Para evitar esse caminho, o mais eficaz é apostar numa avaliação regular da função, numa progressão adequada das cargas e numa atenção ativa aos padrões de movimento. Quando a intervenção é precoce, conseguimos interromper o ciclo de compensações, evitar a cronicidade da dor e restaurar a capacidade funcional com muito mais eficiência. O movimento seguro, mesmo com alguma dor, é fundamental? De que forma o Pilates Clínico se tornou uma ponte entre tratamento, prevenção e autonomia? Na FisioMov explicamos aos nossos utentes que não ter dor não é um pré-requisito para iniciar o exercício, pelo contrário, esperar pela ausência total de dor pode atrasar a recuperação. Aquilo que procuramos distinguir é a “dor segura”, relacionada com adaptação dos tecidos e com o ganho de função, versus a dor que sinaliza ameaça ou agravamento. Quando o exercício é orientado, progressivo e bem enquadrado torna-se uma ferramenta terapêutica e não um risco. É precisamente aqui que o Pilates Clínico assume um papel central. Trata-se de uma metodologia que permite trabalhar mobilidade, controlo motor e estabilidade de forma gradual, respeitando o ritmo de cada pessoa. O ambiente estruturado, o foco na respiração e precisão do movimento ajudam a reduzir compensações, melhorar a eficiência motora e restabelecer a confiança. Por isso defendemos que o Pilates Clínico funciona como uma ponte, ou seja, começa por apoiar o tratamento, prolonga-se na prevenção e culmina como rotina da vida do utente. O utente aprende a conhecer o seu corpo, a gerir as suas limitações e a integrar o movimento na sua rotina, reduzindo de forma significativa o risco de recidivas e consolidando ganhos funcionais a longo prazo. Da Fisioterapia Pélvica ao Pilates clínico, da amamentação à Nutrição e ao Apoio Psicológico, porque é tão importante integrar todas estas áreas no acompanhamento da mulher durante a gravidez e no pós-parto? É absolutamente essencial. Na FisioMov acreditamos que a gravidez e o pós-parto são períodos de profunda transformação física, emocional e funcional, e por isso a mulher deve ser acompanhada de forma verdadeiramente integrada. Reunimos Fisioterapia Pélvica, Ginecologia, Pilates Clínico para grávidas e pós-parto, Nutrição, Apoio Psicológico e ainda o acompanhamento da amamentação e do bebé através da Fisioterapia/Osteopatia Pediátrica. Com a Ginecologia e a Fisioterapia Pélvica observamos o desenvolvimento do bebé e das estruturas que o acolhem. O Pilates Clínico reforça a “casa”, ajudando a manter o equilíbrio entre força, estabilidade, mobilidade e confiança. A Nutrição influencia diretamente a energia, a recuperação e a regulação hormonal. O Apoio Psicológico ajuda a gerir expectativas, ansiedade e a adaptação da mulher, e do casal, à nova realidade. A Fisioterapia/Osteopatia Pediátrica oferecem segurança e orientação desde os primeiros dias do bebé. Quando todas estas áreas trabalham em conjunto, conseguimos prevenir complicações, acelerar a recuperação e promover uma experiência de maternidade mais tranquila, informada e saudável. O nosso objetivo é simples e contínuo: garantir que cada mulher se sente acompanhada em todas as fases, não apenas quando surge um problema, mas ao longo de todo o processo de preparação, nascimento e pós-parto. “Na FisioMov acreditamos que a gravidez e o pós-parto são períodos de profunda transformação física, emocional e funcional e por isso a mulher deve ser acompanhada de forma verdadeiramente integrada” Muitas dificuldades na amamentação estão ligadas à função orofacial do bebé. Que sinais devem os pais observar nos primeiros meses e como intervém a equipa da FisioMov neste apoio? Sem dúvida. A maioria das dificuldades na amamentação tem origem numa alteração ou imaturidade da função orofacial. Nos primeiros dias, orientamos os pais a estarem atentos a sinais como uma pega superficial ou dolorosa, ruídos durante a mamada, cansaço rápido ou mamadas muito longas, dificuldade em manter o vácuo na mama, assimetria facial, tensão cervical, preferência marcada por um lado ou dificuldades no ganho de peso. Quando estes sinais surgem, a intervenção precoce é decisiva. Na FisioMov contamos com uma equipa especializada – fisioterapia e osteopatia pediátrica, terapia da fala e consultoria em amamentação – que avalia detalhadamente a função orofacial, desde os tecidos e tensões musculares à coordenação sucção–deglutição–respiração. Apoiamos os pais com técnicas práticas e eficazes, sempre com o objetivo de melhorar o conforto e a eficiência da mamada. E o acompanhamento não se centra apenas no bebé: ajudamos também a mãe a gerir a dor mamária, o posicionamento, a produção de leite e, sobretudo, a confiança no processo. O propósito é garantir uma amamentação eficaz, confortável e sustentável, respeitando o ritmo de ambos. Menos movimento, mais ecrãs e rotinas aceleradas estão a afetar a linguagem, a motricidade e a regulação emocional. Quais são hoje as dificuldades mais frequentes nas crianças? A maior exposição a ecrãs, associada a rotinas cada vez mais exigentes, está a impactar de forma significativa o desenvolvimento infantil. Estes fatores influenciam a linguagem, a motricidade, a atenção e a regulação emocional, e isso reflete-se nos desafios que observamos na clínica. Tornaram-se mais comuns os atrasos na linguagem expressiva e compreensiva, muitas vezes associados a menor interação e variedade de estímulos. Também se verifica um défice de motricidade fina e global, com dificuldades em correr, saltar, manipular objetos ou manter padrões de movimento harmoniosos. Acrescem a baixa tolerância à frustração, dificuldades na regulação emocional e problemas de atenção, que interferem no brincar e na aprendizagem. Alterações do tónus e da postura, frequentemente relacionadas com o sedentarismo, são igualmente frequentes. Na FisioMov, a Terapia da Fala, a Terapia Ocupacional, a Fisioterapia Pediátrica e a Psicologia Infantil trabalham de forma coordenada. Esta abordagem conjunta permite compreender a criança como um todo, cruzar avaliações, definir objetivos comuns e ajustar estratégias, garantindo um acompanhamento integrado e consistente. Assim, respondemos não apenas às dificuldades atuais, mas criamos bases sólidas para um desenvolvimento mais harmonioso, funcional e confiante. Próteses do joelho, AVC, hérnias discais, Parkinson, pós-operatórios… Como é gerir um plano verdadeiramente interdisciplinar onde Medicina Geral e Familiar, Fisioterapeuta, Terapia Ocupacional e Psicologia trabalham como um só organismo? Gerir um plano interdisciplinar implica ver o utente como um sistema único, e não como um conjunto de diagnósticos separados. Na FisioMov trabalhamos com a premissa de que cada profissional acrescenta uma perspetiva complementar, e que só a integração dessas áreas permite uma reabilitação completa. O desafio está em transformar estas várias especialidades num só organismo funcional. Isso exige comunicação diária, partilha de objetivos comuns e uma leitura conjunta dos progressos e das dificuldades. Quando esta coordenação é bem feita o plano deixa de ser um somatório de intervenções e passa a ser um percurso coerente, seguro e verdadeiramente centrado no utente. “A maior exposição a ecrãs, associada a rotinas cada vez mais exigentes, está a impactar de forma significativa o desenvolvimento infantil” A dor física altera o estado emocional, a ansiedade altera o corpo. Qual é a importância de ter a Psicologia integrada numa clínica essencialmente focada no movimento? A relação entre corpo e mente não é metafórica, é fisiológica. Na FisioMov explicamos aos utentes que a dor física influencia diretamente o estado emocional, tal como a ansiedade, depressa altera o tónus muscular, a respiração, a postura e até o limiar de perceção da dor. São dois sistemas que comunicam permanentemente e que podem amplificar-se mutuamente para o bem e para o mal. A integração da Psicologia na nossa clínica centrada no utente é essencial, ajudando o utente a compreender emoções, expectativas, padrões de medo e respostas de stress, criando condições para a reabilitação decorrer com mais consistência e adesão. O trabalho conjunto permite desmontar crenças limitadoras, melhorar a relação com a dor e reforçar a autonomia. Numa abordagem verdadeiramente moderna de saúde, o movimento trata o corpo, mas é a psicologia que ajuda a tornar esse processo consistente, sustentável e duradouro. Morada: Endereço: Rua de São Miguel 260, 4795-118 Vila das Aves Contacto: 916 384 145 (chamada para a rede móvel nacional) Facebook: FisioMov Instagram: @FisioMov Clínica de Fisioterapia e Bem-estar Este Natal a Corriqueijo conta histórias de pequenos produtores em tábuas e cabazes com rosto “Já acompanhei várias pessoas com sintomas persistentes e exames normais, mas com o corpo em profundo esforço”
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