Bebés/Pré - Natal Mafalda Pinho trocou a ciência pelo baby planning e hoje orienta famílias em temas como segurança rodoviária e cuidados com o bebé By Revista Spot | Maio 13, 2025 Maio 15, 2025 Share Tweet Share Pin Email Em tempos de excesso de informação e expectativas irreais sobre a maternidade, a baby planner reduz a ansiedade, filtra o essencial e garante decisões informadas. Mais do que ajudar a escolher o carrinho ou a montar o enxoval, esta profissional atua como consultora estratégica, oferecendo orientação prática e emocional personalizada durante a gravidez e o pós-parto. Do planeamento do parto à organização da casa, passando por temas como segurança, amamentação, sono, alimentação e muito mais, o seu objetivo é proporcionar tranquilidade e bem-estar à família. Mafalda Pinho, que trocou uma carreira científica para se dedicar ao baby planning, vê esta tendência como um reflexo de uma mudança profunda: “Ser mãe ou pai não significa estar sozinho. Procurar apoio é um passo vital para uma parentalidade mais tranquila e consciente”, afirma. O que é que a levou a trocar a investigação científica pelo baby planning e de que forma a sua experiência como mãe influenciou essa decisão? Sem dúvida que foi a minha experiência pessoal enquanto mãe que impulsionou esta mudança de carreira. Com a maternidade, descobri uma verdadeira vocação, muito para além de um trabalho. Sou Bióloga, apaixonada por ciência, e durante anos dediquei-me à investigação científica. Sempre fui movida pela curiosidade de compreender o mundo à minha volta. Mas, apesar de adorar a vida no laboratório, sentia falta de poder impactar a vida das pessoas de forma mais direta e célere. Para além disso, para mim, a maternidade foi profundamente transformadora. Na primeira gravidez, senti-me muitas vezes perdida, rodeada de dúvidas e de informação contraditória. Percebi, na pele, as grandes lacunas que existem nesta área – a falta de um apoio verdadeiramente integrativo às famílias. Essa vivência despertou em mim uma missão: estar presente para outras famílias, ajudando-as a sentirem-se mais seguras, informadas e acompanhadas. Percebi que podia juntar duas facetas que me definem – o rigor científico e a empatia. Iniciei então uma nova fase de aprendizagem e tive o privilégio de me formar com algumas das maiores referências nas suas áreas: em segurança rodoviária infantil, tornei-me Técnica Avançada em Sistemas de Retenção Infantil pela Universidad Pontificia Comillas, onde aprendi com especialistas como a Dra. Cristina Barroso, o Dr. Francisco López Valdés e o Dr. Sergi Ferris. Na área da amamentação, aprofundei muito o meu conhecimento com a Sara Castro (IBCLC), e, em temas como a fisiologia do sono, o sono seguro, a compreensão do bebé e a saúde mental perinatal, houve um antes e um depois da formação com a Constança Cordeiro Ferreira e a sua equipa. Todas estas formações me permitiram integrar abordagens que respeitam o bem-estar global da família. Em 2022, concluí a minha formação como Baby Planner e, desde então, tenho colocado todo este percurso – científico, humano e também vivido na pele enquanto mãe – ao serviço das famílias que acompanho. Também percebi que existe uma distância significativa entre os avanços científicos e o acesso das pessoas a essa informação. Sinto que, graças à minha formação académica, tenho o privilégio e a responsabilidade de ajudar a encurtar esse intervalo – tanto no tempo como na compreensão. Posso ler um estudo e, já no dia seguinte, aplicar esse conhecimento para orientar uma família. Num contexto em que a ciência evolui tão rapidamente, é fundamental que as famílias procurem profissionais atualizados, porque o que hoje é considerado boa prática pode, amanhã, já não ser o mais indicado. Para quem ainda não conhece, o que é exatamente uma baby planner e que tipo de apoio presta às famílias? A forma como eu vejo uma baby planner é como uma presença segura e especializada que caminha ao lado das famílias desde a gravidez até aos primeiros anos do bebé. Para além de oferecer informação clara e orientação prática, também acolhe, escuta e apoia num dos momentos mais desafiantes e transformadores da vida. É um serviço que traz estrutura, confiança e leveza à jornada da parentalidade. O meu papel é ajudar cada família a preparar-se para a chegada do bebé – desde o planeamento personalizado do enxoval (com sugestões adaptadas ao orçamento, ao estilo de vida e até sugestões do que poderá ser reaproveitado de familiares ou amigos), até ao esclarecimento de dúvidas sobre temas como segurança, amamentação, sono, alimentação e muito mais. Há áreas em que a formação deveria ser mais incentivada, quase obrigatória, e a parentalidade é, sem dúvida, uma delas. Quando pensamos na responsabilidade de conduzir um carro, ninguém nos deixa sequer sentar ao volante sem antes aprendermos o básico. No entanto, quando nasce um filho – uma responsabilidade que nos acompanha para a vida –, somos muitas vezes deixados a navegar sozinhos, sem preparação nem orientação. Acredito que temas como a segurança, o desenvolvimento e o bem-estar infantil deveriam fazer parte de uma formação acessível e estruturada para todos os futuros pais. Porque a informação salva, empodera e, acima de tudo, prepara-nos para cuidar com mais confiança e consciência. Preparar a família para a chegada do bebé é muito mais do que o acompanhamento que se faz atualmente na maioria dos centros de saúde e hospitais ou até do que preparar simplesmente o enxoval. No meu trabalho, colaboro diretamente com profissionais de saúde – obstetras, enfermeiras, pediatras, consultores de lactação, entre outros – e mantenho sempre um olhar atento para que, sempre que necessário, as famílias sejam encaminhadas para especialistas alinhados com os seus valores e necessidades. Porque um profissional pode ser excelente tecnicamente, mas se não houver sintonia com a família, a experiência pode não ser positiva. Nesse sentido, o meu papel como baby planner é também o de orientar e facilitar esse encontro – sobretudo em situações que muitas vezes são negligenciadas, como questões de saúde mental durante a gravidez ou no pós-parto, ou em momentos de perda gestacional ou neonatal. Na realidade, mais do que informação e consultoria, ofereço também presença e um espaço seguro, sem julgamentos, onde a mãe (e a família) pode ser ouvida, apoiada e respeitada nas suas escolhas. A minha missão é que esta transição para a parentalidade seja vivida com mais leveza, com mais confiança e em alinhamento com os valores de cada família. Porque quando os pais se sentem seguros, há uma grande diferença na forma como esta fase é vivenciada. Uma das grandes mais-valias do seu trabalho é a abordagem isenta e imparcial. Como é que isso se traduz na prática e por que é tão importante? A minha abordagem é isenta e imparcial no sentido em que as famílias podem contar com uma orientação transparente e livre de interesses comerciais. Na prática, isto significa que terão de mim sempre a verdade, e não um aconselhamento enviesado, como por vezes acontece por parte de lojas, marcas ou publicidade. O meu superior interesse são as famílias. Ser isenta e imparcial significa, para mim, respeitar verdadeiramente cada família – os seus valores, os seus ritmos e as suas escolhas. Não venho impor verdades absolutas nem modelos ideais de parentalidade. O meu papel é informar, orientar e apoiar, oferecendo às famílias as ferramentas e o conhecimento de que precisam para tomarem decisões conscientes e alinhadas com aquilo que faz sentido para cada uma delas. Cada família é única, e acredito profundamente que não há uma só maneira “correta” de exercer a parentalidade. O que existe é o caminho mais certo para aquela família – e é esse que procuro ajudar a encontrar. Em termos práticos, isto também se reflete no aconselhamento sobre produtos de puericultura. Muitas lojas afirmam oferecer um aconselhamento isento por trabalharem com as “dez melhores” marcas da Europa. No entanto, a realidade é que existem muitas mais marcas no mercado, e não há um top fixo de “melhores marcas” – cada marca tem produtos fortes e produtos menos bem conseguidos, chegando alguns a ser inseguros, mesmo pertencendo às “melhores marcas”. Por isso, não recomendo que as famílias façam todo o enxoval numa única loja ou a partir de um conjunto limitado de marcas. A verdadeira isenção passa por analisar as necessidades específicas de cada família e cada bebé, e sugerir as opções que melhor se adequam, independentemente de marcas, tendências ou interesses comerciais. De que forma a sua formação em áreas como compreensão do bebé, primeiros socorros e segurança infantil complementa o acompanhamento? A formação contínua em áreas como a compreensão do bebé e apoio a famílias, a amamentação, a segurança rodoviária infantil, os primeiros socorros, entre outras, permite-me ter uma visão mais ampla e integrada das necessidades da família. São conhecimentos que aplico no dia a dia para dar respostas concretas, sempre com base na evidência científica. Os profissionais tendem a focar-se exclusivamente na sua especialidade, sem uma partilha efetiva de informação ou colaboração entre diferentes áreas. Essa abordagem fragmentada dificulta um apoio verdadeiramente integrativo às famílias. Um exemplo claro é a amamentação: há casos em que o bebé não consegue mamar de forma eficaz, e isso pode estar relacionado com questões que vão além da lactação em si — como tensões ou mesmo alterações funcionais que podem ser mais bem compreendidas e tratadas com o apoio da fisioterapia e da osteopatia pediátrica ou mesmo da terapia da fala e da odontopediatria, respetivamente. Da mesma forma, dificuldades no sono podem ter origem em problemas de refluxo, que exigem outra abordagem. Acredito que, para apoiar melhor as famílias, é essencial que tenhamos uma visão mais global e interdisciplinar, incluindo algum conhecimento de outras áreas, para que possamos reconhecer sinais de alerta e encaminhá-las da forma mais adequada. Estas competências tornam o meu acompanhamento mais completo. E quando a informação se alia ao cuidado, o resultado é um acompanhamento realmente transformador. Tem vários planos disponíveis – Standard, Deluxe, Premium – todos muito detalhados. Como é que ajuda cada família a perceber qual o plano ideal para si? Cada família tem a sua história, os seus desafios e as suas prioridades, por isso, antes de qualquer escolha, promovo sempre uma primeira conversa exploratória, gratuita, para conhecer melhor quem está do outro lado. É nesse momento que ouvimos as necessidades específicas e únicas da família, as dúvidas, as expectativas… E, a partir daí, consigo aconselhar o plano que melhor se adapta ao momento em que estão e ao tipo de acompanhamento que procuram. Os planos são diferentes em termos de duração, profundidade e do número de temas abordados, mas todos têm em comum o acompanhamento personalizado, a escuta ativa e o acesso a informação atualizada. O importante é que a família se sinta confortável, segura e bem acompanhada, seja com um apoio mais pontual ou com um acompanhamento mais completo ao longo de toda a gravidez (e até depois do nascimento). O meu compromisso é sempre adaptar o serviço às pessoas, e não o contrário. Quais são as dúvidas ou preocupações mais comuns que os futuros pais têm nas primeiras sessões? Uma das primeiras coisas que os pais me dizem é: “Estamos felizes, mas não sabemos por onde começar” ou então “toda a gente opina e cada um tem uma opinião diferente”. E isso é completamente natural. A chegada de um bebé, especialmente quando é o primeiro, traz consigo uma avalanche de emoções… e muitas dúvidas. Entre as preocupações mais comuns, estão a escolha e a preparação do enxoval: o que é realmente necessário, o que pode ser reutilizado de familiares ou amigos, como evitar gastos desnecessários, a organização do espaço do bebé, o parto, a amamentação, o sono, a segurança nos mais variados contextos e os primeiros cuidados. Muitas vezes também surge ansiedade com a quantidade de informação (por vezes contraditória) disponível e o receio de “não estar a fazer bem”. Outros pais procuram, sobretudo, sentir-se mais confiantes, mais preparados para a nova dinâmica familiar e para as decisões práticas do dia a dia. Querem sentir que estão a criar uma base segura para acolher o bebé, e isso vai muito além da logística. As sessões são, acima de tudo, um espaço para transformar dúvidas em escolhas conscientes. Considero que todos, na generalidade, queremos fazer o melhor para os nossos bebés, e muitas vezes os pais precisam de orientação para se conhecerem e para pensarem nas suas prioridades e naquilo a que dão realmente valor. O marketing nesta área é implacável e faz-nos acreditar que precisamos de tudo. Estou aqui para desmistificar isso e trazer de volta o que é mais importante. E quando os pais se sentem mais tranquilos, tudo à volta começa a fluir de forma mais leve. A linha de apoio até ao 12º mês do bebé é um diferencial poderoso. Que tipo de questões ou necessidades costuma surgir ao longo deste primeiro ano? O primeiro ano de vida do bebé é um período de intensas transformações – não só para o bebé, mas também para os pais. Ter alguém disponível para apoiar, esclarecer e simplesmente ouvir faz toda a diferença. Durante esse ano, surgem muitas questões práticas: dúvidas sobre sono, amamentação, desconfortos físicos, cólicas, organização de rotinas, entrada na creche, desenvolvimento do bebé, aquisições motoras, introdução alimentar, nascimento dos dentes, ansiedade de separação, segurança em casa ou em viagem, etc. Mas também surgem questões mais emocionais, como o cansaço, as inseguranças, as expectativas irreais e as mudanças na dinâmica familiar. A linha de apoio é precisamente isso: um canal direto onde os pais sabem que têm alguém de confiança à distância de uma mensagem ou telefonema. Alguém com quem podem partilhar dúvidas, pedir orientação ou simplesmente desabafar sem medo de julgamento. É um acompanhamento contínuo – feito para estar presente nos momentos certos, para ajudar a transformar desafios em confiança e permitir que cada família viva este primeiro ano com mais tranquilidade e apoio real. Para além da preparação física — carrinhos, cadeiras auto, malas de maternidade — de que forma apoia na preparação emocional para a chegada do bebé? A escolha dos produtos é importante, claro, mas a preparação emocional é, muitas vezes, negligenciada, e esta é, sem dúvida, o que mais impacta a forma como a chegada do bebé é vivida. No acompanhamento que faço, vou propondo às famílias uma reflexão progressiva e profunda: sobre o que valorizam, sobre quem desejam ser enquanto pais, sobre o papel de equipa que os espera no pós-parto e, sobretudo, sobre o que é realmente importante nesta nova fase. Crio um espaço seguro onde se pode falar de medos, dúvidas e emoções contraditórias. E isso é fundamental porque a parentalidade, especialmente no início, pode ser um verdadeiro turbilhão emocional. Ter alguém que nos apoia e nos ouve sem julgamentos é um apoio precioso. Se há algo que considero mesmo diferenciador aprender neste caminho, é aprender a compreender melhor os bebés: entender as suas reais necessidades, o seu desenvolvimento, o tempo de que precisam para se adaptarem ao mundo porque, no fundo, eles acabaram de chegar. E ao mesmo tempo, nasceu também uma família. O meu papel é ajudar a equilibrar as necessidades desse novo bebé com as necessidades da família que se está a formar. Preparar-se emocionalmente não é eliminar o medo – é ganhar clareza, apoio e confiança. Os desafios não vão desparecer, mas a nossa disponibilidade para lidar com eles é que ficará maior. O seu serviço de baby planning contribui para uma parentalidade mais consciente e segura? Consegue partilhar algum exemplo marcante que mostre o impacto do seu trabalho? Poderia dar muitos exemplos, mas há um, logo no início do meu percurso, que recordo com frequência. Um casal chegou até mim já com parte do enxoval comprado – entre os itens, um conjunto composto por ovo, carrinho e alcofa. Após uma análise mais detalhada, percebemos que os produtos que lhes tinham sido aconselhados na loja tinham classificações muito baixas nos testes de segurança e eram inclusive perigosos para o bebé. Lembro-me perfeitamente de uma frase que me disseram nesse dia: “Só por isto, o investimento neste acompanhamento já ficou pago.” Nenhum pai ou mãe quer, de forma consciente, comprar produtos inseguros, e muitas vezes isto acontece por falta de informação clara e isenta. O que é fácil de compreender, porque a maior parte das lojas de puericultura não tem formação nem conhecimento aprofundado nestas temáticas envolventes de que falei, e muitas vezes o seu maior objetivo é realizar vendas, sem haver esta forte consciência de perceber se o produto que está a ser aconselhado é seguro para o bebé ou se é realmente o mais adequado para aquela família. A segurança é, sem dúvida, um dos pilares mais fortes do meu trabalho. Faz parte da minha missão garantir que os bebés crescem em segurança, tanto física como emocional. E, para isso, é essencial dar também “voz” aos bebés e crianças, respeitar as suas necessidades e proteger o seu bem-estar desde o início. Acredito profundamente que este tipo de acompanhamento contribui para uma parentalidade mais consciente, mais informada e mais segura. Quando os pais se sentem acompanhados, deixam de seguir padrões impostos ou de estar em constante comparação com “o que se faz” e passam a tomar decisões de forma mais segura e alinhada com os seus valores. A parentalidade não tem de ser solitária nem perfeita, e é isso que tento mostrar a cada família que me procura: que é possível viver este caminho com mais leveza e com mais confiança. Há ainda muito trabalho a ser feito neste sentido, principalmente o de desconstruir velhas crenças e de informar os pais de forma clara e acessível. Muitas das situações que envolvem bebés e crianças e que nos preocupam profundamente enquanto profissionais são, muitas vezes, fruto do desconhecimento ou da pressão do “ruído exterior” – opiniões, expectativas sociais, padrões difíceis de cumprir. Por isso, procuro ajudar cada família a encontrar o seu próprio caminho. E é exatamente aí que começam as verdadeiras transformações, aquelas das quais me orgulho profundamente de fazer parte. Vai realizar o Workshop Crescer Seguro no dia 19 de julho, em parceria com a Emergir. O que podemos esperar deste encontro? O Workshop Crescer Seguro é o reflexo de uma parceria que me enche de orgulho. Acompanhei a Ana e o Filipe, fundadores da Emergir, durante a gravidez e até ao primeiro aniversário da sua bebé. Para mim, é particularmente emocionante estar agora a trabalhar lado a lado com eles neste projeto tão importante. São enfermeiros extraordinários e seres humanos inspiradores, que decidiram canalizar todo o seu conhecimento e a sua sensibilidade para criar uma resposta séria e impactante na área da segurança. A Emergir zela pela segurança de todos – bebés, crianças e adultos – de uma forma que admiro e com a qual me identifico profundamente. O foco deste workshop será a segurança infantil. É mais dirigido a grávidas e a famílias com bebés até aos 6 meses, mas será extremamente útil a todos os que lidam com bebés e crianças diariamente: pais, futuros pais, avós, cuidadores, educadores e profissionais de saúde. Vamos abordar temas como a segurança rodoviária, a prevenção de acidentes em casa, no sono e durante a alimentação, bem como os primeiros socorros em caso de emergência. Tudo isto com uma abordagem muito prática, fundamentada nas recomendações mais atuais, e com momentos de demonstração e aplicação real, para que cada participante leve ferramentas concretas para o seu contexto. Num mundo onde falta, muitas vezes, tempo para pensar nos pequenos (grandes) riscos do quotidiano, acreditamos que é urgente levantar a voz da segurança em Portugal, e este workshop é um passo nesse caminho. É um espaço de partilha, de empoderamento e de conhecimento, porque prevenir é proteger e cada detalhe conta. Como imagina o futuro do baby planning em Portugal? Acredito que estamos no caminho certo, ainda que num ritmo lento. O baby planning é ainda uma área pouco conhecida em Portugal, mas começa a ganhar espaço – e o que me dá esperança é ver como, sempre que alguém experimenta este tipo de acompanhamento, reconhece a sua importância e partilha isso com quem lhe é mais próximo. As pessoas sentem a diferença. A meu ver, o futuro do baby planning passa por uma maior articulação com outras áreas da saúde. Seria importante que este apoio estivesse mais presente e acessível desde o início da gravidez e que fosse reconhecido como uma peça fundamental na preparação emocional, prática e relacional para a parentalidade. Por outro lado, tenho acompanhado famílias portuguesas que estão a viver no estrangeiro e que procuram o meu apoio mesmo que à distância. Por estarem longe, têm menor rede de suporte e sentem-se frequentemente mais vulneráveis. No futuro, pretendo apoiar também famílias de outros países que escolhem Portugal para viver e que procuram orientação na adaptação à parentalidade no nosso país. Enquanto a integração do baby planning nos cuidados de saúde não chega de forma mais estruturada, cá estarei, passo a passo, a dar visibilidade à importância de cuidar de quem cuida. A apoiar famílias para que se sintam mais seguras e mais informadas para fazerem escolhas com consciência. Porque acredito profundamente que preparar a chegada de um bebé vai muito além da lista do enxoval – é, afinal, sobre prepararmo-nos como um todo. E esse tipo de mudança tem um impacto com potencial para ser sentido por muitas gerações. O caminho faz-se caminhando. E eu acredito que “preparar quem cuida é proteger quem chega”. Facebook: Mafalda Pinho Baby Planner Instagram: @mafaldapinho.babyplanner WhatsApp: +351 916 939 457 Site: mpbabyplanner.pt “Na era das viagens, o foco está nas experiências íntimas e autênticas, longe do turismo de massas” “Para mim, o ponto de partida não é o prato, mas sim a pessoa. O que carrega consigo, o que sente, o que viveu com o corpo e com a comida”
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