Saúde Infantil “O instinto dos pais raramente falha. Às vezes é silenciado pelo cansaço, pela culpa ou pelas vozes externas, mas continua lá” By Revista Spot | Outubro 28, 2025 Novembro 5, 2025 Share Tweet Share Pin Email Num mundo em que tudo se acelera, Rita Arcanjo, Osteopata Pediátrica, lembra que o desenvolvimento não se apressa. Que gatinhar é mais do que um passo antes de andar, e que o choro é uma linguagem que pede escuta, não pressa. “A osteopatia não corrige, orienta o corpo a reencontrar o seu caminho natural. Um toque quase impercetível é capaz de aliviar tensões deixadas pelo parto, melhorar o sono, facilitar a amamentação e devolver harmonia a um corpo que está a aprender a viver fora do ventre”, descreve. Entre o primeiro suspiro e os primeiros passos, a osteopata ajuda famílias a compreender que crescer é, acima de tudo, um processo de vínculo e de confiança mútua. Numa era que apressa tudo, até o desenvolvimento dos bebés, Rita fala-nos de pausa, instinto e presença, lembrando-nos que o equilíbrio de um bebé é, muitas vezes, o primeiro passo para o equilíbrio de toda a família. O que é que a levou a especializar-se em Osteopatia Pediátrica e a dedicar-se a acompanhar bebés e famílias nesta fase tão delicada da vida? Desde muito pequena que sentia uma ligação especial com os bebés. A minha mãe costuma dizer que eu já sabia, em criança, que queria trabalhar com eles e a verdade é que esse instinto manteve-se ao longo do tempo. À medida que fui crescendo, o interesse pela biologia e pelo funcionamento do corpo humano foi ganhando força, e percebi que queria seguir algo ligado à saúde, mas que integrasse também uma visão mais holística e complementar. Foi então que descobri a Osteopatia e, dentro dela, a vertente pediátrica fascinou-me de imediato. Ao estudar o plano curricular percebi que era uma área em grande crescimento, com bases científicas cada vez mais sólidas e um impacto real na qualidade de vida dos bebés e das famílias. Quando tive contacto com a disciplina de Osteopatia Pediátrica, percebi que era exatamente ali que queria estar: a acompanhar desde a gravidez, passando pelo nascimento, até às primeiras etapas do desenvolvimento. Gosto de dizer que trabalhamos na origem, numa fase em que ainda é possível prevenir e equilibrar o corpo desde o início da vida. E poder ajudar os pais a atravessar este período desafiante com mais tranquilidade e confiança é profundamente gratificante. Porque é que os primeiros 15 dias de vida são tão determinantes para o equilíbrio do bebé? Os primeiros 15 dias de vida são uma janela de ouro. Durante a gravidez, o bebé desenvolve-se num espaço progressivamente mais reduzido, o que o leva a adaptar-se a diferentes posições dentro do útero. Essas adaptações podem gerar pequenas tensões ou assimetrias corporais que, depois do nascimento, se refletem na forma como o bebé se move, dorme, mama ou até digere. Mesmo em partos aparentemente tranquilos, o esforço da passagem pelo canal de parto pode deixar marcas subtis, compressões cranianas, torcicolos, tensões na zona pélvica ou nas estruturas do pescoço. É por isso que digo muitas vezes: quanto mais cedo intervirmos, melhor. Nos primeiros dias, os tecidos do bebé são altamente maleáveis e plásticos, o que nos permite libertar essas tensões e promover um equilíbrio mais harmonioso. A Osteopatia, nesta fase, atua de forma suave, respeitosa e preventiva ajudando o corpo a encontrar o seu próprio equilíbrio antes que se instalem compensações que poderiam manifestar-se mais tarde. No fundo, trata-se de cuidar desde a raiz, porque quando o início é equilibrado, todo o desenvolvimento tem mais espaço para acontecer naturalmente. “O corpo do bebé é incrivelmente sábio. Ele sabe crescer, adaptar-se e comunicar, mesmo antes de aprender a falar” A amamentação é, para muitas mulheres, um momento de dor e frustração. De que forma a Osteopatia pode ajudar quando o bebé tem dificuldade em mamar, fica irritado ou prefere sempre uma das mamas? A amamentação é muitas vezes retratada como um momento mágico de conexão entre mãe e bebé e, de facto, pode ser. Mas nem sempre começa assim. Para muitas mulheres, é um período de dor, dúvida e frustração, sobretudo quando o bebé não pega bem, rejeita uma das mamas ou parece ficar irritado ao mamar. E isso gera uma enorme pressão emocional. A Osteopatia pode ter um papel fundamental nestas situações. Muitas vezes, a dificuldade não está na mãe, mas no bebé, em pequenas tensões no pescoço, na mandíbula, nos ossos cranianos ou na língua, que interferem com o mecanismo da sucção. Estas tensões podem resultar do posicionamento intrauterino ou do próprio parto, mesmo quando aparentemente tudo correu bem. Com técnicas suaves e não invasivas, o osteopata ajuda a libertar essas restrições, permitindo que o bebé volte a mamar com conforto e eficácia. O objetivo é restaurar o equilíbrio do corpo e devolver naturalidade a este gesto tão essencial. Mas o trabalho não é isolado. É fundamental uma abordagem multidisciplinar: Osteopatia, Enfermagem de Amamentação e, quando necessário, Terapia da Fala. Cada profissional olha para uma parte do puzzle e juntos conseguimos que a mãe volte a viver este momento com prazer e tranquilidade. Porque amamentar não deve ser um desafio solitário, mas um encontro de amor e confiança. Grande parte dos pais encara as cólicas e o refluxo como “fases normais”. Mas, do ponto de vista osteopático, o que é que estes sintomas revelam sobre o corpo do bebé? De facto, é muito comum ouvirmos que “as cólicas passam” ou que “o refluxo é uma fase”. Mas, do ponto de vista osteopático, estes sinais são mensagens do corpo, pequenos alertas de que algo não está totalmente em harmonia. Durante o parto, ou mesmo durante a gestação, o bebé pode desenvolver tensões ao nível do crânio, do diafragma ou do abdómen que interferem com o funcionamento dos sistemas digestivo e nervoso. Estas restrições podem afetar o processo de deglutição, a mobilidade visceral e até o conforto intestinal. O resultado traduz-se em sintomas como refluxo, cólicas, gases ou obstipação. A intervenção osteopática procura identificar e libertar essas tensões, promovendo uma melhor mobilidade dos tecidos e um equilíbrio global do sistema nervoso autónomo, que regula funções involuntárias como a digestão e o sono. Mais do que aliviar sintomas, o objetivo é restabelecer a harmonia interna do corpo do bebé, prevenindo desconfortos futuros. Porque um bebé tranquilo não é apenas um bebé que dorme melhor, é um bebé que está em equilíbrio. E quando o bebé está em equilíbrio, toda a família respira melhor. “A osteopatia não corrige, orienta o corpo a reencontrar o seu caminho natural” Expressões como “ele é assimétrico” ou “vira sempre a cabeça para o mesmo lado” ainda são muito banalizadas. Que impacto podem ter estas tensões no desenvolvimento motor e até no sono e amamentação? É verdade, ouvimos muitas vezes frases como “ele é assimétrico” ou “gosta mais de olhar para um lado” como se fossem detalhes sem importância. Mas, na realidade, essas pequenas assimetrias dizem muito sobre o conforto e o equilíbrio do bebé. Elas não são apenas estéticas, são funcionais. Durante a gestação e o parto, o bebé pode desenvolver tensões ao nível do pescoço, dos ombros ou do crânio. Quando existe uma limitação de mobilidade, por exemplo, ele tende a virar a cabeça sempre para o mesmo lado, a preferir mamar numa mama específica ou a dormir numa posição repetida. Com o tempo, isto pode levar a uma plagiocefalia (achatamento craniano), dificuldades na sucção, alterações no padrão de sono e até interferir com etapas do desenvolvimento motor. A Osteopatia procura identificar a origem dessas tensões e restabelecer a mobilidade natural do corpo. Quanto mais cedo se intervém, mais facilmente o bebé responde, porque os tecidos são ainda muito maleáveis e o sistema nervoso altamente recetivo. Uma intervenção precoce permite prevenir compensações futuras, facilitar o sono, melhorar a amamentação e promover um desenvolvimento mais harmonioso. No fundo, trata-se de respeitar o corpo do bebé na sua linguagem, perceber que o choro, a preferência por um lado ou a dificuldade em dormir são formas de comunicação. Quando o ajudamos a libertar essas tensões, devolvemos-lhe conforto, e isso reflete-se em tudo: na alimentação, no sono e até na relação com os pais. Tem alertado para a importância de respeitar o tempo motor da criança e que “gatinhar é mais do que um passo antes de andar”. Pode explicar porquê? E quais os riscos de hábitos aparentemente inofensivos como o “sentar em W”? O gatinhar é uma etapa absolutamente essencial e, no entanto, ainda é muitas vezes desvalorizado. Muitos pais dizem com orgulho “o meu filho nem gatinhou, começou logo a andar”, mas, do ponto de vista do desenvolvimento neuromotor, isso não é uma boa notícia. O gatinhar é um momento-chave na organização do sistema nervoso. É quando o bebé começa a coordenar os dois hemisférios cerebrais através do movimento cruzado: braço direito com perna esquerda e vice-versa. Essa coordenação é a base para aprendizagens futuras como a escrita, a leitura e o equilíbrio. Além disso, fortalece o core, a zona lombar e a cintura escapular, preparando o corpo para a postura de pé. Quando um bebé não gatinha ou evita estar de barriga para baixo (tummy time), está a perder oportunidades preciosas de integração sensorial e motora. Mais tarde, isso pode refletir-se em dificuldades de equilíbrio, postura ou até de concentração. Quanto ao famoso “sentar em W”, é um hábito que parece inofensivo, mas que pode ter consequências. Essa posição coloca uma rotação e tensão excessiva nos quadris, joelhos e tornozelos, interferindo no alinhamento postural e no desenvolvimento da musculatura pélvica. Como o corpo da criança está em crescimento e é muito maleável, estas torções podem perpetuar-se e levar a compensações estruturais. Por isso, é importante estimular outras posições de sentar, com as pernas cruzadas, estendidas à frente ou alternadas, e permitir que a criança explore livremente o movimento. Cada fase tem um propósito, e apressar ou “saltar” etapas é privar o corpo de aprendizagens fundamentais. Em Osteopatia Pediátrica, costumamos dizer: “mais do que corrigir, queremos permitir que o corpo se expresse livremente.” E é exatamente isso que o desenvolvimento motor representa: um diálogo natural entre o corpo e o mundo. Vivemos rodeados de estímulos, e até os bebés parecem não escapar. Como é que o “excesso de estímulos” interfere com o sono, o sistema nervoso e o comportamento dos bebés? Que sinais de sobrecarga devem os pais aprender a reconhecer? Hoje vivemos num mundo em que o silêncio é quase um luxo e até os bebés são apanhados neste ritmo acelerado. Ruídos constantes, luzes fortes, ecrãs sempre ligados, mudanças de rotinas e um excesso de atividades podem parecer inofensivos, mas o sistema nervoso de um bebé é extremamente sensível. O excesso de estímulos aumenta os níveis de cortisol, a hormona do stress, o que interfere diretamente com a capacidade de relaxar, dormir e regular emoções. Quando o bebé está constantemente exposto a estímulos, entra num estado de alerta permanente: custa-lhe adormecer, acorda com frequência, chora com facilidade e parece sempre “irritado”. O corpo fala através destes sinais. Alguns indícios de sobrecarga incluem: movimentos corporais agitados, olhar disperso, bocejos ou espreguiçar repetido, rubor facial, dificuldade em mamar, despertares frequentes e choro inconsolável. Estes comportamentos são formas de o bebé dizer “preciso de pausa”. É essencial criar momentos de descompressão sensorial, rotinas previsíveis, ambientes calmos, luzes suaves, um banho morno ao final do dia, massagem e contacto pele com pele. Evitar ecrãs e ruídos intensos é crucial. Pequenos gestos, como manter o bebé junto ao peito num ambiente tranquilo, ajudam a regular o sistema nervoso e a promover um sono mais reparador. A Osteopatia, neste contexto, pode ajudar a regular o sistema nervoso autónomo, libertando tensões que amplificam o stress e devolvendo ao corpo a capacidade natural de autorregulação. Quando o bebé encontra equilíbrio, o sono, a alimentação e o bem-estar emocional voltam a fluir naturalmente. Fala-se muito da abordagem holística da Osteopatia, mas poucos compreendem o quanto um desequilíbrio estrutural pode afetar sistemas distantes, como o digestivo ou o respiratório. Pode dar-nos exemplos concretos de como tudo está interligado? Na Osteopatia, olhamos o corpo como um todo e em comunicação constante. Nenhuma estrutura funciona de forma isolada, o que acontece numa região pode ter reflexo noutra, mesmo que distante. Por exemplo, uma assimetria craniana (como uma plagiocefalia) pode não só alterar a forma da cabeça, mas também influenciar a mobilidade cervical, o padrão de sucção e até o sono do bebé. A compressão de estruturas cranianas pode afetar afetar a parte nervosa que intervém na amamentação e no sistema digestivo, criando dificuldades na pega, refluxo ou cólicas. Outro exemplo comum é o da rigidez lombar. A região lombar é responsável pela inervação que chega ao intestino. Quando existe tensão nesta zona, algo frequente em bebés que passaram muito tempo sentados na gestação ou nasceram por cesariana, o trânsito intestinal pode ficar comprometido, originando obstipação. Também o palato elevado (céu da boca alto) tem repercussões importantes. Para além de dificultar a amamentação, pode alterar a respiração e favorecer o padrão de respirador oral. Esta alteração, se não for corrigida cedo, pode influenciar o crescimento facial, o alinhamento dentário e até a postura corporal. O que a Osteopatia faz é restaurar a mobilidade e a harmonia entre os sistemas, permitindo que o corpo volte a funcionar em equilíbrio. Libertar uma tensão craniana pode melhorar o sono; tratar uma rigidez pélvica pode aliviar cólicas; corrigir um palato elevado pode favorecer a respiração e o desenvolvimento futuro. Quando compreendemos esta interligação, percebemos que não tratamos apenas um sintoma, tratamos a história que o corpo está a tentar contar. “Os primeiros 15 dias de vida são uma janela de ouro” Ainda há quem associe a Osteopatia a “estalos” e “manipulações agressivas”. Quais são os maiores mitos que gostaria de desconstruir? É muito comum as pessoas associarem a Osteopatia àquela ideia dos “estalos”, mas isso é um equívoco. O som que por vezes se ouve em algumas técnicas é apenas um ruído osteoarticular, resultado de uma ligeira libertação de gases entre as articulações e não tem nada de agressivo. Além disso, a Osteopatia não se resume a manipulações: é uma abordagem ampla, que utiliza diferentes técnicas para restaurar o equilíbrio do corpo. Nos bebés, tudo é completamente diferente. A Osteopatia Pediátrica é extremamente suave e delicada, não há “estalos” nem movimentos bruscos. O toque é leve, respeitoso e adaptado à fragilidade do recém-nascido. Durante a consulta, o osteopata observa o bebé, escuta os pais, avalia a mobilidade das estruturas cranianas, da coluna, do diafragma e das articulações, procurando pequenas tensões que possam estar a interferir com o conforto, o sono, a digestão ou a amamentação. O objetivo nunca é “colocar algo no lugar”, porque nada está “fora do lugar”. O que fazemos é estimular o sistema nervoso autónomo, libertar restrições e devolver ao corpo a capacidade natural de autorregulação. Outro mito que gosto de desconstruir é o de que a osteopatia é uma “moda”. Pelo contrário, é uma área com cada vez mais evidência científica, reconhecida e valorizada no contexto multidisciplinar. E felizmente, hoje há muito mais abertura e colaboração entre profissionais de saúde, o que permite um acompanhamento mais completo e seguro para as famílias. E algo que considero essencial: não devemos levar o bebé ao osteopata apenas quando há problemas. Uma avaliação precoce e preventiva permite detetar pequenas tensões antes de causarem desconforto e dá aos pais ferramentas para compreenderem melhor o corpo do seu filho e acompanharem o seu desenvolvimento com mais tranquilidade e confiança. Cada vez mais famílias procuram acompanhamento osteopático preventivo. Acredita que o futuro passa por integrar a osteopatia nos cuidados de rotina pós-parto? Que impacto teria na literacia em saúde e no bem-estar das famílias? Sem dúvida. Integrar a Osteopatia nos cuidados pós-parto seria um avanço enorme, não só na saúde física do bebé, mas também na literacia em saúde das famílias. A Osteopatia, quando praticada de forma preventiva, tem um papel educativo e de apoio emocional. Ajuda os pais a compreenderem melhor o corpo do seu bebé, os sinais que ele dá e o que é esperado em cada fase do desenvolvimento. Muitos pais chegam com dúvidas: “quando é que deve rolar?”, “quando começa a sentar-se?”, “será normal dormir assim?”. A consulta é também um espaço para desmistificar, informar e tranquilizar. Cada bebé tem o seu ritmo e respeitar esse tempo é fundamental. As comparações entre crianças são uma das maiores fontes de ansiedade parental, e o acompanhamento osteopático ajuda a devolver perspetiva: há uma janela natural para cada etapa, e não é suposto que todos cheguem lá ao mesmo tempo. Além disso, o pós-parto é uma fase de vulnerabilidade para toda a família. A Osteopatia pode ajudar o bebé a libertar tensões e a relaxar, mas também contribui para o equilíbrio emocional dos pais, que passam a sentir-se mais seguros e confiantes. O futuro da saúde, acredito, passa por esta abordagem integrada, em que diferentes profissionais trabalham juntos e onde o foco não é apenas tratar sintomas, mas promover bem-estar, prevenção e literacia corporal desde o início da vida. Se pudesse deixar uma mensagem às mães e pais que estão a viver os primeiros meses com o seu bebé, entre noites mal dormidas e dúvidas constantes, o que gostaria que soubessem sobre o corpo e o instinto do seu filho? O corpo do bebé é incrivelmente sábio. Ele sabe crescer, adaptar-se e comunicar, mesmo antes de aprender a falar. Cada choro, cada movimento, cada olhar é uma forma de expressão. O bebé mostra-nos o que precisa, e o corpo fala por ele. O segredo está em aprender a escutar sem pressa, com presença e confiança. O instinto dos pais raramente falha. Às vezes é abafado pelo cansaço, pela culpa ou pelas vozes externas, mas continua lá, intacto. É importante confiar nele e lembrar que nem tudo precisa de ser perfeito. O bebé não precisa de pais perfeitos, precisa de pais disponíveis, que o amem e o façam sentir-se seguro. Isso basta. Nem sempre tudo corre como idealizámos, e está tudo bem. O corpo do bebé, tal como o dos pais, também precisa de tempo e, por vezes, de um pequeno apoio para se reorganizar. É aqui que a Osteopatia pode ajudar, através de um toque suave, respeitoso, que acompanha o corpo do bebé na sua própria linguagem. A osteopatia não “corrige”, ela escuta o corpo e ajuda-o a encontrar o seu equilíbrio natural. É um cuidado que valoriza a sabedoria do organismo e o poder do vínculo entre o bebé e os pais. E talvez a mensagem mais importante seja esta: não se culpem por não saber tudo. A parentalidade é uma aprendizagem contínua. Cada bebé tem o seu ritmo, e cada família o seu caminho. Confiem no vosso instinto, observem com amor e procurem apoio sempre que precisarem, porque ninguém deve viver esta fase sozinho. E lembrem-se sempre: prevenir é cuidar desde o início. Instagram: @ritaarcanjo.osteopatia Facebook: Rita Arcanjo “Uma maquilhagem de noiva é, acima de tudo uma experiência” “Educar é conhecermo-nos primeiro e escolher que legado emocional queremos deixar aos nossos filhos”
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