Imobiliário “Hoje, encontrar uma casa demora segundos. Perceber se é a casa certa continua a exigir muito mais. A Xavve nasce em Braga para ocupar esse espaço” By Revista Spot | Setembro 23, 2026 Setembro 24, 2026 Share Tweet Share Pin Email Hoje, encontrar uma casa demora segundos. Perceber se é a casa certa continua a exigir muito mais. Num mercado imobiliário cada vez mais digital, pressionado pelos preços e por um acesso à habitação mais complexo, a mediação já não pode limitar-se a mostrar imóveis, tem de interpretar o mercado, antecipar riscos e acompanhar decisões que são, muitas vezes, das mais importantes da vida. É precisamente nesta mudança que José Rodrigues encontra espaço para começar de novo. Depois de 26 anos no setor imobiliário, abre em Braga a Xavve, um projeto próprio onde concentra a experiência acumulada, mas também uma ideia muito concreta sobre o futuro da profissão: tecnologia, sim, sem abdicar da proximidade. Mais do que abrir uma imobiliária, José Rodrigues quer construir uma marca pensada para continuar muito para além de quem a fundou e onde cada chave entregue seja consequência de uma relação de confiança. O que é que o levou a sentir que este era o momento certo para encerrar um ciclo e começar um projeto próprio? Senti que tinha chegado o momento de construir algo verdadeiramente meu, com a minha forma de trabalhar, os meus valores e tudo aquilo que fui aprendendo ao longo de 26 anos no setor imobiliário. Há uma altura em que a experiência também nos dá a segurança necessária para percebermos com maior clareza aquilo que queremos fazer e de que forma o queremos fazer. Queria criar um projeto sólido, com identidade própria e pensado a longo prazo. Algo que não termine em mim e que, um dia, os meus descendentes possam continuar. Depois de 26 anos no setor, que aprendizagens leva consigo para esta nova etapa? Levo muita experiência, naturalmente, mas sobretudo a consciência de que nunca sabemos tudo. Este é um setor feito de pessoas, de mudanças e de contextos muito diferentes, por isso é fundamental saber ouvir, adaptarmo-nos e manter a vontade de aprender. Hoje conheço melhor o mercado, mas conheço também melhor a forma como quero trabalhar. E essa clareza é provavelmente uma das maiores aprendizagens que levo comigo. Num setor com tantas marcas e profissionais, o que pretende que seja verdadeiramente diferente na Xavve? A proximidade. Quero que cada cliente sinta que tem alguém efetivamente presente ao longo de todo o processo, desde o primeiro contacto até ao momento em que recebe a chave ou conclui a venda do seu imóvel. A mediação não pode resumir-se a angariar, publicar e vender casas. Há todo um trabalho de aconselhamento, acompanhamento e confiança que faz a diferença. É esse serviço próximo, sério e personalizado que quero associar à Xavve. Ao fim de tantos anos a acompanhar compradores e vendedores, o que aprendeu sobre as pessoas? Aprendi que não existem dois clientes iguais e que comprar ou vender uma casa raramente é apenas uma decisão financeira. Há expectativas, dúvidas, receios, mudanças familiares e, muitas vezes, uma componente emocional muito forte. Uma casa pode representar o início de uma nova etapa, uma mudança de cidade, o crescimento de uma família ou até o encerramento de um capítulo. Por isso, antes de apresentar soluções, é preciso saber ouvir e perceber verdadeiramente o que aquela pessoa precisa. Num tempo em que qualquer pessoa consegue consultar imóveis e comparar preços online, a confiança tornou-se ainda mais importante? Sem dúvida. Hoje, a informação está muito mais acessível. Qualquer pessoa consegue consultar imóveis, comparar preços ou perceber o que existe no mercado. Por isso, o valor de um mediador já não pode estar apenas no acesso à informação. Está na capacidade de interpretar essa informação, conhecer o mercado, aconselhar, antecipar dificuldades e dar segurança ao cliente ao longo de todo o processo. É aí que a experiência e a confiança fazem a diferença. A compra de uma casa é uma decisão económica, mas também profundamente emocional. Como se gere esse equilíbrio sem perder o lado comercial do negócio? Temos objetivos comerciais, naturalmente. É uma empresa e tem de ser sustentável. Mas nunca podemos esquecer que estamos a trabalhar com decisões que podem ter um impacto muito significativo na vida das pessoas. Para mim, o interesse do cliente tem de estar sempre em primeiro lugar. Acredito, aliás, que os resultados comerciais surgem com maior consistência quando existe confiança e quando o cliente percebe que está a ser bem aconselhado, mesmo que isso signifique, em determinados momentos, dizer-lhe que aquele não é o imóvel certo ou que talvez ainda não seja o momento de avançar. O mercado imobiliário português atravessa um período marcado por preços elevados e dificuldades no acesso à habitação. Como olha para o setor neste momento? É um mercado exigente, com desafios evidentes, sobretudo ao nível dos preços e do acesso à habitação. Ao mesmo tempo, continua a ser um mercado muito dinâmico e com oportunidades. Nestes contextos, o papel de um bom profissional torna-se ainda mais relevante, porque o cliente precisa de informação, conhecimento do território e aconselhamento para conseguir tomar decisões mais seguras. A experiência permite-nos também perceber que o mercado é feito de ciclos e que é importante saber ler cada momento. Que cultura quer construir dentro da Xavve e que perfil procura nas pessoas que vierem a integrar a equipa? Quero construir uma equipa unida, com pessoas sérias, ambiciosas e com vontade de crescer connosco. A experiência é importante, mas não é o único critério. Procuro atitude, compromisso, capacidade de ouvir e, sobretudo, gosto por trabalhar com pessoas. Quero que quem entre na Xavve sinta que está a participar na construção do projeto e não apenas a ocupar uma função. O crescimento individual de cada elemento terá de contribuir para o crescimento da própria marca. O futuro da mediação imobiliária será cada vez mais tecnológico. O que continuará a depender exclusivamente das pessoas? A tecnologia é indispensável e vai continuar a transformar profundamente o setor. Permite-nos trabalhar de forma mais eficiente, comunicar melhor, analisar informação e chegar a mais pessoas. Mas não substitui aquilo que acontece numa relação de confiança. Um algoritmo pode apresentar imóveis; não consegue compreender totalmente os receios de uma família, perceber as hesitações de um cliente ou acompanhá-lo numa decisão com esta importância. Para mim, o futuro passa precisamente por saber tirar partido da tecnologia sem desumanizar a mediação. Com a Xavve, abre-se literalmente uma nova porta. O que gostaria de encontrar do outro lado daqui a cinco anos? Espero encontrar muito trabalho, naturalmente, mas também crescimento, uma equipa sólida e clientes que reconheçam a Xavve pela confiança e pela qualidade do serviço. Quero construir um projeto consistente, que cresça de forma sustentada e preserve os valores com que nasceu. Daqui a cinco anos, gostaria de olhar para trás e perceber que conseguimos criar mais do que uma imobiliária: uma marca com identidade, credibilidade e futuro. E sentir que valeu a pena abrir esta porta. Morada: Av. Barros e Soares 379, 4715-214 Braga Instagram: @_xavve_ Contactos: 253 196 340 (Chamada para a rede fixa nacional) | +351 910 520 535 (Chamada para a rede móvel nacional) Site: xavve.pt “Nenhum suplemento compensa uma vida em que não há espaço para uma boa rotina de sono” O que acontece ao prazer quando o sistema nervoso entra em alerta? 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