Restaurantes Henrique Meireles Caniço transformou um negócio de família e acredita que, mais importante do que gerir, é inspirar uma comunidade By Revista Spot | Agosto 8, 2025 Agosto 8, 2025 Share Tweet Share Pin Email Braga, hora de jantar. O aroma de bacalhau gratinado atravessa a porta do D. Frango e prende quem passa, não por acaso, mas porque Henrique Meireles Caniço aprendeu cedo que um restaurante começa a conquistar muito antes de o cliente se sentar. A nova geração da restauração não nasceu para repetir receitas, mas para reescrever a mesa. É feita de empresários que estudam gestão e de equipas que sabem que hospitalidade é, acima de tudo, criar ligações genuínas. Nesta geração, a cozinha é laboratório e palco, o marketing é tão importante quanto o prato e o cliente é parte ativa da história. Henrique cresceu a observar as mesas a encherem-se de memórias. E foi isso que decidiu servir: personalidade e pratos preparados com a alma de quem não quer apenas vender refeições, mas criar pertença. No seu olhar de nova geração, a restauração é um organismo vivo, feito de pessoas motivadas, cultura sólida, estratégia e respeito absoluto pelo produto. Aqui, cada detalhe importa, do corte da carne à temperatura certa com que chega à mesa. No centro, permanece o essencial: sabor, verdade e propósito. O D. Frango sabe ser experiência e aconchego e Henrique sabe que não basta encher salas, é preciso encher corações. E quando os pratos chegam à mesa, servem também ideias, experiências e futuro… Qual tem sido a fórmula de crescimento do D. Frango ao longo dos anos? Desde o início, apostámos numa combinação entre consistência e autenticidade. Optámos por focar-nos naquilo que sabemos fazer bem: pratos tradicionais portugueses, preparados com qualidade e respeito pelos ingredientes. O bacalhau, a carne, os acompanhamentos, tudo é pensado com detalhe. Além disso, investimos no espaço, na equipa e na experiência global do cliente, criando um ambiente familiar mas com personalidade. Há uma identidade de que não abdicam? A identidade do D. Frango é familiar, acessível e autêntica. Queremos que quem nos visita se sinta em casa, que associe a nossa marca a bons momentos e comida honesta. Transmitimos simplicidade com qualidade, respeito pelos ingredientes e foco na experiência do cliente. Enquanto empresário da nova geração da restauração, considera que o seu mindset foi fundamental? Acredito que a restauração é mais do que servir refeições. Sempre tive uma visão mais ampla do negócio, não basta ter boa comida, é preciso pensar no serviço, no ambiente, no marketing, na cultura interna. Venho de uma geração que valoriza estratégia, e gosto de pensar o negócio como um organismo vivo, que tem de crescer com consistência. Que propósito o move atualmente? Sem dúvida. O meu propósito é criar um espaço onde as pessoas se sintam bem, onde os colaboradores cresçam e onde se cultive um sentido de comunidade. Servir um bom prato é importante, mas o impacto que temos na vida das pessoas, na equipa e na cidade é o que me move verdadeiramente. Quais são os maiores desafios de um empresário deste setor? O maior desafio é criar um ambiente que valorize as pessoas. A nova geração quer propósito, equilíbrio e reconhecimento. Tenho procurado ouvir mais, formar melhor e dar espaço para crescer. Não é fácil, mas acredito que um restaurante só é forte se a sua equipa for valorizada. Já pensou em escalar a marca D. Frango para outras zonas ou criar novos formatos? Já pensei, sim. Mas só faria sentido se conseguíssemos manter os mesmos padrões de qualidade e identidade. Estamos a estudar modelos que respeitem o ADN da marca, seja noutros formatos urbanos, seja em conceito de takeaway mais digital. Mas sem pressa, tudo no tempo certo. É importante existirem indicadores de performance, saber para onde se quer ir? Sem dúvida. Acompanho de perto as vendas por período, o ticket médio, o tempo de serviço, o nível de satisfação dos clientes e a rotatividade da equipa. São números que nos ajudam a perceber onde estamos e para onde devemos ir, sempre com foco na melhoria contínua. Qual é a sua grande missão? Quero construir algo que perdure. Um legado que mostre que é possível fazer restauração com propósito, qualidade e visão. E se, pelo caminho, conseguirmos inspirar outros a adotar modelos mais humanos e estruturados, tanto melhor. Em termos de cultura de cliente, que aprendizagens foram mais valiosas nestes anos? O consumidor está mais exigente e mais digital. Aprendemos que a experiência tem de ser completa, desde a presença online à simpatia no atendimento. Investimos no takeaway, melhorámos os canais digitais e adaptámos o espaço para oferecer conforto e rapidez. Escutar o cliente tem sido essencial. Onde se vê e vê o D. Frango nos próximos anos? Há novos projetos, novos conceitos no radar? Vejo o D. Frango a crescer de forma sustentável, sem perder a alma. Estamos a avaliar novos conceitos e formatos complementares, sempre com base naquilo que nos distingue. O objetivo é continuar a inovar, mas com os pés bem assentes na terra. Para terminar, quais são as 5 coisas que ninguém pode perder ao visitar o D. Frango? 1. O tradicional bacalhau gratinado. 2. O atendimento simpático e direto, sem rodeios. 3. A nossa rigorosa seleção de diferentes cortes de carnes. 4. A detalhada e diversa seleção de vinhos. 5. E aquele momento em que a comida chega à mesa, bem quente e suculenta, isso é o que define o D. Frango. Morada: Rua Nova Santa Cruz, Braga Contacto: 253 254 537 Facebook: D. Frango Restaurante Churrasqueira Instagram: @dfrangorestaurante “Num mercado saturado de cópias e moodboards repetidos, o mobiliário português é narrativa, design, engenharia emocional” Mais do que restaurantes, Yang Qi cria experiências com storytelling. Assim é a nova geração da restauração
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