Design de Interiores “É esse exercício prévio de introspeção e autoconsciência que dá alma a um projeto” By Revista Spot | Dezembro 12, 2024 Dezembro 12, 2024 Share Tweet Share Pin Email “Dá forma ao invisível e, através de cada detalhe e de cada escolha que faz, tem o poder de nos fazer sentir em casa, mesmo que estejamos fora dela. Assume que um espaço não é apenas uma tela em branco, mas um cenário vivo, onde cada pormenor deve ter um propósito, cada elemento, uma razão de ser. A designer de interiores Filipa Oliveira acredita, acima de tudo, que “um bom projeto é aquele que, mais do que esteticamente apelativo, resolve, de forma criativa e inteligente, os desafios da vida diária” e é deste interessante pragmatismo e maturidade que o seu percurso é feito.” Um exercício de autoconsciência Conversar com Filipa Oliveira é perceber, em poucos minutos, que sem um exercício prévio de autoconsciência um projeto não existe. “A autoconsciência é a base sobre a qual qualquer designer de interiores constrói um projeto autêntico e significativo. Sem esse olhar profundo sobre si mesmo, não é possível compreender o impacto emocional e psicológico que um ambiente pode ter nas pessoas que o habitam. O design de interiores vai muito além da estética ou da funcionalidade. Para criar espaços que realmente toquem as pessoas, o designer deve, antes de tudo, olhar para dentro, entender as suas próprias perceções, valores e sensibilidades. Sem esse exercício de introspeção, o projeto corre o risco de se tornar uma construção técnica, uma simples aplicação de tendências ou um conjunto de elementos decorativos. É na busca pela autoconsciência que o designer encontra a verdadeira capacidade de transformação. Através desse processo, aprende a ouvir as histórias dos espaços, a interpretar as necessidades dos utilizadores e a criar experiências sensoriais que provocam emoções. Cada escolha, cada material, cada cor e cada forma adquirem um propósito mais profundo. E é nessa conexão que o projeto se torna uma verdadeira obra de arte funcional, um reflexo do interior de quem o projeta e, simultaneamente, de quem o habita. O design de interiores, tal como qualquer forma de arte, precisa da autenticidade que nasce de uma reflexão honesta sobre nós e sobre o mundo à nossa volta. Só assim é possível criar espaços que, mais do que agradáveis, têm o poder de emocionar, transformar e perdurar.”, destaca. 2024, um ano para olhar para dentro Talvez alma seja a palavra que melhor define a assinatura de Filipa Oliveira, com um percurso firme, maduro e pragmático. “O meu percurso de crescimento e evolução passou por encontrar o equilíbrio certo entre emoção e racionalidade. Um designer maduro é capaz de ouvir o cliente com atenção, entender as suas verdadeiras necessidades e, muitas vezes, guiá-lo na direção de soluções mais equilibradas, mesmo que isso signifique desviar-se de modas ou preferências momentâneas. A diversidade de projetos que recebo é vasta e cada um traz consigo desafios únicos que exigem uma abordagem sensível e ponderada. Desde habitações em construção, onde ainda existe apenas uma planta, a espaços com estrutura já avançada ou, por vezes, a necessidade de redecoração final, cada etapa exige um olhar atento e uma abordagem personalizada. O trabalho vai muito além de simplesmente escolher materiais e mobiliário. É preciso visualizar o espaço de forma integral. Além disso, é essencial respeitar as limitações do local, seja uma habitação ou um projeto comercial, como um restaurante ou um alojamento local. Para garantir que cada projeto responda da melhor forma às expectativas, considero fundamental realizar uma visita ao espaço antes de finalizar qualquer proposta, pois é através dessa observação direta que consigo capturar todos os detalhes que farão a diferença no resultado final.”, reforça. Respeito pelas etapas de um projeto “Uma coisa que valorizo profundamente é a honestidade no processo. Quando surgem limitações no espaço ou nos materiais, o meu objetivo nunca é apenas apontar problemas, mas sempre propor soluções viáveis. Cada desafio pode ser resolvido de diferentes formas, desde que haja respeito pelo cliente, pelo espaço e pelas etapas do projeto. Respeitar estas etapas implica compreender que o processo de desenvolvimento não deve ser apressado nem negligenciado, pois cada fase tem um objetivo específico e contribui para a realização de um resultado final bem-sucedido. O primeiro passo é o planeamento, onde se define a visão global do projeto, os seus objetivos, prazos e recursos necessários. Esta fase permite antecipar desafios e riscos, criando uma base sólida para as etapas seguintes. Ignorar o planeamento pode levar a erros e retrabalhos, comprometendo a integridade do projeto. Na fase de execução, é fundamental seguir o cronograma e as ações previstas, assegurando que as tarefas sejam realizadas conforme o planeado. A qualidade do trabalho nesta fase depende da organização e da comunicação eficiente entre as equipas envolvidas. Respeitar os prazos e as responsabilidades de cada membro garante que a execução seja feita de forma ordenada e eficaz.”, destaca Filipa Oliveira. A importância da escuta ativa Cada ambiente tem uma história a ser contada, e, no entender da designer de interiores, a escuta ativa é o fio condutor que transforma essas histórias em realidade. “Ao ouvir atentamente, o designer consegue perceber não apenas os detalhes explícitos, mas também as entrelinhas de uma conversa, nas expressões corporais ou nas pequenas nuances do que é dito. Essa escuta sensível permite que o profissional crie espaços que não só respondam às necessidades funcionais, mas que também reflitam os valores, sentimentos e estilo de vida de quem vai ocupá-los. Acredito, essencialmente, que o designer de interiores do futuro será muito mais do que um criador de espaços. Será um arquétipo do inovador, do curador sensorial e do engenheiro emocional, criando não apenas ambientes, mas histórias. Histórias de conforto, de pertença, de conexão com o mundo exterior e interior. Um futuro onde cada espaço será mais do que um lugar para viver — será um reflexo da identidade e dos sonhos de quem o habita. É esse o caminho de autoconhecimento e valorização que estou a traçar enquanto pessoa e profissional.”, conclui. Morada: Rua Nova da Estação 200 R/c Esquerdo, 4700-234 Braga Contacto: 910 184 382 Facebook: Filipa Oliveira – Interiores Instagram: @filipaoliveira_interiores “A Só Barroso é feita de pessoas com alma, sentido e propósito” “A alma do Natal no D. Frango vive nas pessoas que, a cada novo ano, se tornam parte desta grande família”
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