GO BRAGA Descapitalismo By Revista Spot | Junho 3, 2021 Junho 7, 2021 Share Tweet Share Pin Email Ao longo dos últimos anos, assistimos inúmeras vezes a alguns dos homens mais ricos de Portugal prestarem declarações publicas acerca da sua suposta fortuna e em resumo percebe-se que ela está extremamente alavancada em empréstimos, são gestores de grandes fortunas, mas não detentores de grandes fortunas. O mesmo se pode dizer de algumas das maiores empresas nacionais e do próprio Estado. Portugal é um país extremamente endividado com problemas estruturais e culturais na contração de crédito e por essa razão se percebe que o país (Estado, empresas públicas e privadas e famílias), em 2019, tivesse uma dívida é de 724,4 mil milhões de euros, o que representa 356,8% do Produto Interno Bruto. A pessoa portuguesa mais rica, atualmente, é a Maria Fernanda Amorim e a sua família, ficando no lugar 633 a nível mundial, se quisermos um termo de comparação com alguns dos nossos parceiros europeus, França tem duas pessoas nas dez pessoas mais ricas do mundo, Bernard Arnault e Françoise Bettencourt Meyers, Espanha tem o 11º Homem mais rico do mundo, Amancio Ortega, sendo que a Irlanda, um país com menos de metade da nossa população e intervencionado pela Troika na mesma época que Portugal, tem o 129º homem mais rico do mundo, Pallonji Mistry. O que temos, por isso, é um país altamente descapitalizado, sem poder financeira no setor privado e no Estado, e não é possível criar riqueza sem capital, não é possível criar empregos, aumentar o rendimento das pessoas sem aumentar a geração de riqueza. Portugal, se quiser ser um país rico, tem de parar de lutar contra o capitalismo e promovê-lo, se houver pessoas ricas, empresas ricas, se o Estado for rico a nossa vida vai com certeza ser melhor. Não podemos querer ter a próxima Google ou a próxima Zara se não criarmos um ambiente propício para elas se formarem e crescerem. Infelizmente, em Portugal, o que tem acontecido é que além de não conseguirmos criar empresa suficientes de sucesso, as que criamos tendem a sair para geografias com regimes fiscais mais favoráveis, exemplos disso são os quatro unicórnios criados em Portugal, Farfetch, Talkdesk, OutSystems e Feedzai, destas apenas a última tem sede em Portugal. É óbvio que o Estado deve promover a equidade social, é óbvio que os mais desfavorecidos têm de ser apoiados de forma eficiente, mas isso não se consegue despromovendo o capitalismo, pelo contrário. O capitalismo é gerador de riqueza para as famílias e para o Estado, a nossa luta deve ser por isso contra a pobreza não contra a riqueza. Dreams4kids: Vamos brincar? Sara Couto Medicina Estética Avançada: A beleza dos nossos dias
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