Restaurantes Das rabanadas lendárias às receitas secretas de Bacalhau, o Natal do D. Frango tornou-se memória coletiva By Revista Spot | Dezembro 3, 2025 Dezembro 3, 2025 Share Tweet Share Pin Email No D. Frango, o Natal não começa no calendário, começa num som. O estalar de uma frigideira quente, a primeira faca a romper um entrecôte que parece respirar, o riso do Henrique Meireles Caniço a atravessar a sala como uma porta que se abre. Há restaurantes que se preparam para dezembro com decorações. O D. Frango prepara-se com alma. Não há formalismos, não há silêncios desconfortáveis, há carne premium e receitas de bacalhau secretas ao lado de gente a brindar. É um lugar que não precisa de inventar magia, cria-a sem dar por isso. Entre o brilho caramelizado da famosa rabanada e um copo de Vinho do Porto raro, este é um Natal que se vive como se fosse o primeiro. E que, estranhamente, sabe sempre ao último. As entradas que acendem a noite É nas entradas que a mesa se começa a compor como um presépio vivo. O queijo brie no forno com mel e noz, fundido até ficar cremoso, chega à mesa a fumegar. Ao lado, os cogumelos frescos salteados, simples e aromáticos, lembram a cozinha das avós. E os pimentos padrón, irreverentes, quebram a doçura com um toque picante que desperta a conversa. E, claro, não faltam os ovos rotos que nasceram quase por pedido do mercado e hoje entram nas mesas com a mesma alegria com que se abre um presente antecipado. São viciantes, marcados pelo toque secreto que o D. Frango dá a tudo o que cozinha. O reino do bacalhau e das carnes premium O bacalhau, rei do Natal português, tem aqui tratamento de corte real. O mais pedido? O bacalhau gratinado com puré, um best-seller absoluto que chega dourado, cremoso, reconfortante, um prato que sabe a memórias antigas e a novidades felizes. Há também o bacalhau à Braga e na Brasa, cada um com a sua identidade, mas todos com o mesmo ADN: sabor franco e sem truques. Dezembro traz um protagonista novo: os filetes de peixe-espada panados com farinha panko, elegantes e surpreendentes, servidos com um arroz de grelos caldoso. Mas é nas carnes premium que se abre o grande capítulo: o entrecôte australiano, suculento e irrepreensível; o tomahawk que impressiona qualquer mesa; o T-Bone, que chega sempre com aquela aura de festa que os grandes cortes carregam. O D. Frango tem este dom raro: servir o premium de forma informal. A rabanada que se tornou lenda E depois chega ela: a rabanada. Aquela que já não é só rabanada, é a “melhor rabanada do mundo”. Henrique ri-se quando conta a história, mas a verdade é que este doce se tornou um ícone. “Se chamamos rabanada à nossa rabanada, temos de mudar de nome à outra rabanada”, refere. Feita com o pão de bica, mergulhado na calda certa, húmida por dentro, levemente crocante por fora, com aquela humidade perfeita que só quem domina o gesto sabe alcançar. Tem um perfume de canela, açúcar e açafrão das índias talvez memória, talvez carinho. E é tão querida pelos clientes que já ficou todo o ano na carta. Com ela, vem o casamento perfeito: um bom vinho do Porto, licoroso, quente, redondo, que acentua o sabor e transforma a sobremesa numa pequena celebração privada. Uma harmonização que sabe a Natal, mesmo quando o calendário insiste que ainda não é dia 24. Um lugar muito “nosso” Para Henrique, “um restaurante também é feito do ambiente, descontração, conforto, amigos, barulho bom.” E é exatamente isso que o D. Frango oferece. Aqui há vida, há riso, famílias, grupos de amigos, há gente que chega pela primeira vez e sai a dizer “não esperava”. Embora fechem na noite de 24 para que todos vivam o seu próprio Natal em família, até lá o restaurante está de portas abertas, a acolher quem procura um jantar especial ou quem quer levar para casa um bocadinho do sabor do D. Frango. Porque o Natal também vive disso: de quem cozinha, de quem partilha e de quem leva para casa aquilo que sabe que vai fazer alguém feliz. No final, o que fica? No D. Frango, o Natal não é uma data: é um estado de espírito. Uma mesa longa, pratos fumegantes, luz quente, copos erguidos, sobremesas que contam histórias e a sensação de que ali, naquele espaço, tudo tem lugar: o premium, o tradicional, o descontraído, o surpreendente. E, como em todas as boas histórias de Natal, há sempre um toque de magia que ninguém sabe explicar. Talvez venha das pessoas que nos recebem, talvez venha da comida, talvez venha da forma como nos sentimos quando ali entramos. Talvez, no fundo, venha de tudo isso junto. Morada: Rua Nova Santa Cruz, Braga Contacto: 253 254 537 Facebook: D. Frango Restaurante Churrasqueira Instagram: @dfrangorestaurante “Num país onde mais de metade da população vive com dor e stress crónico, cresce a urgência de respostas que olhem para a saúde além do sintoma” Hopen Christmas: O festival de cerveja artesanal está de volta a Braga com cervejas de Natal, música, rabanadas e festa até às 02h00
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