Saúde Infantil “Das doenças raras na infância ao desenvolvimento infantil, a FisioPlayKids pretende ajudar cada criança a revelar a sua melhor versão” By Revista Spot | Julho 26, 2025 Julho 26, 2025 Share Tweet Share Pin Email No coração do cuidado infantil, onde o rigor da neurociência se encontra com a leveza do brincar, nasce a FisioPlayKids, um projeto inovador de desenvolvimento infantil assinado por Sara Eirinha. Inspirada pela experiência da maternidade e guiada por uma escuta que vai além das palavras, Sara desafia os modelos tradicionais de intervenção pediátrica: aqui, cada movimento é celebrado como uma pequena revolução e cada olhar é um universo por descobrir. Mais do que tratar, a FisioPlayKids é um palco de magia discreta e transformação profunda, onde a técnica se veste de empatia e o progresso floresce através da confiança, do afeto e da curiosidade. Entre a fisioterapia respiratória, a fisioterapia neuropediátrica e o toque subtil da osteopatia pediátrica, constrói-se um caminho de intervenção integrada que respeita o ritmo, as necessidades e a singularidade de cada criança. Este é um convite a pais e cuidadores para embarcarem numa jornada de vínculo, descoberta e desenvolvimento, onde cuidar passa sobretudo por despertar potencial, criar presença, e acolher o inesperado com sensibilidade e ciência. Sara, o que é que a inspirou a criar a FisioPlayKids nesta nova fase da sua carreira? Que propósito e valores pretendeu reforçar com este projeto? A FisioPlayKids nasceu numa fase transformadora da minha vida: a maternidade. Ser mãe trouxe-me um novo olhar sobre o universo infantil – mais atento, mais sensível, mais empático. Senti que era o momento certo para criar um espaço que refletisse aquilo em que realmente acredito: um cuidado técnico e especializado, mas profundamente humano. Quis que a FisioPlayKids fosse um lugar seguro, afetuoso e inspirador, onde cada criança fosse acompanhada com respeito pelo seu ritmo, e cada família se sentisse verdadeiramente acolhida. Os valores que me guiam, e que estão no coração da FisioPlayKids, são a escuta ativa, o cuidado genuíno e o compromisso com o bem-estar da criança e da sua família. Porque cuidar de uma criança é, sempre, cuidar do seu mundo. A FisioPlayKids combina conhecimento técnico com uma abordagem lúdica, empática e leve. Como surgiu esta visão? Trabalhar com crianças sempre me ensinou que a técnica, por si só, não basta. É preciso muita empatia, paciência e saber escutar cada criança no seu mundo. Com o tempo, percebi que os melhores resultados acontecem quando consigo criar um ambiente leve, onde a criança se sente segura e motivada para participar. A abordagem lúdica nasceu dessa experiência prática: brincar é a linguagem natural das crianças e uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento. A ciência e a técnica são a base do meu trabalho, mas é através da empatia e do lúdico que consigo criar uma relação de confiança, motivar e envolver a criança no processo terapêutico. Como define o papel da fisioterapia pediátrica na promoção do desenvolvimento global da criança, desde os primeiros meses de vida até à idade escolar? Acredito profundamente que a fisioterapia pediátrica tem um papel essencial no desenvolvimento da criança, desde o nascimento até à fase adulta. Não se trata apenas de intervir quando há dificuldades, mas de acompanhar, prevenir e potenciar, respeitando o tempo e as necessidades únicas de cada criança. Nos bebés, o foco está na estimulação precoce, na organização postural, na integração dos reflexos e na construção das bases para o movimento. É uma fase delicada, em que a intervenção certa pode ter um impacto muito positivo a longo prazo. À medida que a criança cresce, o trabalho vai evoluindo com ela, promovendo a função motora, corrigindo padrões que possam limitar a autonomia, e apoiando o seu bem-estar físico, emocional e social. A Fisioterapia Neuropediátrica é uma das suas áreas de atuação. Que desafios e oportunidades encontra neste campo, especialmente no acompanhamento de crianças com necessidades especiais? É uma área que me desafia profundamente e que me toca de forma muito especial. Acompanhar crianças com condições raras ou pouco estudadas é, muitas vezes, caminhar num terreno incerto, onde as respostas nem sempre existem e onde a informação é escassa ou quase nula. Nestas situações, há um fator particularmente difícil: a regressão. Ver uma criança perder capacidades que levou meses a alcançar, após uma crise ou um episódio de doença, é algo que me marca. Mas é também nesses momentos que sinto, com ainda mais clareza, o propósito do meu trabalho: estar lá, reajustar o plano, não desistir. Continuar a acreditar, mesmo quando o progresso é lento ou imprevisível. O grande valor desta área está exatamente aí, em poder ajudar cada criança a avançar, por mais pequeno que seja o passo, e em dar suporte às famílias que vivem este processo de forma tão intensa. São percursos desafiantes, mas também cheios de superações discretas e conquistas com um valor imenso. Em que situações deve ser considerada fisioterapia respiratória pediátrica e que benefícios pode trazer à saúde respiratória infantil? É normal que existam dúvidas, e é por isso que é tão importante conversar. A fisioterapia respiratória pode ser muito benéfica em casos como bronquiolite, pneumonias, asma, ou quando há acumulação de secreções que dificultam a respiração. Também é indicada em doenças crónicas. Através de técnicas suaves e adaptadas à idade, ajudo a melhorar a ventilação, facilitar a limpeza das vias respiratórias e prevenir complicações. No fundo, queremos que a criança respire melhor, durma melhor, brinque melhor e que os pais se sintam mais tranquilos. Mais do que uma intervenção física, é um cuidado que traz conforto e segurança para todos. A osteopatia pediátrica é cada vez mais procurada. Em que casos considera relevante a sua aplicação? A osteopatia pode ser uma ferramenta complementar muito útil no alívio de desconfortos comuns nos bebés e crianças, como cólicas, refluxo, torcicolos congénitos ou assimetrias cranianas. É sempre realizada com muita delicadeza, respeitando totalmente o corpo e o tempo da criança. A segurança começa com uma avaliação rigorosa e com formação especializada. É fundamental que os pais saibam que se trata de uma abordagem subtil, não invasiva, e que deve sempre ser integrada num plano de cuidados bem definido e centrado na criança. Um dos pilares do seu trabalho é a criação de vínculo com as famílias. Que estratégias utiliza para construir essa relação de confiança e de que forma isso impacta os resultados terapêuticos? A relação de confiança começa com escuta. Ouvir, acolher e valorizar o que os pais têm para dizer é essencial. Nenhum progresso acontece se a família não se sentir segura e envolvida. Gosto de criar um espaço onde as dúvidas podem ser colocadas sem receios, onde as emoções são bem-vindas, e onde cada pequena conquista é celebrada em conjunto. Quando os pais se sentem parte do processo, tornam-se aliados ativos na evolução da criança, e isso faz toda a diferença. Mais do que tratar sintomas, estamos a cuidar de pessoas. O logótipo da FisioPlayKids, um unicórnio em origami, é delicado e cheio de significado. O que representa para si e de que forma traduz a filosofia do projeto? O unicórnio em origami da FisioPlayKids é muito mais do que uma imagem bonita, é um símbolo que representa tudo o que quero transmitir com o meu trabalho. O unicórnio traz essa magia, a fantasia e o universo de sonho que fazem parte da infância, enquanto que o origami remete para o cuidado, a delicadeza e o trabalho minucioso que dedico a cada criança. A FisioPlayKids é isso mesmo: um espaço onde cuidamos com rigor, mas também com leveza, onde respeitamos a singularidade de cada criança e acreditamos sempre no seu potencial. Este logótipo reflete também a ideia de transformação, assim como o origami transforma uma simples folha papel numa figura única e bela, a FisioPlayKids pretende ajudar cada criança a revelar a sua melhor versão. A prática baseada na evidência é essencial, mas também o é a personalização. Como adapta as abordagens terapêuticas às diferentes fases do desenvolvimento infantil e às especificidades de cada criança? A base científica orienta o meu trabalho, mas são a escuta e a observação que me mostram o caminho com cada criança. O que resulta para uma pode não resultar para outra, e é isso que torna o nosso trabalho tão exigente e tão bonito. Cada plano terapêutico é desenhado com base na fase de desenvolvimento, nas necessidades específicas, na personalidade e no contexto familiar da criança. A personalização garante que o cuidado é eficaz e, acima de tudo, respeitoso e significativo. É um equilíbrio entre o conhecimento técnico e a sensibilidade para criar um ambiente que a criança se sinta confortável, segura e motivada. Que mensagem gostaria de deixar às famílias que ainda hesitam em procurar acompanhamento fisioterapêutico para os seus filhos? Gostava de dizer, de coração aberto, que não é preciso esperar por um diagnóstico ou por um “problema sério” para procurar ajuda. A fisioterapia é uma ferramenta valiosa tanto na prevenção como no acompanhamento do desenvolvimento infantil. Muitas vezes, são pequenas dúvidas, pequenas inseguranças que os pais sentem… e que merecem ser ouvidas com atenção. Acredito profundamente na intuição dos pais. Quando algo não parece bem, quando sentem que o seu bebé não está a evoluir como esperavam, que tem dificuldades nas aquisições motoras, que está mais tenso, mais flácido, que respira com esforço ou que “há qualquer coisa que não sabem explicar”, é importante não ignorar esse sentimento. Procurar fisioterapia é sinal de cuidado, de presença, de querer oferecer o melhor. Estou aqui para caminhar ao vosso lado, com escuta, conhecimento e muito carinho, ajudando a esclarecer, orientar e, quando necessário, intervir. Morada: Praceta da Botica, Rua 3 nº40, Vila de Prado, Vila Verde 4730-454 Facebook: Fisioplaykids Instagram: @fisioterapeuta_sara.eirinha | @fisioplaykids “O futuro do cabelo pode estar nos exossomas e nas células estaminais” “Da nutrição infantil à recuperação pós-cirurgia bariátrica, das doenças digestivas ao desempenho desportivo, a nutrição clínica não segue fórmulas fixas”
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