Osteopatia “Entre cicatrizes físicas e silêncios emocionais, o pós-parto continua a ser o elo esquecido dos cuidados à mulher” By Revista Spot | Outubro 12, 2025 Outubro 12, 2025 Share Tweet Share Pin Email Nas mãos de Sayonara Adriano, osteopata com pós-graduação em saúde da mulher, cada gesto é um mapa invisível entre mãe e bebé. A sua prática desafia o óbvio, mostra que a dor no corpo pode ser a voz das emoções, que uma cicatriz guarda histórias, que o toque certo pode mudar a respiração e a relação. Na mulher, a osteopatia atua na sutileza das transformações da gravidez, no silêncio do pós-parto. Nos bebés, o toque osteopático é o primeiro gesto de equilíbrio, ajudando a libertar tensões do parto, a melhorar o sono, a digestão e a amamentação. É ciência e poesia, rigor e intuição, numa dança entre sistemas, tecidos e afetos. Porque cuidar da mulher e do bebé é cuidar da primeira linguagem humana, o toque que cura antes mesmo de haver palavras. Que caminhos a levaram até à osteopatia e a inspiraram a especializar-se não só na saúde da mulher, mas também no acompanhamento do bebé desde os primeiros dias de vida? Tudo começou com uma lesão. Na altura, era professora de fitness, vivia o movimento como parte essencial da minha vida, até ao dia em que uma dor no ombro mudou o rumo de tudo. Consultei um ortopedista, que foi direto: precisava de cirurgia. Lembro-me de sentir o chão a fugir. Foi então que uma amiga me sugeriu algo que, na época, me soou quase exótico: “vai a um osteopata”. Eu nem sabia o que era isso. Fui, um pouco cética, e o profissional que me recebeu mal falou. Observou-me com atenção, analisou a minha postura, os meus movimentos, e disse apenas: “vou tratar o seu fígado”. Fiquei confusa. Tinha ido por causa do ombro, o que é que o fígado tinha a ver com isso? Mas saí de lá e, para meu espanto, naquela mesma noite consegui levantar o braço pela primeira vez em semanas. Foi o primeiro contacto com algo que mais tarde percebi ser a essência da osteopatia, olhar o corpo como um sistema integrado, onde tudo se relaciona: músculos, vísceras, emoções e energia vital. A curiosidade transformou-se em paixão, e o desejo de compreender o corpo humano levou-me a mergulhar na licenciatura em osteopatia e na pós-graduação em saúde da mulher. Com o tempo, descobri um novo propósito, cuidar da mulher e do bebé. Fascina-me acompanhar o corpo feminino nas suas transições, gravidez, parto, pós-parto, e perceber como, desde os primeiros dias de vida, o toque osteopático pode ajudar o recém-nascido a adaptar-se ao mundo, equilibrando tensões e promovendo o desenvolvimento saudável. A lesão que parecia o fim da minha carreira acabou por ser o início de uma vocação: a de escutar o corpo de forma diferente, com as mãos, com o olhar e com o coração. Defende que o corpo guarda memórias físicas e emocionais. De que forma essa visão se traduz no cuidado da mulher durante a gravidez e do bebé nas primeiras fases da vida? Sim, acredito profundamente que o corpo guarda memórias físicas, emocionais e até energéticas. Cada experiência, cada tensão, cada emoção não expressa deixa uma marca subtil nos tecidos, na respiração, na postura. O corpo diz aquilo que, muitas vezes, a mente não consegue verbalizar. Durante a gravidez, esta ligação torna-se ainda mais evidente. O corpo da mulher transforma-se num espaço de vida e de comunicação constante entre mãe e bebé. Se essa mulher traz consigo memórias de dor, de medo ou de baixa autoestima, por exemplo, experiências de bullying na adolescência ou períodos de grande stress emocional, essas tensões podem manifestar-se fisicamente, através de retrações musculares, bloqueios respiratórios ou até dificuldades no relaxamento pélvico. Quando trabalhamos o corpo osteopaticamente, não tratamos apenas músculos e articulações, mas sim todo o sistema: nervoso, visceral, hormonal e emocional. Ao libertar tensões na mãe, estamos também a harmonizar o ambiente em que o bebé se desenvolve. Tudo o que a mãe sente, ansiedade, serenidade, confiança, é percebido pelo bebé, porque ambos partilham o mesmo campo emocional e fisiológico. Nos primeiros dias de vida, essa escuta continua. O toque osteopático no recém-nascido ajuda-o a libertar tensões acumuladas do parto e a adaptar-se à vida fora do útero. Muitas vezes, basta um gesto suave para devolver equilíbrio ao sistema nervoso, melhorar o sono, a sucção ou o conforto digestivo. Cuidar da mãe e do bebé é, por isso, cuidar de uma mesma história em dois corpos, onde o toque, a presença e a escuta são a base de tudo. Para além das queixas comuns, como dor lombar ou ciática, que outros desafios menos falados podem ser prevenidos ou acompanhados pela osteopatia na gravidez? Para além das queixas mais conhecidas, como a dor lombar ou a ciatalgia, há muitos outros desafios menos falados que a osteopatia pode ajudar a prevenir ou aliviar durante a gravidez. Um dos mais comuns é o bloqueio do diafragma, o principal músculo respiratório, que, com o crescimento do útero, perde mobilidade e altera a dinâmica respiratória. A mulher começa a respirar de forma mais curta, superficial, o que pode gerar tensão torácica, fadiga, ansiedade e até refluxo gastroesofágico. O trabalho osteopático sobre o diafragma é, por isso, fundamental. Através de técnicas manuais suaves e coordenadas com a respiração da grávida, é possível devolver mobilidade ao tórax, melhorar a oxigenação e criar mais espaço interno para o bebé. Esta libertação também tem impacto positivo na circulação venosa e linfática, reduzindo o inchaço e a sensação de peso nas pernas. Outra área frequentemente afetada é a pélvis, sobretudo a sínfise púbica e o pavimento pélvico. À medida que o bebé cresce, há uma maior pressão sobre a bexiga e sobre os ligamentos pélvicos, o que pode causar desconforto, dor púbica, alterações posturais e dificuldade em encontrar uma posição de repouso. A osteopatia ajuda a equilibrar essas estruturas, favorecendo o alinhamento pélvico e o bem-estar global da mãe. O objetivo é sempre o mesmo: permitir que o corpo da mulher se adapte às mudanças da gravidez com o máximo de conforto e funcionalidade possíveis, promovendo um parto mais fisiológico e uma recuperação mais harmoniosa. O pós-parto é muitas vezes negligenciado. Quais são os sinais de alerta que indicam a necessidade de apoio osteopático e como pode o seu trabalho facilitar a recuperação física e emocional da mulher? De facto, o pós-parto continua a ser uma das fases mais negligenciadas da saúde feminina. Costumo dizer que é o “momento invisível”, aquele em que toda a atenção se volta para o bebé, enquanto o corpo e as emoções da mulher ficam, muitas vezes, em segundo plano. Após o parto, o acompanhamento médico centra-se sobretudo em aspetos físicos imediatos: se os pontos cicatrizaram bem, se o útero está a regressar ao tamanho normal, se a amamentação está a correr bem. Mas raramente se olha para a mulher como um todo, para o seu sistema músculo-esquelético, visceral e emocional, que passou por uma transformação profunda. A osteopatia entra precisamente aqui. É comum surgirem dores pélvicas, lombares, sensação de peso, incontinência, desconforto nas relações sexuais, alterações respiratórias ou mesmo fadiga extrema. São sinais de alerta de que o corpo ainda não encontrou o seu equilíbrio. O tratamento osteopático atua não só nas estruturas físicas, pélvis, diafragma, cicatriz da episiotomia ou da cesariana, mas também na parte visceral e emocional. Através de técnicas manuais suaves, ajudamos o corpo a recuperar mobilidade, circulação e vitalidade. E, ao mesmo tempo, oferecemos um espaço de escuta, porque o toque terapêutico tem também um efeito profundamente regulador sobre o sistema nervoso e emocional. Ver uma mulher que, depois de anos de dor ou desconforto, consegue voltar a sentir-se bem no seu corpo e a viver a sua sexualidade sem dor é das maiores recompensas que esta profissão me dá. Porque o pós-parto não é o fim de um ciclo: é o renascimento de uma mulher. Quais são as queixas mais frequentes nos bebés que chegam ao seu consultório? E como é que a osteopatia atua nestes casos? As queixas mais frequentes nos bebés que chegam ao consultório são, de facto, as cólicas, os torcicolos, as dificuldades na amamentação e a obstipação, mas, curiosamente, a queixa que mais preocupa os pais é o sono. Sobretudo nos primeiros meses, o choro e a dificuldade em adormecer geram grande ansiedade, principalmente nos pais de primeira viagem, que ainda estão a aprender a decifrar as necessidades do bebé. Durante a consulta, é comum dedicarmos tempo a observar e a “traduzir” os diferentes tipos de choro, o da fome, o do desconforto, o do sono, para que os pais consigam reconhecer o que o bebé está a tentar comunicar. Esse momento é essencial, porque traz serenidade e confiança à família. O toque osteopático começa logo aí: na escuta, na tranquilização, na presença. Em termos clínicos, a osteopatia atua através de técnicas manuais muito suaves que libertam tensões acumuladas durante a gestação ou no parto, por exemplo, compressões cranianas, restrições cervicais, bloqueios torácicos ou pélvicos que podem afetar a digestão, a respiração e o sono. Estas correções ajudam o bebé a regular o sistema nervoso autónomo, promovendo um sono mais calmo, uma digestão mais eficaz e um bem-estar geral. Mas o trabalho não se limita ao corpo do bebé, envolve também a relação com os pais. Muitos chegam inseguros, com medo de tocar, de pegar, de “fazer mal”. A osteopatia ajuda-os a reencontrar o instinto e a confiança: o bebé precisa de sentir o toque, o calor e a serenidade de quem o segura. Quando o corpo da mãe e do pai se acalma, o bebé também se acalma. Porque, no fundo, tratar um bebé é cuidar de uma tríade inseparável, mãe, pai e filho, onde o toque é linguagem, o corpo é memória e a segurança é cura. Que papel pode ter a osteopatia em situações de pega difícil, dor materna ou bebé que não ganha peso? Há aqui uma ponte direta com o sucesso da amamentação? Há, sem dúvida, uma ponte direta entre o equilíbrio corporal da mãe e do bebé e o sucesso da amamentação. Muitas das dificuldades que surgem nas primeiras semanas, pega difícil, dor mamária, fissuras, bebés que engolem ar ou não ganham peso, têm uma origem funcional que a osteopatia pode ajudar a compreender e corrigir. O parto, mesmo quando fisiológico, é um processo exigente para o bebé. A passagem pelo canal de parto pode gerar compressões cranianas ou cervicais que limitam a mobilidade da mandíbula, da língua ou da base do crânio, estruturas essenciais para uma sucção eficaz. Quando estas restrições existem, o bebé pode não conseguir criar o vácuo necessário, engole ar, cansa-se rapidamente ou recusa o peito. A intervenção osteopática, com técnicas manuais extremamente suaves e seguras, ajuda a libertar essas tensões, promovendo uma pega mais eficiente e um padrão de sucção coordenado e confortável. Do lado da mãe, a dor na amamentação raramente é apenas uma questão de “posição”. Muitas vezes está associada a tensão muscular, bloqueios diafragmáticos, alterações posturais pós-parto ou até cicatrizes de cesariana e episiotomia que interferem com a mobilidade do tronco e da mama. Quando o corpo da mulher está tenso, o ato de amamentar torna-se doloroso e a ansiedade aumenta, o que o bebé sente imediatamente. Por isso, antes de qualquer técnica, é essencial restaurar a confiança. O bebé é instintivo, ele quer mamar. Quando a mãe relaxa, respira e volta a confiar no seu corpo, tudo flui de forma natural. A osteopatia atua tanto no corpo como na relação: devolve mobilidade, conforto e serenidade, criando as condições ideais para que mãe e bebé se conectem e desfrutem da amamentação como aquilo que realmente é um momento de nutrição física e emocional. No fundo, mais do que tratar sintomas, trata-se de restabelecer a harmonia do binómio mãe-bebé, porque quando o corpo se alinha, o vínculo também se alinha. No caso das mães, como é que cicatrizes de cesariana ou episiotomia podem afetar o bem-estar global e de que forma a osteopatia pode intervir? As cicatrizes, sejam de cesariana ou episiotomia, têm um impacto muito mais profundo do que se imagina. Para além da marca visível na pele, há uma “memória tecidular” que pode influenciar todo o equilíbrio corporal e emocional da mulher. Uma cicatriz é uma zona de tensão, altera a mobilidade dos tecidos, afeta a circulação, a postura, o funcionamento visceral e, em muitos casos, a perceção da própria imagem corporal. Muitas mulheres evitam tocar na cicatriz, sentem desconforto, repulsa ou medo. Esse bloqueio físico e emocional pode traduzir-se em dores pélvicas, lombares, desconforto nas relações sexuais, sensação de peso, incontinência ou mesmo dificuldade em reconectar-se com o próprio corpo. A nível emocional, é uma zona que o cérebro “desliga”, o que fragiliza a relação da mulher com a sua feminilidade e com o pós-parto. A osteopatia atua precisamente nesse reencontro. Através de técnicas manuais muito suaves, o terapeuta trabalha a mobilidade dos tecidos, fasciais e viscerais, devolvendo fluidez ao corpo e reduzindo a tensão cicatricial. À medida que o corpo recupera movimento, também a mente reestabelece a ligação com essa área e a mulher volta a sentir-se inteira. Com o tratamento adequado, é possível reduzir a dor, melhorar a circulação, restaurar a sensibilidade, otimizar o funcionamento pélvico e até facilitar o regresso à atividade física e à vida sexual de forma saudável e confiante. Quanto mais cedo se iniciar este trabalho, melhor. No entanto, mesmo anos depois do parto, é possível obter resultados surpreendentes, porque o corpo tem uma extraordinária capacidade de regeneração quando é escutado com respeito e técnica. Ainda existe muito tabu em falar do pavimento pélvico. Que papel tem a osteopatia na prevenção e tratamento de disfunções como incontinência, dor nas relações sexuais ou prolapsos? O pavimento pélvico ainda é um território envolto em silêncio, muitas mulheres não sabem identificá-lo, quanto mais cuidar dele. O problema começa muitas vezes no próprio sistema de saúde, onde o acompanhamento pós-parto tende a ser superficial, centrado apenas na cicatrização e não na reabilitação funcional e emocional da mulher. A osteopatia tem aqui um papel fundamental. Ao contrário de uma abordagem mecanicista, o osteopata observa o corpo como um todo, dedicando tempo à escuta, à história clínica e ao contexto emocional. Cada mulher é única: compreender como viveu a gravidez, o parto e o pós-parto é essencial para identificar a origem de disfunções como incontinência urinária, dor nas relações sexuais (dispareunia), sensação de peso pélvico ou prolapsos. Através de técnicas manuais que melhoram a mobilidade das estruturas pélvicas, a vascularização e a função neuromuscular, a osteopatia ajuda a restaurar o equilíbrio entre músculos, ligamentos e órgãos. Mas tão importante quanto o toque é o diálogo. Muitas mulheres nunca tiveram espaço para falar sobre dor ou disfunção sexual sem julgamento. A consulta osteopática oferece tempo, privacidade e empatia e é nesse ambiente seguro que o processo de cura começa. Porque a dor nunca é “normal”, e muito menos inevitável. O papel da osteopatia é devolver consciência corporal, aliviar sintomas e ajudar a mulher a reconectar-se com o seu corpo, não apenas para eliminar a dor, mas para recuperar prazer, confiança e qualidade de vida. No seu lema, coloca a empatia no centro. Na prática, como equilibra a dimensão técnica da osteopatia com a dimensão emocional do acompanhamento à mulher? A empatia está no centro da minha prática. É, talvez, o que mais me define enquanto profissional. Creio que nasce tanto da experiência clínica como da minha própria vivência enquanto mulher e mãe. Já estive “do outro lado”, já senti medo, dúvida e solidão em momentos em que precisava de orientação. Isso ensinou-me que, antes de qualquer técnica, o que cura é a escuta. Na osteopatia, o toque é científico, mas também é profundamente humano. Há um lado técnico que exige precisão anatómica e biomecânica, mas há também um lado relacional que exige presença, respeito e tempo. O meu papel é criar um espaço onde a mulher se sinta vista e compreendida, onde possa falar de dores, de emoções e de inseguranças sem medo de ser julgada. Só assim o corpo relaxa e o tratamento ganha verdadeira eficácia. Muitas vezes, um gesto empático ou uma explicação clara têm tanto poder terapêutico como uma manobra manual. Acredito que a literacia em saúde nasce da confiança, e a confiança constrói-se com verdade, tempo e sensibilidade. Quando atende mãe e bebé em conjunto, que benefícios observa nesta abordagem integrada? Há ganhos para a relação e para a recuperação de ambos? Atender mãe e bebé em conjunto é uma das partes mais belas e transformadoras do meu trabalho. Há mães que chegam ao consultório com histórias de partos difíceis, físicas ou emocionalmente, e que, sem se aperceberem, criam uma distância inconsciente em relação ao bebé. Sentem medo de o tocar, receio de o magoar, ou até culpa por acharem que o trauma do parto “passou” para ele. E, de facto, a ciência mostra que há uma comunicação emocional e fisiológica muito intensa entre ambos desde o nascimento. A consulta torna-se, então, um espaço de reconexão. Antes de qualquer técnica, o objetivo é restaurar a segurança e o vínculo. Crio um ambiente tranquilo, quase uma “bolha protetora”, onde mãe e bebé podem voltar a reconhecer-se. Ajudar a mãe a respirar, a tocar, a olhar, a confiar novamente no seu corpo, esse é o primeiro passo da terapia. É impressionante ver como o bebé responde: o ritmo respiratório acalma, o choro diminui, o olhar muda. Quando a mãe relaxa, o bebé sente. Quando a mãe volta a acreditar em si, o bebé confia. Essa sincronização é o verdadeiro milagre do trabalho osteopático no pós-parto. Com o tempo, tudo se reorganiza: o corpo da mulher recupera mobilidade e energia, o bebé cresce mais tranquilo e a família encontra um novo equilíbrio. Porque, no fundo, o que tratamos não são apenas estruturas, mas relações e é aí que a osteopatia revela o seu poder mais profundo. Como imagina a evolução da osteopatia pediátrica e materna em Portugal nos próximos anos? A osteopatia pediátrica e materna em Portugal está a dar os primeiros passos sólidos, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Só recentemente passou a ser reconhecida como licenciatura, e a profissão ainda carece de uma Ordem que regulamente a prática, o que dificulta o reconhecimento público e institucional. Durante muitos anos, os osteopatas foram vistos como “massagistas”, uma perceção desajustada face ao nível de formação e de conhecimento científico que hoje existe. Felizmente, isso está a mudar. A nova geração de profissionais traz uma abordagem baseada em evidência, com formação superior, pós-graduações e até doutoramentos. Há também um movimento crescente de colaboração entre osteopatas e outras áreas da saúde, fisioterapia, medicina, nutrição, psicologia, que está a reforçar a credibilidade da osteopatia como disciplina de intervenção clínica. Quando o paciente entra num consultório e percebe que há uma linguagem médica, um raciocínio clínico, uma avaliação cuidada e um diagnóstico funcional bem fundamentado, entende que está perante uma prática de saúde séria. Essa mudança de perceção é fundamental. E acredito que, nos próximos anos, veremos uma integração cada vez maior da osteopatia nos cuidados de saúde materno-infantis, com benefícios reais para as famílias. Como vê a integração entre osteopatia, fisioterapia pélvica, psicologia, nutrição e outras áreas da saúde da mulher? A integração entre osteopatia, fisioterapia pélvica, psicologia, nutrição e outras áreas é essencial. Nenhum profissional, por mais competente que seja, consegue responder sozinho à complexidade da saúde da mulher e da criança. O corpo é um sistema interligado, físico, emocional e metabólico, e cada especialidade acrescenta uma peça importante a esse puzzle. Na prática, trabalho em articulação com diferentes profissionais: podologistas, ortopedistas, nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogas, tanto de abordagem psicossomática como cognitivo-comportamental. Esta rede permite um acompanhamento completo: se algo não é da minha esfera, encaminho. O importante é o resultado final, o bem-estar da pessoa. Um exemplo frequente é o das adolescentes com escoliose. Muitas vezes, a origem está nos pés: pronação, arco abatido ou assimetrias posturais. Nessas situações, o primeiro passo é o encaminhamento para o podologista. Com o apoio de palmilhas corretivas, o corpo reencontra o alinhamento e a partir daí a osteopatia consegue intervir com muito mais eficácia. O resultado é visível, rápido e duradouro. Quando os profissionais trabalham em equipa, com humildade e espírito de cooperação, o impacto é notório. A mulher, a mãe, o bebé, todos ganham. Porque a verdadeira saúde nasce da integração, e não da separação. Instagram: @sayonaraadriano_osteopata Facebook: Osteopata Sayonara Adriano Contacto: 915 822 953 (chamada para a rede móvel nacional) “O erro mais comum no digital é acreditar que o tráfego pago resolve tudo” No Porto, há uma consulta integrada que está a transformar a saúde materno-infantil e o rumo de centenas de famílias
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