Neurodesenvolvimento Centro Neurosensorial: Os efeitos nocivos da excessiva exposição aos ecrãs no desenvolvimento sensorial da criança By Revista Spot | Maio 31, 2023 Junho 1, 2023 Share Tweet Share Pin Email Estudos recentes apontam para os efeitos nocivos da excessiva exposição aos ecrãs no desenvolvimento sensorial da criança. Ana Paula Azevedo, Diretora e responsável pelo Centro Neurosensorial de Braga alerta para a importância de um olhar atento sobre este assunto, sublinhando o papel fundamental dos pais neste processo… Que efeitos tem a tecnologia no desenvolvimento sensorial das nossas crianças? A tecnologia já faz parte do nosso dia-a-dia e está cada vez mais presente na vida das crianças, desde muito cedo. Em 2018, a Associação Americana de Pediatria recomendou que até aos 18 meses o tempo de ecrã deve ser zero, entre os 18 e os 24 meses pode ser introduzido conteúdo educativo, mas que até aos cinco anos, o tempo de ecrã deve estar limitado a uma hora diária. Em idade escolar devem ser estabelecidos os limites de tempo e tipo de programas permitidos, para que haja equilíbrio entre o tempo de ecrã e outras atividades importantes para o desenvolvimento. Apesar dos benefícios que a tecnologia nos pode trazer, surge também a preocupação sobre os possíveis efeitos que pode provocar na saúde mental e física das crianças, levando a que muitos investigadores se tenham debruçado sobre este assunto e chegado a diversas conclusões. Os estudos referem que os ecrãs de smartphones, tablets e televisões, fornecem estímulos visuais intensos e atrativos a nível de som, cor e movimento. No entanto, a exposição excessiva a estes estímulos pode levar a uma exposição prolongada de luz azul, que pode afetar negativamente a qualidade do sono e a saúde ocular das crianças. O uso de fones de ouvido e exposição a sons de alto volume, pode prejudicar a audição das crianças e dificultar o desenvolvimento da capacidade de discriminar sons subtis e de entender a comunicação verbal em ambientes de muito ruído (como pode ser a sala de aula). O uso de dispositivos eletrónicos está a substituir a oportunidade de desenvolver experiências táteis e motoras, que são importantes para o desenvolvimento sensorial das crianças. Nos dias de hoje as crianças passam menos tempo a brincar ao ar livre, a correr, a saltar, exploram menos diferentes texturas e a manipulação de objetos, o que pode afetar o desenvolvimento da sensibilidade tátil e motora. Isto afeta, inclusive, a interação social das crianças? A interação com um ecrã, as amizades e os jogos virtuais afetam ainda a interação social das crianças. Se passam a maior parte do tempo em frente a ecrãs, podem ter menos oportunidades de interagir face a face com outras crianças e adultos, afetando negativamente o desenvolvimento de habilidades sociais, da capacidade de interpretar emoções e de comunicar de forma eficaz e empática. Os telemóveis e dispositivos eletrónicos em geral oferecem também uma ampla gama de estímulos e recompensas imediatas, como jogos, redes sociais, mensagens instantâneas, vídeos e acesso a informações de forma rápida e conveniente. Essas recompensas imediatas podem ser altamente atrativas, especialmente para crianças e adolescentes, devido à natureza instantânea e gratificante da tecnologia, mas resultam também no desenvolvimento de dependências e vício de tecnologia, conhecido como nomofobia (medo de ficar sem o telemóvel) ou vício em smartphones, em dificuldades de atenção e concentração em outras atividades importantes, como estudo, trabalho ou interações sociais presenciais, o que pode afetar negativamente o desempenho e a produtividade em sala de aula. Ao nível do desenvolvimento cognitivo, embora o acesso à tecnologia ofereça a possibilidade de aceder também a uma grande quantidade de informação, é importante que o tempo dedicado a atividades digitas seja equilibrado com outras formas de aprendizagem, como, por exemplo, a leitura de livros físicos, para permitir um maior de desenvolvimento de experiência tátil no folhear do livro e da compreensão do conteúdo. Como lidar com esta dependência dos ecrãs? Lidar e colocar limites à utilização de ecrãs pode revelar-se um desafio em algumas famílias, mas existem estratégias que se revelam bastante eficazes. Devemos começar por ser um exemplo positivo para as crianças, limitando o nosso próprio tempo de exposição às tecnologias. Os limites de utilização devem ser bem claros, com limites diários ou semanais, regras específicas com períodos sem utilização dos dispositivos, como por exemplo às refeições ou antes de dormir, e devem ser comunicados à criança e até colocados numa zona de fácil visualização para conhecimento de todos. Devemos sugerir a realização de atividades interessantes com a criança, como fazer desporto, pintura, música, brincadeiras ou passeios ao ar livre, jogos de tabuleiro, atividades criativas de forma a ajudá-las a descobrir passatempos e interesses que não estejam relacionados com estes dispositivos. O incentivo a atividades que envolvam interação social, como brincar com outras crianças, passar tempo em família, participar em atividades ou grupos de interesses partilhados ajuda a desenvolver habilidades sociais e reduz a dependência dos dispositivos eletrónicos. Caso estas tarefas se revelem um desafio, podemos estabelecer recompensas e consequências com a criança. Quando os limites são respeitados a criança pode ganhar tempo extra na realização de alguma atividade que goste, ao mesmo tempo definimos consequências claras quando os limites são ultrapassados, resultando na perda de privilégios relacionados com os dispositivos eletrónicos. É ainda importante que estejamos envolvidos no conteúdo que a criança consome, que conheçamos as aplicações, jogos e sites que visitam para sabermos se estão adequados à sua idade e desenvolvimento cognitivo e emocional. Quão importante se revela a integração neurobiopsicosensorial? A integração sensorial apresenta um papel crucial no desenvolvimento global da criança. Refere-se à capacidade do sistema nervoso processar e organizar as informações sensoriais provenientes do ambiente envolvente e do próprio corpo para que a criança possa responder de forma adequada e adaptativa. Desempenha um papel fundamental no desenvolvimento motor, nas habilidades cognitivas, na perceção sensorial, no desenvolvimento socioemocional, autoestima, autonomia e autoconfiança, contribuindo para que a criança seja saudável, funcional e capaz de explorar e se adaptar ao mundo que a rodeia. “Uma intervenção que se baseie no conhecimento da evolução cerebral da criança, das suas necessidades biológicas, psicológicas e emocionais, revela-se muito mais integradora e eficaz.” revela Ana Paula Azevedo, Diretora e responsável pelo Centro Neurosensorial, Quando surge uma disfunção sensorial o processo e o desenvolvimento integral da criança ficam comprometidos? Sim, quando uma criança apresenta uma disfunção sensorial, isso pode comprometer o processo e o desenvolvimento integral da criança, afetando várias áreas do seu desenvolvimento. Pode interferir no seu desenvolvimento motor, afetando a coordenação motora, motricidade fina e grossa e o seu equilíbrio; em habilidades cognitivas como atenção, concentração, memória e resolução de problemas, interferindo na capacidade da criança se concentrar para aprender. Pode ainda causar problemas na perceção sensorial, afetando a forma como os estímulos são interpretados e resultando em dificuldades na discriminação de estímulos, dificuldades visuais ou auditivas, hipersensibilidade a certos estímulos (táteis, visuais, auditivos). Esta sensibilidade excessiva pode tornar situações sociais comuns como verdadeiros desafios, dificultando a regulação emocional e levando ao evitamento de certos ambientes ou a comportamentos inadequados (como por exemplo birras). Uma disfunção sensorial pode ainda afetar a autonomia e autoconfiança da criança, devido à limitação da sua participação em atividades do dia-a-dia e gerar frustrações, resultando em baixa autoestima e autoeficácia. O diagnóstico precoce e a intervenção adequada são fundamentais para ajudar as crianças com disfunções sensoriais a superarem os desafios e desenvolverem seu potencial máximo em todas as áreas do desenvolvimento. Que impacto tem ao nível da linguagem, leitura e escrita? As dificuldades sensoriais podem interferir na capacidade da criança de processar e compreender a linguagem oral e na habilidade de articular corretamente os sons da fala; podem afetar o processamento auditivo central, dificultando na capacidade de discriminar, interpretar e compreender o que lhe é dito, resultando numa dificuldade de seguir instruções verbais, em se lembrar de informações auditivas e discriminar sons similares. Problemas com a perceção visual ou tátil podem afetar a discriminação de letras, palavras e/ou símbolos, o que dificulta o reconhecimento e a descodificação das palavras. Pode também afetar a fluidez na leitura, a compreensão do que é lido e a capacidade de acompanhar a sequência das letras nas palavras. As dificuldades ao nível da perceção tátil afetam ainda a motricidade fina, essencial no controlo do lápis, na formação de letras e na escrita legível. Além disso, problemas com a perceção visual podem interferir na organização do texto no papel e na escrita das palavras em linhas retas. A investigação revela uma hipoativação do giro fusiforme, nas dificuldades de aprendizagem, área responsável pelo reconhecimento da palavra, e que é mais ativado à medida que ocorre aprendizagem da leitura na criança, sobretudo mediante visualização de palavras comuns. As crianças na fase de pré-alfabetização costumam apresentar uma maior ativação do giro fusiforme bilateral durante o reconhecimento de uma palavra, quer seja através de estímulos visuais ou auditivos, e à medida que vão atingindo a fase alfabética, passam a recrutar cada vez menos os neurónios do giro fusiforme direito e intensificam a ativação do lado contralateral. As dificuldades sensoriais afetam ainda a capacidade atencional necessária para a aquisição da linguagem, leitura e escrita. Uma criança com hipersensibilidade sensorial pode facilmente distrair-se com estímulos do ambiente, sendo difícil de manter o foco na aprendizagem da leitura e da escrita. A que sinais de alerta devem os pais estar atentos em casa? Existem vários sinais de alerta que podem indicar a presença de uma disfunção sensorial numa criança. É importante observar que a presença desses sinais não significa necessariamente que a criança tenha uma disfunção sensorial, mas pode indicar a necessidade de uma avaliação mais aprofundada por profissionais especializados. Os pais devem estar atentos à existência de hipersensibilidade a estímulos sensoriais, como ruídos altos, luz intensa, texturas diferentes, toques leves ou etiquetas na roupa e reações exageradas ou evitamento de certos estímulos sensoriais; a uma insensibilidade sensorial, com preferência por estímulos sensoriais intensos, como movimentos rápidos, toques fortes ou sons altos; dificuldade em perceber estímulos sensoriais subtis, como a perceção da dor ou por exemplo perceber a temperatura da água no banho; a dificuldades em regular o nível de atividade e energia, alternando entre momentos de hiperatividade e outros de evidente falta de energia; dificuldade em manter a atenção e a concentração, sendo facilmente distraído por estímulos sensoriais e dificuldade em regular as emoções, apresentando respostas emocionais intensas ou inapropriadas aos estímulos sensoriais. Ao nível da coordenação motora, se a criança tiver dificuldade em se equilibrar, em saltar à corda, em pegar numa bola, em segurar corretamente no lápis, cortar com a tesoura e apertar os cordões dos sapatos. Estas dificuldades podem resultar em comportamentos de evitamento, evitando tocar em texturas diferentes, em vestir certas roupas ou comer certos alimentos e em preferir rotinas e ambientes mais previsíveis para evitar a exposição a estímulos sensoriais desconhecidos ou considerados desconfortáveis. As dificuldades de integração social dificultam ainda a interpretação de pistas sociais, o estabelecer de contacto visual de forma adequada em interações sociais e em esperar pela vez em brincadeiras de grupo. Estes são apenas alguns sinais de alerta que podem indicar a presença de disfunção sensorial, mas é sempre recomendável a avaliação de profissionais. Quando procurar um profissional? A procura de um profissional é recomendada quando estão presentes os sinais de alerta de uma possível disfunção sensorial como a sensibilidade sensorial intensa, dificuldades de regulação, de interação e de coordenação motora e que estas alterações tenham um impacto significativo nas atividades diárias da criança e da sua família, como aprendizagens escolares, interações sociais e habilidades motoras. Quando as dificuldades sensoriais não afetam apenas uma área específica, seja linguagem ou desenvolvimento motor, mas também outras áreas do desenvolvimento, como cognição, comportamento, emoção, interação familiar, é aconselhável que a avaliação seja abrangente e realizada por uma equipa multidisciplinar. Que perturbações do neurodesenvolvimento acompanha o Centro Neurosensorial? “Avaliamos e intervimos em perturbações do desenvolvimento intelectual, perturbações da linguagem, do espetro do autismo, défice de atenção e hiperatividade e perturbações específicas da linguagem, seja ao nível da leitura, escrita e matemática. Também desenvolvemos um trabalho ao nível das funções executivas, funcionamento ansioso e depressivo, síndrome de deficiência postural.” Os pais têm um importante papel na vossa intervenção? Sim, os pais desempenham um papel fundamental no nosso trabalho e no desenvolvimento emocional das crianças, através do conhecimento e compreensão das características e desafios da criança, da criação de rotinas e ambientes estruturados para facilitar o foco e concentração da criança, ao fornecerem apoio emocional e um ambiente seguro e acolhedor para a expressão dos sentimentos e dificuldades sentidas e ao ensinarem habilidades de autoregulação emocional e comportamental, que podem incluir técnicas de respiração, práticas de relaxamento, estratégias de resolução de problemas e formas mais saudáveis de lidar com o stress e a frustração. A integração multidisciplinar tem uma contribuição fundamental e diferenciadora na avaliação e diagnóstico das funções sensoriais e motoras? Diferentes profissionais podem contribuir com os seus conhecimentos de áreas de especialização para se conseguir uma compreensão abrangente das necessidades da criança e identificar possíveis disfunções sensoriais ou motoras. O Centro Neurosensorial dispõe de uma equipa composta por fisioterapeuta, com conhecimento especializado no desenvolvimento motor, integração de reflexos primitivos, força muscular, equilíbrio e coordenação; optometristas e terapeutas visuais, especializados no entendimento da forma como os pacientes recebem, compreendem, identificam e discriminam o tamanho, forma e cor, calculam as distâncias e a velocidade dos objetos, ou seja, qualquer alteração que impeça o maior rendimento visual com menor esforço; psicólogos, que através de avaliações psicológicas abrangentes conseguem identificar dificuldades emocionais, comportamentais e cognitivas que possam estar a afetar o desenvolvimento sensorial e motor da criança e a relação que os mesmos têm com o bem estar psicológico; psiquiatras e neuropediatras, que desempenham um papel fundamental na avaliação inicial e no diagnóstico de possíveis disfunções sensoriais e motoras, técnicos de neurofisiologia e Médico Neurologista para a realização de terapias inovadoras baseadas em evidência para uma melhor evolução do quadro clínico e professores que apoiam a criança nas suas dificuldades de aprendizagem, permitindo uma melhor aquisição e consolidação dos conhecimentos. O trabalho desenvolvido pela equipa, em colaboração com pais e professores, é essencial para obter uma compreensão completa do desenvolvimento da criança e planear intervenções adequadas e integradas. Que técnicas são desenvolvidas em consultório? Após avaliação pela equipa com recurso a um protocolo inovador, composto por medidas biocomportamentais, é delineado um protocolo de intervenção baseado em intervenção visual, postural, atencional e de regulação emocional. O trabalho em rede é essencial? Para uma melhor compreensão do nível desenvolvimental da criança e do impacto que o mesmo tem no seu dia-a-dia e na sua adaptação às exigências de aprendizagem, por exemplo, é essencial que exista um trabalho em rede, para uma avaliação e intervenção de todas as áreas importantes e comprometidas, e assim conseguirmos uma melhor evolução e qualidade de vida da criança e da sua família. Assim como um trabalho terapêutico individualizado, adaptado à realidade de cada paciente? Sim, é sempre importante sabermos que cada criança é única, e que as suas dificuldades e desafios se revelam de forma diferente, sendo importante delinear intervenções que variam de acordo com as necessidades individuais identificadas. O Centro está, inclusive, equipado com sensores biométricos para medição dos movimentos oculares (eye tracker), equilíbrio e reconhecimento de expressões faciais, entre outros. A tecnologia é outra aliada fundamental neste processo? A tecnologia, incluindo os sensores biométricos, desempenha um papel fundamental no processo de avaliação e intervenção nas funções sensoriais e motoras. Sensores biométricos, como o eye tracker (rastreamento ocular), que é uma ferramenta sensível de avaliação biocomportamental, fornecem informações imparciais sobre os processos biológicos, psicológicos e comportamentais do paciente. O eye tracker é usado para medir e registar os movimentos oculares da criança, fornecendo informações valiosas sobre o processamento visual, a atenção e outras habilidades relacionadas à visão. Através do eye tracker avaliamos também o reconhecimento emocional através de expressões faciais, que nos permite uma análise objetiva das habilidades de perceção de pistas sociais e da resposta emocional da criança. Usamos também sensores de equilíbrio, para medir a postura e o equilíbrio da criança, fornecendo informação sobre possíveis défices nesta área. A tecnologia é usada como uma ferramenta complementar aos métodos tradicionais de avaliação e intervenção, e requer a colaboração entre profissionais especializados. Quão importante se revela esta abordagem preventiva naqueles que serão os adultos de amanhã? A abordagem preventiva é extremamente importante quando se trata do desenvolvimento das crianças, pois permite identificar precocemente possíveis dificuldades e intervir o mais cedo possível para um desenvolvimento saudável. Esta abordagem tem um impacto significativo no futuro das crianças, uma vez que elas se tornarão os adultos de amanhã. Quanto mais cedo as dificuldades forem identificadas, mais cedo podemos implementar intervenções apropriadas que vão ajudar a minimizar os impactos negativos a longo prazo e prevenir o agravamento de dificuldades. Dificuldades sensoriais, motoras ou emocionais não tratadas podem afetar negativamente a aprendizagem e o desempenho académico. A intervenção precoce em questões emocionais e comportamentais, como ansiedade, stress ou dificuldades de regulação emocional, pode ajudar a prevenir o desenvolvimento de problemas mais graves no futuro. Ao fornecermos às crianças as ferramentas necessárias para enfrentar os desafios da vida de forma saudável, ajudamos a construir uma base sólida para o futuro. De forma a sensibilizar a população geral para estas temáticas criamos uma plataforma digital de educação inovadora, o ‘Neuroinsight’, que valoriza a importância da aprendizagem e do desenvolvimento pessoal e profissional. Foi desenvolvido para permitir um maior conhecimento sobre temas como: défice de atenção, hiperatividade, autismo, problemas de aprendizagem e neurociência e oferece uma experiência de aprendizagem 100% online através do acesso a palestras gratuitas, ebooks, masterclasses, cursos e formações desenvolvidos e dinamizados pela equipa multidisciplinar do Centro Neurosensorial. CNB – Centro Neurosensorial de Braga Morada: Rua Sá de Miranda 216, 4700-352 Braga Contato: 253 184 040 Facebook: Centro Neurosensorial Instagram: @centro_neurosensorial Torcicolo nas crianças pode ser causado por problemas na visão InterAge: A importância de diagnosticar precocemente problemas no desenvolvimento infantil
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