EMPRESAS & EMPRESÁRIOS “A Associação Fernando Costa cria bolsas e mentoria para garantir permanência no ensino superior” By Revista Spot | Fevereiro 23, 2026 Fevereiro 27, 2026 Share Tweet Share Pin Email Num país que continua a apontar o ensino superior como via principal de mobilidade social, há uma realidade menos falada, para muitos jovens com mérito no Norte, o problema já não é “entrar”, é conseguir ficar. O custo do alojamento, a pressão económica nas famílias, a ausência de rede de apoio e a ansiedade financeira estão a empurrar estudantes com boas classificações para fora do percurso académico antes mesmo de o iniciarem. É neste ponto de fratura, entre talento e condições, que surge a Associação Fernando Costa. Nesta entrevista, Susana Barros explica um modelo pensado para a vida real: bolsas com diferentes níveis de resposta, mas também acompanhamento próximo, sinalização precoce de risco e mentoria com regras, compromisso e confidencialidade. “Apoiar não é só ajudar a entrar, é garantir permanência, dignidade e futuro”, garante. Em 2026, com candidaturas a abrir em maio e uma Gala como momento de mobilização, a associação assume metas e promete medir impacto em trajetos concluídos e em vidas que não desistem. Que propósito fez nascer a Associação Fernando Costa e que legado pretendem honrar quando referem “educação que transforma vidas”? A Associação Fernando Costa nasceu para garantir que o talento não fica pelo caminho por falta de meios. Quando falamos em “educar para transformar”, falamos de acesso real, continuidade e dignidade, não apenas de chegar à universidade, mas conseguir ficar e concluir. Que sinais concretos encontraram no Norte, nos jovens, nas famílias, nas escolas, que mostram que o acesso ao ensino superior está a falhar para quem tem talento, mas não tem meios? No Norte encontramos jovens com notas, vontade e ambição, mas sem condições mínimas para avançar. O custo do alojamento, a pressão familiar, a ausência de rede de apoio e a ansiedade financeira estão a empurrar muitos para fora do ensino superior antes mesmo de começarem. Quando dizem “apoiar jovens carenciados no Norte”, de que perfis estamos a falar? Falamos de jovens que entram no ensino superior com fragilidades acumuladas. A desigualdade raramente é só nas propinas, é o efeito dominó: alojamento, alimentação, transportes, tecnologia, saúde mental e, sobretudo, a ausência de alguém que acompanhe e oriente. Definiram quatro bolsas: Semente, Propósito, Impulso e Superação. Que realidades distintas é que cada uma pretende resolver? As quatro bolsas respondem a níveis diferentes de necessidade. A Semente cobre situações leves, mas reais; a Propósito apoia quem tem estabilidade frágil; a Impulso responde a carências profundas; a Superação cobre contextos familiares graves. Todas incluem acompanhamento humano, não apenas apoio financeiro. Um dos riscos dos modelos de bolsas é confundirem “mérito” com privilégio. Como é que desenharam o processo de seleção? O mérito, para nós, não é privilégio. Avaliamos percurso, esforço, contexto familiar e potencial, não apenas médias. O processo foi desenhado para não penalizar quem teve de lutar mais para chegar ao mesmo ponto. Que mecanismos têm para garantir permanência e como identificam sinais de risco de abandono? A bolsa é o início, não o fim. Há acompanhamento regular, contacto próximo e sinalização precoce de risco. A permanência garante-se com presença, escuta e resposta atempada, não com controlo, mas com apoio. A mentoria pode ser decisiva. Como recrutam e preparam mentores e como avaliam se a relação mentor–bolseiro está a ser realmente útil? Os mentores são selecionados pela capacidade humana, não pelo currículo. Existe enquadramento claro, compromisso, confidencialidade e acompanhamento da própria relação. Avaliamos impacto pela utilidade real para o bolseiro, não pela intenção. Falam em parcerias com empresas, fundações e voluntários para “oportunidades concretas”. Que tipo de compromissos procuram? Procuramos compromissos concretos: estágios remunerados, mentoria profissional, formação prática e empregabilidade. As oportunidades são acompanhadas e avaliadas para garantir que são justas, úteis e respeitadoras do percurso do jovem. Qual é a lógica do ecossistema AFC? Onde é que querem causar mais impacto positivo? O ecossistema AFC acompanha o jovem do secundário ao primeiro emprego. Queremos informar cedo, inspirar escolhas conscientes, apoiar a entrada no ensino superior e criar pontes reais para o mercado de trabalho com propósito. Em 2026, com candidaturas a abrir em maio e a Gala AFC como ponto de mobilização, que metas assumem publicamente? Em 2026, assumimos metas claras: número de bolseiros apoiados, taxa de permanência, rede ativa de mentores e empresas. Vamos divulgar dados de retenção, conclusão de curso e uso transparente dos donativos. O impacto mede-se com resultados, não com discursos. Mais informações em: associacaofernandocosta.pt Facebook: Associação Fernando Costa Instagram: @associacaofernandocosta “A boca é, muitas vezes, o primeiro local onde o corpo manifesta desregulação” O Livro que se Ouve e a Música que se Lê
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