SAÚDE “Com apenas uma agulha, ecografia de alta precisão e a técnica certa podemos transformar a qualidade de vida de um doente” By Revista Spot | Julho 31, 2025 Agosto 3, 2025 Share Tweet Share Pin Email Uma agulha, uma imagem ecográfica e a precisão milimétrica de um gesto treinado: é assim que o André Oliveira Cruz transforma a vida de quem vive com dor ou limitações físicas. Médico especializado em Medicina Física e de Reabilitação e Medicina Estética, André Oliveira Cruz é um dos rostos de uma nova geração de profissionais que colocam a qualidade de vida e a autonomização do paciente no centro da prática clínica. Numa altura em que a medicina se quer mais humanizada, preventiva e multidisciplinar, a Medicina Física e de Reabilitação surge como uma especialidade-chave, embora ainda pouco compreendida pelo grande público. Nesta entrevista, exploramos o percurso, a visão e a prática de um médico que acredita que tratar não é apenas curar, mas devolver autonomia, aliviar o sofrimento e recuperar a autoestima. Entre a ciência e o toque humano, entre a dor e a estética, a sua abordagem propõe uma medicina com sentido e com resultados. O que é que o levou a dedicar-se à Medicina Física e de Reabilitação? Sempre fui movido pelo desejo genuíno de devolver autonomia, funcionalidade e bem-estar às pessoas. A Medicina Física e de Reabilitação é uma especialidade única precisamente porque permite melhorar a função física, aliviar a dor e tratar condições complexas, evitando muitas vezes a necessidade de intervenções cirúrgicas invasivas. Esta área é extremamente abrangente e centra-se na pessoa como um todo, acompanhando o doente em todas as fases do processo: desde a recuperação funcional até à reintegração plena na vida ativa, social e profissional. Para mim, dar autoestima e qualidade de vida aos pacientes é uma missão e um compromisso profundo. Escolhi esta especialidade porque queria trabalhar diretamente com pessoas que enfrentam limitações, sejam elas ligeiras ou graves, e ajudá-las a recuperar capacidades, a superar desafios físicos e emocionais, e a reencontrar o seu equilíbrio. Muitas vezes, pequenas alterações funcionais podem parecer insignificantes, mas têm um impacto enorme no dia a dia e na qualidade de vida de alguém. O que me motiva é precisamente essa capacidade de fazer a diferença, seja num paciente com uma incapacidade significativa, seja numa pessoa com uma lesão temporária, como uma fratura, que poderá retomar a sua vida normal mais rapidamente e com melhor qualidade. É uma área onde o impacto do nosso trabalho se vê concretamente e isso dá-me uma enorme satisfação profissional e pessoal. Qual é o papel desta especialidade no dia-a-dia das pessoas? A Medicina Física e de Reabilitação desempenha um papel fundamental na vida de quem enfrenta dor crónica, limitações físicas ou perda de autonomia. Intervimos em contextos muito diversos, desde o acompanhamento de doentes hospitalizados, como pacientes pós-AVC, politraumatizados ou que sofreram formas graves de COVID-19, até à reabilitação de lesões desportivas e à prescrição de dispositivos de apoio, como cadeiras de rodas adaptadas ou adaptações para condução automóvel. Esta especialidade assume uma abordagem holística e multidisciplinar, trabalhando em estreita colaboração com equipas de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, entre outros profissionais, com o objetivo comum de devolver ao doente o máximo grau possível de independência e qualidade de vida. Para além da reabilitação, a Medicina Física e de Reabilitação tem um papel essencial na prevenção e na manutenção funcional. Atendemos não só doentes internados que enfrentam dificuldades motoras e respiratórias, muitas vezes críticos e acamados, mas também acompanhamos pessoas na comunidade, em consultas ambulatórias, que lidam com problemas menos graves, mas igualmente impactantes no seu dia a dia. Por exemplo, é frequente atender idosos com limitações associadas ao envelhecimento natural, como fraqueza muscular, dificuldades de equilíbrio e mobilidade reduzida. Através de intervenções personalizadas, conseguimos prevenir a progressão da incapacidade e evitar que estas pessoas se tornem acamadas ou dependentes precocemente, promovendo uma vida mais ativa e autónoma. Durante a pandemia da COVID-19, a especialidade ganhou ainda mais visibilidade, devido à importância da reabilitação respiratória e motora nos doentes que sofreram formas graves da doença, muitos deles com sequelas prolongadas. O nosso papel nesses casos foi crucial para recuperar funções essenciais e melhorar a qualidade de vida. Os tratamentos minimamente invasivos são cada vez mais falados. A que se refere concretamente? Os tratamentos minimamente invasivos correspondem a um conjunto de técnicas terapêuticas que recorrem, maioritariamente, ao uso de agulhas finas, muitas vezes guiadas por ecografia de alta resolução para maior precisão. Estas técnicas permitem tratar dores, disfunções musculoesqueléticas ou até melhorar aspetos estéticos sem recorrer à cirurgia invasiva. Entre os exemplos mais comuns estão a mesoterapia, as infiltrações articulares ou musculares, os bloqueios de nervos, a aplicação de ácido hialurónico e a utilização de toxina botulínica. Estes procedimentos são, em regra, seguros, personalizados e têm a vantagem de proporcionarem resultados rápidos e duradouros, com um tempo de recuperação muito reduzido. Por exemplo, na mesoterapia, utilizamos agulhas muito finas que aplicam medicamentos ou cocktails terapêuticos na camada superficial da pele, de forma praticamente indolor, para tratar tanto dores locais como questões estéticas. Estes cocktails podem ser adaptados conforme o objetivo, combinando diferentes substâncias para promover anti-inflamação, regeneração tecidular ou hidratação. Já as infiltrações propriamente ditas referem-se a aplicações com agulhas que atingem estruturas mais profundas, como articulações, músculos ou nervos. Por vezes, realizam-se bloqueios nervosos para aliviar dores crónicas ou agudas, ou infiltrações com corticosteroides para reduzir inflamações articulares. No entanto, a infiltração pode ainda incluir outros fármacos, dependendo da patologia a tratar. A toxina botulínica é hoje uma das ferramentas emergentes no controlo da dor, mostrando resultados promissores em condições como espasmos musculares, dores crónicas cervicais e outras. Embora ainda não esteja formalmente aprovada para estas indicações em todos os países, já é amplamente usada com excelentes resultados. Por fim, a integração da ecografia permite-nos direcionar com precisão a agulha para a estrutura correta, aumentando a eficácia e a segurança do procedimento. Podemos ainda associar técnicas complementares, como a eletroestimulação, para potenciar o efeito do tratamento. E que vantagens têm esses tratamentos, face às abordagens mais tradicionais? A principal vantagem dos tratamentos minimamente invasivos é permitir um alívio rápido da dor e uma melhoria funcional significativa, de forma pouco agressiva para o organismo. Ao contrário de intervenções cirúrgicas, estes procedimentos evitam cortes, internamentos e longos períodos de incapacidade, possibilitando um regresso mais precoce às atividades diárias, profissionais e sociais. Estes tratamentos são, geralmente, muito bem tolerados pelos doentes, apresentam um perfil de segurança elevado, com efeitos secundários mínimos e raros, o que os torna uma opção muito atrativa para quem procura soluções eficazes sem recorrer à cirurgia. De facto, muitos dos meus doentes conseguiram evitar intervenções cirúrgicas graças a estes tratamentos. E, em alguns casos, mesmo doentes que não obtiveram resultados satisfatórios após cirurgias, beneficiaram enormemente da abordagem minimamente invasiva, melhorando a sua qualidade de vida. Hoje em dia, as pessoas valorizam muito a rapidez na recuperação, pois querem voltar ao trabalho e à vida ativa o mais depressa possível. Os tratamentos farmacológicos convencionais, embora úteis, nem sempre proporcionam um alívio imediato ou completo da dor, e os tratamentos cirúrgicos, apesar de muitas vezes necessários, exigem períodos prolongados de reabilitação, algo que nem sempre é bem explicado aos doentes. Ao contrário disso, com técnicas guiadas por ecografia e a utilização de agulhas muito finas, conseguimos uma intervenção direta na origem do problema, o que traduz muitas vezes numa melhoria quase imediata, seja já no próprio dia ou nos dias seguintes. Embora possa ser necessário algum tempo para consolidar a recuperação, o retorno ao trabalho e às atividades diárias é, na maioria dos casos, bastante precoce. Fala-se muito da sua ligação à Medicina Estética e à Medicina Desportiva. Como se complementam estas áreas? O que une estas áreas é, acima de tudo, o foco no resultado prático e na funcionalidade do indivíduo. Na Medicina Estética, procuramos harmonizar e melhorar a aparência, o que está diretamente ligado à autoestima, ao equilíbrio emocional e ao bem-estar geral. Uma imagem cuidada pode aumentar significativamente a confiança e a qualidade de vida da pessoa. Na Medicina Desportiva, o foco está na otimização da performance física, na prevenção e no tratamento de lesões relacionadas com a prática desportiva, ajudando os pacientes a manterem-se ativos e a atingirem o seu potencial máximo de rendimento. Aqui, o objetivo é potenciar a saúde e a funcionalidade corporal, promovendo um estilo de vida saudável e ativo. Já na Medicina Física e de Reabilitação, trabalhamos para devolver a função perdida, aliviar a dor e restaurar a autonomia, seja após uma doença, lesão ou condição crónica. Esta especialidade tem como meta melhorar a qualidade de vida dos pacientes, permitindo-lhes reintegrar-se plenamente na vida quotidiana, social e profissional. Apesar das abordagens e técnicas específicas de cada área, todas partilham um propósito comum: proporcionar bem-estar, funcionalidade e qualidade de vida. Muitas vezes, estas áreas interligam-se na prática clínica. Por exemplo, um paciente com sequelas de uma lesão desportiva pode beneficiar simultaneamente de tratamentos de reabilitação, de intervenções estéticas para minimizar cicatrizes ou assimetrias, e de estratégias para prevenir novas lesões e otimizar o desempenho. Além disso, é frequente atender pessoas que procuram melhorar aspetos estéticos relacionados com alterações resultantes de doenças ou tratamentos, como cicatrizes ou deformidades faciais, onde a Medicina Física e de Reabilitação e a Medicina Estética se complementam. Na Medicina Estética, o que procuraram hoje os pacientes? Resultados naturais, prevenção do envelhecimento, redefinição da autoestima? E que importância atribui à formação médica e à experiência? Hoje, os pacientes procuram sobretudo resultados naturais que promovam a valorização da sua aparência, sem perder a autenticidade. Muitos procuram recuperar aspetos que lhes afetam a autoestima, como as rugas, a flacidez, ou até a perda de cabelo. Quer seja através da aplicação de toxina botulínica, bioestimuladores, plasma rico em plaquetas (PRP), volumizadores ou outros tratamentos, o objetivo é sempre melhorar o aspeto de forma subtil e discreta, de modo a que o resultado seja harmonioso e não demasiado percetível. Relativamente à formação médica e à experiência, considero que são os pilares essenciais para garantir um trabalho de excelência numa área que é eminentemente técnica. Só através da prática repetida e contínua se desenvolve a precisão necessária para oferecer segurança e eficácia aos pacientes. Quando realizo os tratamentos, ou quando ensino colegas, o meu principal compromisso é proporcionar a melhor experiência possível, minimizando o desconforto. Para isso, utilizo várias estratégias, como anestesia tópica, aplicação de gelo e, até, música ambiente, de modo a que a dor seja praticamente inexistente ou muito reduzida. A técnica de injeção, por exemplo, depende muito da experiência adquirida ao longo dos anos. A estabilidade da agulha durante a aplicação tem de ser quase milimétrica, para que o paciente não sinta qualquer desconforto. O recurso à ecografia de alta resolução é uma mais-valia importante, pois permite uma administração precisa dos produtos, garantindo melhores resultados e maior segurança. Na sua opinião, qual é o maior desafio quando falamos de dor crónica? O maior desafio na abordagem da dor crónica é, sem dúvida, o desconhecimento generalizado e a resignação por parte dos doentes. Muitas pessoas acreditam que não existe solução, quando, na realidade, a Medicina dispõe hoje de abordagens específicas e eficazes para o tratamento da dor crónica. Com uma avaliação rigorosa, um diagnóstico preciso e tratamentos minimamente invasivos, muitas vezes guiados por ecografia, é possível devolver qualidade de vida a quem sofre. Cada caso é único, pelo que o acompanhamento deve ser personalizado e sustentado ao longo do tempo, respeitando as particularidades de cada doente. Casos complexos não são sentenças definitivas, mas sim desafios que exigem precisão e multidisciplinaridade na abordagem. É também importante salientar o impacto socioeconómico da dor crónica, sendo uma das principais causas de absentismo laboral em Portugal. Portugal investe uma quantidade significativa de recursos na gestão da dor, o que indica que, apesar dos avanços, ainda há um caminho a percorrer para o tratamento eficaz e integrado destes pacientes. A dor limita severamente a qualidade de vida, impedindo as pessoas de desempenharem as suas atividades diárias, de conviverem socialmente e de desfrutarem do lazer, afetando assim o seu bem-estar global. O objetivo principal deve ser sempre o controlo eficaz da dor, através de abordagens personalizadas e multidisciplinares, que vão desde tratamentos farmacológicos até às intervenções minimamente invasivas, passando pela fisioterapia e apoio psicológico. Não existe uma única solução curativa universal; o tratamento deve ser adaptado a cada pessoa, integrando conhecimentos de diversas especialidades. Outro desafio importante é a falta de conhecimento dos doentes sobre as opções terapêuticas disponíveis, que muitas vezes os leva à resignação. Os tratamentos minimamente invasivos têm um papel fundamental neste contexto, pois representam uma ponte entre as opções convencionais e a cirurgia, oferecendo soluções eficazes e menos agressivas. Por exemplo, em patologias osteoarticulares, como a dor no joelho ou no ombro, estes tratamentos permitem uma rápida recuperação funcional, com muitos doentes a retomarem a atividade laboral no dia seguinte ao procedimento. Contudo, é frequente ter de aconselhar moderação, pois o alívio rápido pode levar a um uso excessivo da articulação antes da recuperação total. A dor na coluna, seja cervical ou lombar, é particularmente limitativa, afetando até a capacidade de marcha. Felizmente, quase todas as articulações e zonas do corpo são potencialmente tratáveis com estas técnicas de medicina de precisão, que combinam a utilização de agulhas finas e tecnologia avançada, como a ecografia. Criou recentemente a sua marca pessoal. Qual o propósito por trás deste projeto? Este projeto nasce da minha experiência acumulada ao longo de mais de 15 anos, com mais de 7 mil tratamentos realizados com sucesso. Senti a necessidade de criar um espaço dedicado à partilha de informação verdadeira, transparente e acessível, tanto para doentes como para colegas de profissão. Muitas vezes, tanto os pacientes como os profissionais desconhecem as opções terapêuticas que existem entre os tratamentos convencionais e a cirurgia. O objetivo principal é desmistificar medos, esclarecer dúvidas e mostrar que existe uma medicina com sentido, uma medicina que cuida com rigor, ética e com resultados sólidos. Este projeto é também o ponto de partida para formar outros profissionais, para que possam, por sua vez, ajudar mais pessoas e expandir este conhecimento. Um dos objetivos é também ajudar os pacientes a reconhecerem sinais comuns e distinguir o que é uma reação normal de algo que exige acompanhamento médico. Este diálogo aberto facilita a confiança e a adesão ao tratamento, promovendo um acompanhamento mais consciente e ativo. Estimulo ainda a participação das pessoas, convidando-as a partilhar as suas experiências e dúvidas, para que possam compreender melhor o processo e criar uma comunidade informada e apoiada. Muitas vezes, ao partilharem casos semelhantes, conseguimos identificar soluções ou perceber quando é necessário recorrer a outras abordagens, evitando decisões precipitadas, como recorrer diretamente à cirurgia. Todos os doentes têm solução? Como gere as expectativas? Nem todos os casos têm uma solução definitiva, mas praticamente todos podem alcançar melhorias significativas. É fundamental sermos honestos desde o início, explicando de forma clara o percurso a seguir, o tempo necessário para cada fase do tratamento e os limites reais das intervenções disponíveis. Seja no tratamento da dor ou na área estética, cada pessoa é única e o plano terapêutico tem de ser sempre adaptado às suas caraterísticas específicas. Não prometemos milagres; prometemos rigor, segurança e resultados concretos e sustentados. É essencial comunicar com realismo, mas sem retirar a esperança, pois muitos dos doentes que recebemos apresentam situações complexas que exigem uma abordagem paciente e personalizada. Definir objetivos claros com o doente é um passo crucial. Nem sempre será possível atingir uma cura total, mas o nosso objetivo é maximizar a funcionalidade, o conforto e a qualidade de vida, seja através de uma redução significativa da dor ou da melhoria estética. Normalmente, o primeiro tratamento já proporciona algum alívio ou melhoria, mas é importante esclarecer que, muitas vezes, será necessário um plano sequencial, com várias sessões, para consolidar os resultados. Às vezes, a melhoria pode situar-se entre os 70% e os 80%, mas essa diferença pode traduzir-se numa transformação significativa na vida do doente. Evito comparações demasiado simplistas, pois cada pessoa tem um padrão individual, seja na dor ou na estética. As expectativas devem ser geridas com cuidado para que o doente consiga compreender e participar ativamente no processo terapêutico. Gosto de oferecer opções, apresentando as diferentes possibilidades de tratamento, para que o doente possa sentir-se autónomo e envolvido nas decisões que o dizem respeito. A autonomização do paciente é fundamental para o sucesso em saúde: não tratamos apenas doenças, tratamos pessoas. Também trabalha com atletas. Estes tratamentos são adequados para o desporto? Sim, desde que aplicados de forma ética e dentro das normas vigentes. Muitos dos tratamentos minimamente invasivos que utilizo são seguros e permitidos em contextos desportivos, inclusive em modalidades sujeitas a controlo antidoping. Além disso, estes tratamentos ajudam na retoma progressiva do treino, na prevenção de novas lesões e, quando necessário, na avaliação médica desportiva para garantir que o atleta pode praticar desporto em segurança. Podemos dividir os atletas em dois grandes grupos relativamente à intervenção: Por um lado, temos aqueles que procuram melhorar o seu rendimento desportivo. Neste caso, fazemos uma avaliação detalhada para identificar pequenas alterações na biomecânica, seja na forma de correr, na postura ou nos movimentos específicos do seu desporto. Por exemplo, o tratamento de um atleta de levantamento de pesos será muito diferente do tratamento de um maratonista, porque as exigências físicas e os padrões de movimento são distintos. A nossa intervenção preventiva foca-se em corrigir essas pequenas disfunções, otimizando a performance e reduzindo o risco de lesões. Por outro lado, temos o grupo dos atletas lesionados. Estes podem apresentar desde lesões musculares ligeiras, como distensões ou ruturas parciais, até lesões mais graves, como fraturas ou lesões articulares. Nestes casos, o tratamento é focado na recuperação funcional, muito próximo da fisioterapia tradicional, mas integrado numa abordagem global que inclui técnicas minimamente invasivas, reabilitação ativa e treino específico para o regresso à competição. Trabalhamos com atletas de todas as modalidades e níveis, desde amadores a alta competição. Cada modalidade tem as suas particularidades, e é fundamental educar o atleta para que entenda a importância de uma boa técnica, da adequação da carga de treino e da prevenção. Muitas vezes, lesões surgem pela disparidade entre a carga que o corpo suporta e a força física efetiva do atleta, um fenómeno comum tanto em desportistas como em pessoas que realizam esforços físicos intensos no quotidiano. Exemplos não faltam, desde atletas de crossfit a trabalhadores que realizam esforços físicos pesados, como cuidar de familiares ou carregar pesos consideráveis. A adaptação do corpo a estas necessidades, e o correto planeamento e acompanhamento, são essenciais para prevenir lesões e manter a saúde musculoesquelética. Onde é possível encontrar os seus serviços? Os meus serviços estão disponíveis em clínicas privadas localizadas em Viana do Castelo e em Famalicão, onde oferecemos tratamentos nas áreas da dor, reabilitação funcional e medicina estética. Além disso, a nível hospitalar, realizo alguns tratamentos mais direcionados para a dor crónica e para a espasticidade através do Serviço Nacional de Saúde, no Hospital de Viana do Castelo. Para além do atendimento presencial, utilizo ativamente as redes sociais, como plataformas para partilhar informação de qualidade, esclarecer dúvidas e manter um contacto próximo e acessível com os meus seguidores. Respondo regularmente às questões que me colocam nestes canais, promovendo assim uma comunicação transparente e educativa. Tenho uma vasta experiência acompanhando doentes em diferentes contextos, desde o internamento hospitalar até ao acompanhamento em ambulatório. Isto permite uma visão abrangente e integrada do processo de recuperação e melhoria da qualidade de vida. Costumo receber muitos casos desafiantes, especialmente doentes que já passaram por múltiplos tratamentos ou cirurgias sem sucesso e que procuram uma solução mais eficaz. É nestes casos que a minha motivação é maior, pois sinto que realmente posso fazer a diferença. Além do atendimento clínico, tenho também um papel formativo, acompanhando alunos da Universidade do Minho e promovendo a transmissão do conhecimento e das melhores práticas no tratamento da dor e da estética. A Medicina Física e de Reabilitação não trata apenas doenças. Trata pessoas. E quando é feita com precisão e verdade, devolve aquilo que mais falta faz: autonomia, confiança e qualidade de vida. Clínica S. Felix – Gondifelos, V.N. Famalicão Policlínica Vianense – Urbanização Capitães De Abril, Bloco Torre, R/C Dto, Viana do Castelo Instagram: @dr.andreoliveiracruz Facebook: Dr. André Oliveira Cruz Site: andreoliveiracruz.pt “Algumas técnicas de harmonização facial têm também uma função terapêutica importante, aliviando desconfortos como o bruxismo ou sorriso gengival” “Cada vez mais, alterações como flacidez e pele seca estão associadas ao impacto do stress no equilíbrio do corpo”
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