SAÚDE “Ainda persistem muitos mitos em torno do sexo e do prazer que limitam a vivência de uma sexualidade plena e descomplicada” By Revista Spot | Abril 14, 2025 Abril 15, 2025 Share Tweet Share Pin Email A sexualidade é uma dimensão essencial da vida, com impacto direto na saúde, nas emoções e nas relações. Ainda assim, continua envolta em mitos, tabus e silêncios. Falar sobre sexo é falar de identidade, afeto, intimidade, prazer e bem-estar. A boa notícia? Cada vez mais profissionais abrem espaço para uma abordagem mais honesta e consciente do tema. Segundo Ana Carina Sá, médica com Pós-Graduação em Sexologia Clínica, a sexualidade é também liberdade, respeito e autoconhecimento. Num mundo de informação instantânea, idealizações sobre o corpo e relações digitais, torna-se urgente parar, refletir e aprender. Como surge o desejo? Porque é que, por vezes, desaparece? O que é que influencia ou bloqueia a excitação? A sexualidade muda ao longo da vida? Mergulhamos em respostas claras, descomplicadas e necessárias para compreender melhor este universo complexo — e profundamente humano. Em que momento percebeu que queria dedicar-se à Sexologia Clínica? Durante o estágio de Psiquiatria no internato de Medicina Geral e Familiar, no Hospital de Évora, com a Dra. Madalena Serra. As consultas exigiam uma grande partilha, respeito e uma relação médico-doente baseada numa empatia e confiança profundas. Foi aí que percebi o impacto transformador que o acompanhamento nesta área podia ter. A sexualidade ainda é um tema pouco abordado? Felizmente, tem vindo a ser cada vez mais abordado por diversos profissionais de saúde. A sexualidade é hoje reconhecida como um aspeto fundamental da vida humana, com influência em várias dimensões do bem-estar. Nesta perspetiva, existem múltiplas oportunidades para aprofundar o conhecimento e a compreensão sobre a sexualidade, ao longo da vida, o que tem contribuído para uma abordagem mais aberta e informada. Como funcionam o desejo e a excitação sexual? O desejo sexual pode ser entendido de várias formas, sendo difícil reduzi-lo a uma definição única. É um fenómeno multifacetado, que pode envolver não só o desejo de prazer físico, mas também o anseio por intimidade, conexão emocional ou até relaxamento. Já a excitação sexual corresponde à resposta física e psicológica a estímulos sexuais, e está associada ao aumento do prazer. É por isso fundamental reconhecer a importância dos estímulos significativos para cada pessoa — o que sublinha a relevância do autoconhecimento e da comunicação no contexto sexual. O que pode influenciar o desejo e a excitação? O desejo e a excitação sexual são componentes essenciais da resposta sexual humana, mas resultam de processos complexos influenciados por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e socioculturais. Por isso, não são constantes e podem variar ao longo da vida, consoante a idade, o estado de saúde, o contexto emocional, as circunstâncias pessoais e até o ambiente relacional. O que pode estar na origem da falta de desejo sexual? É importante considerar várias possíveis causas. Entre os fatores biológicos, podemos incluir alterações hormonais, efeitos secundários de medicamentos, doenças crónicas e o estilo de vida. Do ponto de vista psicológico, o stress, problemas profissionais, experiências de vida difíceis ou transtornos emocionais podem ter um grande impacto. Também há fatores sociais, como vivências traumáticas ou dificuldades económicas, e culturais, como crenças limitadoras ou uma educação repressiva em relação à sexualidade. Quando o desejo sexual reduzido interfere na qualidade de vida, é essencial procurar apoio médico para uma avaliação adequada. Como podemos recuperar ou melhorar o desejo sexual ao longo do tempo? Recuperar ou potenciar o desejo sexual passa por cuidar dos fatores que o influenciam. Muitas vezes, pequenas mudanças no quotidiano fazem uma grande diferença. Conhecer o próprio corpo e falar abertamente com o parceiro sobre desejos, expectativas e fantasias ajuda a fortalecer a intimidade e a ligação emocional. A prática regular de exercício físico melhora a circulação sanguínea, aumenta a energia e contribui para o bem-estar geral, o que pode favorecer a libido. Uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes, assim como um sono de qualidade, são fundamentais. Reduzir ou evitar o consumo de tabaco, álcool e outras substâncias também pode ter um impacto positivo. Acima de tudo, é essencial encarar a sexualidade como parte integrante da saúde e do bem-estar — e cuidar dela com atenção, respeito e naturalidade. O stress, a ansiedade e a depressão podem afetar a libido? Sim, as alterações da saúde mental podem ter um impacto significativo no desejo sexual, uma vez que o bem-estar psicológico é um pilar fundamental da saúde global. O stress, por exemplo, aumenta os níveis de cortisol, o que pode interferir com o equilíbrio hormonal e fazer com que a pessoa se sinta sem energia ou motivação para a atividade sexual. A depressão é uma das condições mais frequentemente associadas à diminuição da libido, tanto pelos sintomas emocionais como pelos efeitos secundários de alguns medicamentos. Já a ansiedade, com o excesso de preocupações e a tensão constante, pode criar bloqueios psicológicos que dificultam a excitação e o envolvimento sexual. Traumas passados, inseguranças e baixa autoestima também podem contribuir para a perda de desejo. Práticas como a meditação, o exercício físico (por exemplo, o yoga) ou a realização de atividades prazerosas e relaxantes podem ajudar a reduzir os níveis de stress e ansiedade, favorecendo o equilíbrio emocional e, consequentemente, a sexualidade. A pornografia influencia a perceção da sexualidade? Sim, a pornografia pode influenciar a forma como se perceciona a sexualidade, tanto de forma positiva como negativa, dependendo do contexto e da forma como é consumida. É importante abordar este tema com uma visão crítica e informada. A exposição frequente a corpos “perfeitos” e a desempenhos idealizados pode gerar sentimentos de inadequação, insegurança e distorções sobre o que é uma vivência sexual saudável e realista. Por outro lado, a pornografia pode ser, para algumas pessoas, uma forma de explorar a própria sexualidade e fantasias sem julgamento. Quando consumida de forma consciente, equilibrada e dentro de um contexto respeitador, pode ajudar a normalizar diferentes práticas sexuais, orientações e identidades de género, promovendo a aceitação da diversidade sexual. A chave está no acesso a uma educação sexual sólida, que permita compreender os limites entre fantasia e realidade. Qual o impacto das novas tecnologias e da inteligência artificial na vida sexual e nas relações? O impacto das novas tecnologias e da inteligência artificial nas relações humanas — incluindo a sexualidade — é vasto e multifacetado. Por um lado, há um enorme potencial positivo: estas tecnologias podem criar novas formas de educação sexual, oferecer experiências personalizadas de prazer e facilitar a comunicação e o encontro entre pessoas com interesses semelhantes, através de plataformas digitais. Por outro lado, também levantam desafios importantes: questões como a privacidade, o risco de dependência, a exposição a conteúdos pouco realistas e a potencial desconexão emocional não podem ser ignoradas. Tal como acontece com qualquer avanço tecnológico, tudo depende da forma como é utilizado. O ideal será encontrar um equilíbrio entre os benefícios que estas inovações podem trazer e uma abordagem consciente, crítica e ética, que proteja os vínculos emocionais e respeite a individualidade de cada pessoa. As novas gerações encaram a sexualidade de forma diferente em comparação com as anteriores? Sim, as novas gerações tendem a abordar a sexualidade de forma mais aberta, informada e inclusiva. Existe hoje uma valorização crescente do bem-estar emocional e físico ligado à vida sexual, indo além do simples ato sexual. Há mais acesso à informação sobre prevenção de infeções sexualmente transmissíveis, saúde mental, consentimento e qualidade da intimidade nos relacionamentos. A diversidade sexual, de género e afetiva está mais presente no discurso, o que representa um avanço significativo em relação às gerações anteriores. No entanto, persistem desafios. A tecnologia introduz novas dinâmicas, como a exposição precoce à sexualidade digital, a pressão social para corresponder a certos padrões estéticos e a objetificação do corpo. É essencial que esta liberdade venha acompanhada de educação sexual de qualidade, para que as novas gerações possam explorar e construir a sua sexualidade de forma segura, consciente e respeitosa. Quais são os riscos do sexting e do envio de nudes nas relações atuais? O sexting — envio de mensagens ou imagens com conteúdo sexual — e o envio de nudes tornaram-se práticas comuns com a popularização dos smartphones e redes sociais. Quando praticados de forma consensual e entre adultos, podem ser uma forma legítima de intimidade. No entanto, trazem riscos importantes. A principal preocupação é a violação da privacidade: uma vez partilhadas, essas imagens ou mensagens podem ser facilmente divulgadas sem consentimento, o que causa sérios danos emocionais, sociais e até profissionais. A partilha não autorizada de imagens íntimas — frequentemente designada por revenge porn — é um crime previsto na legislação portuguesa, nomeadamente na Lei n.º 109/2009, que protege a privacidade das vítimas. É fundamental promover a educação para o uso responsável da tecnologia e reforçar o respeito pelos limites e pelo consentimento. Nunca é demais lembrar: uma vez enviada, uma imagem íntima deixa de estar sob o controlo de quem a partilhou. Quais são as disfunções sexuais mais frequentes nos homens? As disfunções sexuais masculinas tornam-se mais comuns com o avançar da idade, embora possam surgir em qualquer fase da vida. As mais frequentes são a disfunção erétil, a diminuição da libido e os distúrbios relacionados com a ejaculação. A disfunção erétil, em particular, é a mais prevalente e carateriza-se pela dificuldade persistente em conseguir ou manter uma ereção suficiente para permitir a atividade sexual. Para além da idade, há outros fatores que aumentam significativamente o risco, como as doenças cardiovasculares, a diabetes, a hipertensão arterial, a obesidade, o colesterol elevado, o tabagismo, a depressão e o uso de determinados medicamentos. E no caso das mulheres, quais são os problemas mais comuns? Nas mulheres, as disfunções sexuais manifestam-se de formas variadas. As mais comuns incluem a diminuição ou ausência de desejo sexual, dificuldade em atingir o orgasmo e dor durante o ato sexual. A queixa mais frequente é, sem dúvida, a do desejo sexual hipoativo, que se traduz numa redução significativa ou mesmo ausência de interesse por atividades de cariz sexual. Esta condição pode estar associada a diversos fatores, desde alterações hormonais e problemas físicos até questões emocionais e psicológicas, como o stress, a ansiedade ou experiências traumáticas. Condições como a endometriose ou a síndrome dos ovários poliquísticos podem afetar a sexualidade feminina? Sem dúvida. Doenças como a diabetes, disfunções da tiroide, a síndrome dos ovários poliquísticos (SOP) e outras condições que alterem o equilíbrio hormonal podem interferir diretamente com a função sexual da mulher. No caso específico da endometriose, o impacto tende a ser ainda mais evidente, principalmente por causa da dor intensa que muitas mulheres sentem durante a relação sexual. Esta dor pode originar medo, ansiedade e até levar mesmo à evitação do contacto íntimo, com consequências importantes na vida sexual e relacional. Como lidar quando um dos parceiros tem menor libido? É perfeitamente natural que exista uma diferença no nível de desejo sexual entre duas pessoas numa relação. O problema surge quando essa diferença começa a gerar desconforto, frustração ou até conflito. Muitas vezes, a falta de desejo é rapidamente rotulada como uma disfunção, quando na verdade pode estar relacionada com a dinâmica do casal, dificuldades de comunicação ou expectativas pouco realistas sobre o que é “normal” numa vida sexual a dois. Importa lembrar que o desejo não é estático — pode mudar com o tempo, influenciado por fatores emocionais, físicos, hormonais e contextuais. O mais importante é que ambos os parceiros consigam falar sobre o assunto com respeito, abertura e empatia, procurando compreender o outro e, se necessário, procurar ajuda especializada para reencontrar o equilíbrio e o bem-estar mútuo. A menopausa e a andropausa ainda são um tabu? Apesar de hoje em dia já existir mais informação e mais abertura para se falar sobre estas fases da vida, a verdade é que, em muitos contextos, continuam a ser temas pouco explorados ou até evitados. A menopausa, por exemplo, ainda é frequentemente associada ao fim da fertilidade e, erroneamente, ao fim da sexualidade da mulher. Isto pode gerar sentimentos de inadequação, vergonha ou até de invisibilidade. Já no caso da andropausa, a queda progressiva dos níveis de testosterona é muitas vezes vivida em silêncio, devido à pressão social para que os homens se mantenham sempre ativos, fortes e sexualmente disponíveis. Esta ideia de virilidade eterna é não só irreal como injusta. É fundamental criar espaço para conversas honestas e livres de preconceito, que permitam a homens e mulheres atravessarem estas fases com mais compreensão e dignidade. Como desmistificar a ideia de que o desejo tem prazo de validade? A sexualidade faz parte da nossa identidade desde o início da vida até ao seu fim. No entanto, muitas pessoas foram educadas dentro de padrões morais muito rígidos, onde o prazer, o desejo e o corpo eram temas silenciados — especialmente na terceira idade. Ainda existe a ideia errada de que, a partir de certa idade, deixamos de desejar ou de ter uma vida sexual ativa. Mas isso não corresponde à realidade. Com o tempo, é natural que a expressão da sexualidade se transforme, mas não desaparece. Pelo contrário, pode ganhar novas formas, mais ligadas à intimidade, à ternura, à cumplicidade. Para que isso aconteça, é essencial combater os preconceitos sociais, promover a educação sexual em todas as idades e encarar a velhice como uma fase de liberdade, autonomia e sabedoria. A sexualidade não tem prazo de validade — tem, sim, espaço para ser vivida de forma plena em qualquer fase da vida. Que mitos sobre sexo e prazer ainda persistem e devem ser desmistificados? Ainda existem muitos mitos em torno do sexo e do prazer que continuam a influenciar negativamente a forma como as pessoas vivem a sua sexualidade. Esses mitos geram expectativas pouco realistas, criam inseguranças, e podem até levar a frustrações e comportamentos prejudiciais. Frases como “o sexo tem de ser sempre espontâneo”, “se não houver orgasmo, foi um fracasso”, “os homens querem sempre sexo” ou “sexo só é bom com penetração” são ideias erradas que continuam a aparecer, inclusive em contexto de consulta. A verdade é que o prazer sexual é algo profundamente pessoal e que varia muito de pessoa para pessoa, e até de fase para fase da vida. Não existe um único modelo certo ou “normal” de viver a sexualidade. A chave está na comunicação honesta, no respeito mútuo e numa boa dose de autoconhecimento. A educação sexual — que vai muito além da simples explicação de anatomia — é fundamental para desconstruir esses mitos e promover relações mais saudáveis, conscientes e satisfatórias. Acha que a educação sexual nas escolas ainda é insuficiente? Sim, continua a ser bastante limitada, mesmo em países com sistemas educativos considerados mais avançados. Em muitos casos, a abordagem ainda é demasiado centrada na biologia ou na prevenção de doenças e gravidezes não planeadas, deixando de lado aspetos fundamentais como o bem-estar emocional, a saúde relacional, o consentimento, o respeito pela diversidade e a construção de uma sexualidade saudável ao longo da vida. É essencial que a educação sexual nas escolas seja abordada de forma integrada, não só do ponto de vista físico, mas também psicológico, ético e relacional. Tópicos como a diversidade sexual, a autonomia do corpo, a violência sexual, e o reconhecimento de sinais de abuso devem ser discutidos de forma clara e acessível desde cedo. Mais do que apenas transmitir informação, a educação sexual deve capacitar os jovens a tomarem decisões informadas, responsáveis e respeitadoras de si e dos outros. Como falar sobre sexo com os filhos de forma saudável e sem preconceitos? Muitas vezes espera-se que a escola trate deste tema por completo, mas os pais e cuidadores têm um papel insubstituível na educação sexual das crianças e jovens. Falar sobre sexo com os filhos não tem de ser um momento constrangedor ou dramático — pelo contrário, deve ser um processo contínuo, feito com naturalidade, empatia e respeito. Criar um ambiente onde se sintam seguros para fazer perguntas, sem medo de julgamento, é o primeiro passo. É importante adaptar a linguagem à idade e maturidade da criança e, acima de tudo, estar disponível para ouvir. Mais do que aquilo que se diz, conta muito aquilo que se transmite com o exemplo. Os filhos observam atentamente os comportamentos dos pais, e a forma como estes lidam com o afeto, com os limites e com o respeito no dia-a-dia-tem um impacto enorme na forma como eles próprios irão construir as suas relações. Felizmente, existem hoje muitos recursos de confiança que podem ajudar — desde livros a websites educativos como os da Organização Mundial da Saúde ou da Planned Parenthood — que oferecem informações claras, baseadas em evidência, e livres de preconceitos. Uma abordagem aberta e informada à sexualidade é uma das melhores formas de promover a autoestima, a segurança e o respeito nas futuras relações. O autoconhecimento pode ajudar a melhorar a vida sexual e as relações? O autoconhecimento é fundamental para uma vida sexual saudável e gratificante. Quando conseguimos compreender os nossos próprios desejos, limites e preferências, sem medo de sermos julgados ou rejeitados, estamos a criar uma base sólida para relações mais honestas e satisfatórias. O prazer sexual não é algo estático; ele pode evoluir ao longo do tempo. À medida que nos conhecemos melhor, podemos descobrir novas formas de intimidade e prazer, mantendo a experiência sexual interessante e gratificante. Em casal, a comunicação aberta sobre esses “pormenores” e desejos individuais ajuda a evitar frustrações e mal-entendidos, mantendo a relação sexual vibrante e satisfatória. Casais que se conhecem bem e que partilham livremente as suas experiências e vontades tendem a manter uma vida sexual mais equilibrada e duradoura, com maior compreensão e satisfação mútua. O uso de brinquedos sexuais pode melhorar a vida íntima? O uso de brinquedos sexuais pode, de facto, melhorar a vida íntima de muitas pessoas, desde que seja feito de forma consensual, respeitosa e com uma atitude saudável em relação ao prazer. Quando utilizados de maneira consciente e sem criar expectativas irreais, eles podem proporcionar novas experiências, aumentar o prazer e até promover uma maior conexão emocional entre os parceiros. Em situações em que existem dificuldades sexuais, como a falta de desejo ou problemas de ereção, os brinquedos podem ser uma forma divertida e relaxada de explorar o prazer, sem pressões, seja de forma individual ou em casal. O importante é que o uso seja livre de tabus e baseado no respeito mútuo, permitindo uma vivência sexual mais rica e diversificada. Instagram: @vida_camaleoa “O uso excessivo de filtros nas redes sociais gera comparações e inseguranças. A beleza real não é feita de exageros nem de padrões únicos” “A vida real não cabe num post. A pressão das redes sociais esgota, isola e começa a ser encarada como normal”
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